Brasil

    Governo estuda 501 novos blocos para exploração de petróleo na margem equatorial

    A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) aprovou nesta sexta-feira (2) a delimitação de 501 novos blocos para exploração de petróleo na margem equatorial brasileira, mas a oferta ao mercado ainda depende de estudos por outras áreas do governo.

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    2 de outubro de 2026 às 16:00
    Governo estuda 501 novos blocos para exploração de petróleo na margem equatorial
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    Rio de Janeiro A ANP (Agência Nacional do Petróleo , Gás e Biocombustíveis) aprovou nesta sexta-feira (2) a delimitação de 501 novos blocos para exploração de petróleo na margem equatorial brasileira, mas a oferta ao mercado ainda depende de estudos por outras áreas do governo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a Presidente Magda Chambriard celebram a primeira descoberta de petróleo na margem equatorial. - Ricardo Stuckert · Ricardo Stuckert
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a Presidente Magda Chambriard celebram a primeira descoberta de petróleo na margem equatorial. - Ricardo Stuckert · Ricardo Stuckert — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os blocos estão divididos em cinco bacias, incluindo a Foz do Amazonas, principal aposta da Petrobras para renovar as reservas brasileiras de petróleo. Nesta sexta, a estatal anunciou a segunda descoberta no poço de Morpho, o primeiro em águas ultraprofundas na bacia.

    A criação das áreas, diz a ANP, foi possível pelo sucesso do país em negociações para ampliar o limite de suas águas territoriais, o que permitiu o desenho de novos blocos para além das 200 milhas náuticas (370 quilômetros) reconhecidas antes de 2025.

    "Com a conclusão do pleito brasileiro, foi ampliada a área sobre a qual o país exerce direitos soberanos para fins de exploração dos recursos naturais do leito e do subsolo marinhos", afirmou a ANP, em nota divulgada nesta sexta.

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    A agência já havia estendido os limites da região do pré-sal , oferecendo blocos para além das 200 milhas náuticas.

    Os 501 novos blocos da margem equatorial ocupam uma área de cerca de 380 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao tamanho do Japão. Estão nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

    Atualmente, há 51 blocos exploratórios com contratos de concessão ativos na área da margem equatorial. Destes, 29 estão na bacia da Foz do Amazonas. As bacias de Barreirinhas e Potiguar têm 9, cada. A do Pará-Maranhão tem 5.

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    No momento, apenas Foz do Amazonas e Potiguar têm atividades exploratórias em curso em águas profundas, com descobertas já anunciadas pela Petrobras .

    A ANP ressaltou, porém, que a simples definição de novos blocos exploratórios não garante oferta imediata em leilões de concessões de áreas para exploração de petróleo.

    "Uma eventual indicação de blocos para oferta dependerá de análise específica e deverá seguir o rito regulatório aplicável, incluindo as avaliações e manifestações previstas para essa finalidade, da ANP e de outros órgãos envolvidos", afirmou.

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    Geralmente, são necessárias avaliações e manifestações dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A oferta das áreas também precisa de aprovação pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

    A oferta de novas áreas para exploração de petróleo é questionada por organizações ambientalistas , que veem contradição com o discurso em defesa de uma economia sustentável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Na próxima semana, a ANP promove dois leilões de oferta de áreas exploratórias, com 13 blocos no pré-sal e centenas de blocos em outras regiões do país.

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/infraestrutura/2026/10/governo-estuda-501-novos-blocos-para-exploracao-de-petroleo-na-margem-equatorial.shtml.

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