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    Governo recupera mais de 6.000 celulares roubados e cria manual para fiscalização em rodovias

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma que houve a recuperação de 6.052 celulares roubados ou furtados durante a Operação Última Chamada, realizada em 23 unidades da federação entre os dias 10 e 19 de agosto. Leia mais (08/19/2026 - 14h44)

    Folha de S.Paulo
    19 de agosto de 2026 às 17:44
    Governo recupera mais de 6.000 celulares roubados e cria manual para fiscalização em rodovias
    Diversos smartphones organizados em fileiras sobre uma mesa, exibindo várias cores e modelos, com destaque para câmeras traseiras visíveis. A superfície da mesa é clara e o ambiente interno é iluminado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma que houve a recuperação de 6.052 celulares roubados ou furtados durante a Operação Última Chamada, realizada em 23 unidades da federação entre os dias 10 e 19 de agosto.

    Celulares furtados e roubados em Sergipe - Reprodução Ministério da Justiça · Reprodução Ministério da Justiça
    Celulares furtados e roubados em Sergipe - Reprodução Ministério da Justiça · Reprodução Ministério da Justiça — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em uma nova etapa, anunciada nesta quarta-feira (19), a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança estaduais passarão a consultar a procedência de celulares durante abordagens em rodovias federais e estaduais.

    Para isso, as forças de segurança terão acesso ao Banco Nacional de Celulares com Restrição, que reúne informações sobre aparelhos registrados como roubados ou furtados.

    Com o acesso ao sistema, policiais poderão consultar, durante abordagens de rotina, se o IMEI (número único de identificação de cada aparelho) possui alguma restrição.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O agente poderá solicitar ao cidadão o número do IMEI, que pode ser consultado digitando *#06# no celular ou verificado fisicamente no próprio aparelho.

    O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando, afirmou que será possível cruzar informações sobre celulares com restrição com dados de propriedade de veículos dos Detrans.

    "Cruzando esses dois dados, a Polícia Rodoviária Federal pode saber, por exemplo, que o proprietário do veículo tal está com celular tal que está tá roubado e faz abordagens mais assertivas", disse.

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    A pasta afirma que a consulta ao IMEI não dá acesso ao conteúdo armazenado no celular. Segundo o governo, trata-se de um dado cadastral, comparável à identificação de uma pessoa ou à placa de um veículo.

    Se a pessoa se recusar a oferecer o IMEI, ela terá que provar a origem do celular, conforme estabelece o protocolo.

    A Operação Celular Seguro é coordenada pelo Ministério da Justiça e realizada em parceria com os estados. Até o momento, 23 das 27 unidades da federação tiveram ações.

    Roraima, Tocantins, Santa Catarina e Paraná não participaram. Segundo o ministério, Roraima ficou de fora por questões técnicas, enquanto os outros três estados não demonstraram interesse em participar.

    Segundo dados do Ministério da Justiça, os estados já enviaram 33.606 notificações a pessoas identificadas utilizando aparelhos registrados como roubados ou furtados.

    O sistema funciona a partir das informações incluídas no Banco Nacional de Celulares com Restrição. Quando a vítima registra o roubo ou furto, os dados do aparelho passam a integrar a base nacional.

    Por meio de uma parceria entre o Ministério da Justiça, a Anatel e as operadoras de telefonia, é possível identificar quando um novo chip é inserido no aparelho e quem passou a utilizá-lo.

    A partir dessas informações, o atual usuário recebe uma mensagem informando que o celular possui registro de roubo ou furto e orientando a entrega em uma delegacia.

    A estratégia busca alcançar consumidores que possam ter adquirido, sem saber, celulares de origem ilícita.

    Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, disse que no Amazonas e no Piauí, mais de 50% dos aparelhos notificados são devolvidos voluntariamente. Em outros estados, o percentual varia entre 20% e 30%.

    Segundo a pasta, a devolução espontânea após a notificação pode evitar a responsabilização criminal por receptação.

    "A notificação muda a natureza. Até então, as pessoas não tinham consciência da ilicitude. A partir do momento que elas recebem a mensagem, essa dúvida deixa de existir. Então, [quem não devolve] passa a ser receptador", afirmou Chico Lucas.

    As informações fornecidas por quem devolve os aparelhos, como o local onde o celular foi adquirido, também são utilizadas pelas forças de segurança para identificar estabelecimentos e fornecedores envolvidos na cadeia de receptação.

    Segundo o governo, a estratégia busca atingir o mercado que sustenta financeiramente os roubos e furtos de celulares e, com isso, reduzir a demanda pelos aparelhos.

    "Se a gente não fizer isso, a gente não vai reduzir os crimes de celulares e todos os efeitos perversos dessa cadeia criminosa continuarão acontecendo, porque o crime de celular repercute não só no objeto, mas nas fraudes, na ocorrência de latrocínios", disse o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva .

    No Brasil houve o registro de roubo e furto de 225.644 aparelhos no primeiro trimestre de 2025, já em 2026 esse número chegou a 215.589 celulares, redução de 4,5%.

    Em outra frente, o governo mantém operações para retirar celulares do sistema prisional e dificultar a comunicação de integrantes de organizações criminosas com pessoas fora das unidades.

    Desde maio, cerca de 2.254 aparelhos foram retirados de presídios brasileiros por meio de ações como as operações Mute e Modo Avião, segundo o Ministério da Justiça.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/governo-recupera-mais-de-6000-celulares-roubados-e-cria-manual-para-fiscalizacao-em-rodovias.shtml.

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