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    Governo Lula reduz para R$ 16,1 bilhões congelamento de recursos no Orçamento

    O governo Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (24) uma redução no congelamento de verbas no Orçamento, totalizando R$ 16,1 bilhões de recursos que ficam vedados de serem utilizados pelos ministérios, para compensar a frustração de receitas e novas despesas. Leia mais (09/24/2026 - 10h03)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 13:03
    Governo Lula reduz para R$ 16,1 bilhões congelamento de recursos no Orçamento
    Dois homens sentados lado a lado em mesa de reunião. Homem à direita fala ao microfone e segura copo de água, homem à esquerda observa. Ambos vestem terno e gravata, fundo neutro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O governo Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (24) uma redução no congelamento de verbas no Orçamento, totalizando R$ 16,1 bilhões de recursos que ficam vedados de serem utilizados pelos ministérios, para compensar a frustração de receitas e novas despesas.

    Os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, durante coletiva de imprensa para apresentação da proposta de Orçamento para 2027, em agosto - Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhap
    Os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, durante coletiva de imprensa para apresentação da proposta de Orçamento para 2027, em agosto - Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhap — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Até o anúncio desta quinta, os recursos atualmente vedados totalizavam R$ 17,9 bilhões , a partir do instrumento de bloqueio, utilizado quando as despesas obrigatórias excedem o teto da regra fiscal. Hoje, o governo anunciou um desbloqueio de R$ 15,5 bilhões, já que o governo prevê gastos inferiores com previdência, despesas com folha de salários e com o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

    De outro lado, pela primeira vez no ano, a equipe econômica utilizou o mecanismo do contingenciamento, que é usado em caso de ameaças ao cumprimento da meta fiscal.

    A meta fiscal deste ano prevê superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões. Mas o arcabouço fiscal permite uma variação negativa de 0,25% do produto. Ou seja: para este ano, a meta é considerada cumprida caso o resultado primário seja zero.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo estava projetando uma arrecadação maior do que as despesas, com um superávit primário de R$ 10,8 bilhões. Como as novas projeções apontaram para um déficit de R$ 13,6 bilhões, foi necessário contingenciar valores no mesmo montante.

    Entre as frustrações de receita agora projetadas está a baixa com a taxação dos dividendos. Conforme mostrou a Folha, o TCU (Tribunal de Contas da União) estava elevando a pressão sobre o governo e chegou a emitir um alerta , já que o Executivo estava sustentando que arrecadaria quase R$ 29 bilhões com essa fonte, enquanto a arrecadação realizava estava muito abaixo do projetado.

    O governo também projeta arrecadar R$ 3,9 bilhões a menos com dividendos de estatais . Conforme mostrou a Folha, essa fonte também preocupava o mercado e a própria equipe econômica, já que a arrecadação foi considerada abaixo do esperado no primeiro semestre deste ano.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Além disso, há uma projeção de baixa em todas as receitas devido à queda do PIB projetado para o ano, que passou de um crescimento de 2,27% no terceiro bimestre para 2,02%, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda esta semana.

    No relatório bimestral de receitas e despesas divulgado hoje, o governo também acomoda os impactos do reajuste do Bolsa Família para este ano, que elevará as despesas obrigatórias em R$ 5,8 bilhões. Na última semana, o programa social foi reajustado às vésperas da eleição , elevando o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.

    A equipe econômica também está acomodando os custos com a subvenção aos preços do diesel . Para cada R$ 1 de subsídio ao preço do diesel custa cerca de R$ 5 bilhões ao mês. O gasto é executado por crédito extraordinário, o que permite sua exclusão do teto de despesas, mas mantêm seu cômputo na meta de resultado primário.

    O rombo total projetado, conforme divulgado hoje, de R$ 80,9 bilhões nas contas públicas este ano, absorvendo as novas medidas para segurar os impactos do conflito do Oriente Médio nos combustíveis.

    O governo é autorizado a deduzir desse montante algumas despesas, como precatórios, gastos com defesa e dispêndios que ocorrem pela abertura de crédito extraordinário, como os gastos com a subvenção dos combustíveis.

    Embora os descontos permitam ao governo cumprir a meta fiscal, o resultado efetivo é um parâmetro para medir a dívida pública brasileira, que atingiu 82,5% do PIB em julho, maior patamar em cinco anos que preocupa especialistas e integrantes do próprio governo Lula.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/governo-lula-reduz-para-r-161-bilhoes-congelamento-de-recursos-no-orcamento.shtml.

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    Os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, durante coletiva de imprensa para apresentação da proposta de Orçamento para 2027, em agosto - Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 31.ago.26/Folhap — Foto: Folha de S.Paulo

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