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    Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende endurecer o combate à chamada pejotização abusiva em um eventual quarto mandato, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan . A equipe econômica estuda criar uma contribuição previdenciária para empresas que tenham uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como pessoa jurídica (PJ). Leia mais (08/25/2026 - 09h27)

    Folha de S.Paulo
    25 de agosto de 2026 às 12:27
    Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan
    Homem de barba curta e cabelo escuro sorri levemente enquanto conversa com homem mais velho de barba branca usando chapéu de palha com faixa preta. Fundo verde desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende endurecer o combate à chamada pejotização abusiva em um eventual quarto mandato, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan . A equipe econômica estuda criar uma contribuição previdenciária para empresas que tenham uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como pessoa jurídica (PJ).

    O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, e o presidente Lula (de chapéu), durante uma cerimônia no Palácio do Planalto; Durigan também é responsável pela área econômica da campanha de Lula à reeleição - Adriano Machado -20.jul.26/Reu
    O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, e o presidente Lula (de chapéu), durante uma cerimônia no Palácio do Planalto; Durigan também é responsável pela área econômica da campanha de Lula à reeleição - Adriano Machado -20.jul.26/Reu — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A medida, segundo Durigan, teria como objetivo reduzir uma distorção que diminui a arrecadação para a Previdência e ampliar a proteção social de trabalhadores que, embora formalmente sejam prestadores de serviço , na prática mantenham uma relação semelhante à de empregados.

    A ideia foi apresentada pelo ministro em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, publicada nesta terça-feira (25). Durigan, que também é o responsável pela área econômica da campanha de Lula à reeleição, afirmou que o governo já debateu internamente uma eventual proposta a ser enviada ao Congresso.

    O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10% dos trabalhadores sejam contratados como PJ. Nesse caso, disse, pode se tratar apenas de terceirização de serviços. Mas, se 80% da força de trabalho estiver nessa condição, seria necessário avaliar uma forma diferente de tributação.

    Veja fotos do ato de lançamento da campanha de Lula à reeleição em São Bernardo do Campo
    Veja fotos do ato de lançamento da campanha de Lula à reeleição em São Bernardo do Campo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma possibilidade, afirmou, seria obrigar a empresa a fazer uma contribuição previdenciária para compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a proteção dos trabalhadores.

    Segundo ele, a substituição de trabalhadores celetistas por pessoas jurídicas, feita para desonerar as empresas de pagamentos à previdência, ocorre de forma abusiva e desprotege os contratados.

    "Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com outro regime de empresa, você deixa de dar proteção àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que tem vínculo, que deveria ser um trabalhador celetista"

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A discussão ocorre no momento em que o governo busca alternativas para enfrentar o déficit da Previdência, que tende a ganhar peso com o envelhecimento da população.

    A pejotização ocorre quando uma empresa contrata um trabalhador por meio de uma pessoa jurídica, em vez de estabelecer um vínculo formal de emprego. O modelo não é, por si só, ilegal. O problema está nas situações em que a contratação como PJ é usada para substituir uma relação que, pelas características do trabalho, poderia configurar vínculo empregatício.

    A eventual mudança não significaria, portanto, o fim das contratações de prestadores de serviço por meio de empresas. A discussão do governo é sobre como diferenciar a prestação legítima de serviços da substituição em massa de empregados por PJs e como compensar o impacto previdenciário desse modelo.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro também atribuiu o déficit da previdência a privilégios garantidos aos militares e ao que chamou de elite do funcionalismo público. Discutir o corte destes privilégios é, segundo ele, um dos objetivos de um evental quarto mandato petista.

    A declaração sobre a pejotização faz parte de uma agenda mais ampla que Durigan vem apresentando como responsável pela formulação econômica da campanha de Lula. O ministro tem defendido a manutenção do arcabouço fiscal em um eventual novo mandato, com ajustes nas regras de despesas e revisão de benefícios tributários.

    Durigan afirmou ainda que o governo pretende entregar resultado primário positivo em 2027 e que o Orçamento do próximo ano deverá prever uma meta de superávit de 0,5% do PIB. Também disse que pretende eliminar subsídios concedidos a combustíveis.

    O ministro também apontou recentemente como prioridades para um eventual próximo mandato a redução dos juros do cartão de crédito e a discussão sobre a jornada de trabalho.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-lula-estuda-cobrar-contribuicao-de-empresas-para-conter-pejotizacao-diz-durigan.shtml.

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    O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, e o presidente Lula (de chapéu), durante uma cerimônia no Palácio do Planalto; Durigan também é responsável pela área econômica da campanha de Lula à reeleição - Adriano Machado -20.jul.26/Reu — Foto: Folha de S.Paulo

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