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    Governo prepara calendário especial para acelerar PEC da 6×1 no Senado

    Líder do governo no Senado disse que está coletando assinaturas para acelerar tramitação da PEC no Senado; direita quer evitar votação antes do segundo turno das eleições

    CNN Brasil
    7 de outubro de 2026 às 21:18
    Governo prepara calendário especial para acelerar PEC da 6×1 no Senado
    Foto: CNN Brasil

    O governo federal pretende apresentar um calendário especial para que a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da 6x1 seja votada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para 25 de outubro. A ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da proposta.

    O objetivo do Palácio do Planalto é acelerar o rito e cortar o tempo que é previsto no regimento do Senado entre o primeiro e o segundo turno da votação de uma PEC , chamado de interstício. Sem esse recurso, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.

    Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que pautaria o requerimento quando o mesmo chegasse à Mesa da Casa e que o plenário “será soberano” para definir sobre a celeridade do rito.

    Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), e o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado · • Foto: Carlos Moura/Agência Senado
    Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), e o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado · • Foto: Carlos Moura/Agência Senado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A oposição, por outro lado, teme o impacto que a aprovação da proposta tenha na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ainda não há uma definição sobre qual estratégia adotar, mas o objetivo é travar a votação pelo maior tempo possível.

    Para isso, os parlamentares da oposição, principalmente do PL, se apegam ao “rito” do Congresso e argumentam que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa “ respeitar o regimento ”. Outra possibilidade é dar quórum nas sessões de discussão.

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu a posição de que Alcolumbre não pode fazer a discussão de maneira “atropelada” e que o regimento determina que sejam realizadas 5 sessões antes da votação de primeiro turno e outras 3 antes do segundo turno, respeitando também o prazo de 5 dias úteis entre as duas votações, chamado de interstício.

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    Oposição tenta adiar votação da 6x1 para depois do 2º turno — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O regimento do Senado, no entanto, permite que o interstício seja quebrado e que o primeiro e o segundo turno sejam realizados na mesma sessão.

    Marinho também sinalizou posição contrária à PEC da forma que está e defendeu a sua proposta que também tramita no Senado. O projeto apresentado pelo senador flexibiliza a escala de trabalho e permite que os funcionários ganhem por hora trabalhada, o que abre brecha para redução salarial.

    “Vamos aguardar o processo de discussão e oportunamente vamos nos posicionar. O que não pode é ter uma determinação de cima para baixo sobre como deve ser a escala de trabalho", disse.

    Governo não apresentou pedido para acelerar 6x1 no Senado, diz Alcolumbre
    Governo não apresentou pedido para acelerar 6x1 no Senado, diz Alcolumbre — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O governo é contra a PEC apresentada por Marinho. Teresa Leitão disse que esse tipo de negociação é “desfavorável” para os trabalhadores, porque coloca os dois lados em posições desiguais na mesa. “Como a gente dizia no sindicato, quando o patrão e o trabalhador negociam diretamente, o trabalhador entra com o pescoço e o patrão com a corda”, afirmou.

    Na saída do encontro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) deu sinal contrário à posição de Marinho e disse ser favorável ao fim da escala 6x1. Ela, no entanto, afirma que a votação antes do segundo turno das eleições beneficia Lula.

    Já o senador Wellington Fagundes (PL-MT) disse que a tendência de Flávio Bolsonaro, é se abster na votação. Ele disse que o partido só vai traçar uma estratégia quando tiver um calendário definido para a PEC.

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    “Flávio neste momento votaria na abstenção, em uma postura pessoal. Votar é estar presente. Precisa uma definição do rito para que a oposição determine a estratégia, mas não vamos obstruir. Provavelmente apresentar emendas”, afirmou.

    Flávio, no entanto, já havia se posicionado contra o texto. De acordo com ele, a redução da jornada sem a redução de salários afeta os empresários brasileiros.

    “Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, disse.

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    Oposição tenta adiar votação da 6x1 para depois do 2º turno — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Governo não apresentou pedido para acelerar 6x1 no Senado, diz Alcolumbre — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Eleições 2026: veja os 10 deputados federais eleitos com menos votos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/governo-prepara-calendario-especial-para-acelerar-pec-da-6x1-no-senado/.

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    Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), e o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado · • Foto: Carlos Moura/Agência Senado — Foto: CNN Brasil

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