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    Governo consegue atrasar pauta-bomba que eleva piso de médicos a R$ 13,6 mil

    A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) voltou a analisar nesta terça-feira (11) a elevação do piso nacional de R$ 3.600 para R$ 13,6 mil para médicos e cirurgiões-dentistas em jornadas de 20 horas semanais. Os senadores da comissão aprovaram que a elevação do valor mínimo seja feita de maneira escalonada ao longo de três anos.

    UOL
    11 de agosto de 2026 às 15:00
    Governo consegue atrasar pauta-bomba que eleva piso de médicos a R$ 13,6 mil
    Grupo de pessoas em ambiente interno segurando cartazes e faixa do Sindicato dos Odontologistas do Estado do Ceará. Cartazes com mensagens como "Alagoas na luta! PL 1365/22" e "Dentistas e médicos de Alagoas!". — Foto: UOL

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    A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) voltou a analisar nesta terça-feira (11) a elevação do piso nacional de R$ 3.600 para R$ 13,6 mil para médicos e cirurgiões-dentistas em jornadas de 20 horas semanais. Os senadores da comissão aprovaram que a elevação do valor mínimo seja feita de maneira escalonada ao longo de três anos.

    Comissão de Assuntos Econômicos durante votação do piso nacional para médicos e dentistas - Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado · Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado
    Comissão de Assuntos Econômicos durante votação do piso nacional para médicos e dentistas - Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado · Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O projeto de lei ainda precisa passar novamente pela Comissão de Assuntos Sociais, onde já tinha sido analisado e aprovado em junho . A reanálise do texto é consequência de uma manobra do governo Lula (PT) para conter o avanço da pauta, considerada uma pauta-bomba por transferir para a União o custo do piso desses profissionais de saúde.

    Com a aprovação nas comissões, o projeto de lei poderia seguir diretamente para a Câmara, mas o senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou recurso para que o texto fosse para o plenário e, em seguida, a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas para conter o impacto do reajuste do piso nacional.

    Isso obrigou o retorno do texto às comissões, dando mais tempo para o governo negociar.

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    O relator da proposta na CAE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), acolheu, entre as emendas de Teresa, apenas a que estabeleceu a implementação escalonada do novo valor, com 40% no ano seguinte ao da publicação, depois 70% e atingindo 100% no terceiro ano.

    As outras propostas da líder do governo buscavam reduzir o impacto do piso sobre as contas públicas ao excluir da obrigação os médicos e cirurgiões-dentistas estatutários, ao retirar o reajuste pela inflação do piso dos estatutários e ao tornar a compensação da União aos estados e municípios facultativa e passível de limitações. Nelsinho Trad rejeitou essas propostas.

    A exemplo do que aconteceu em votações anteriores, médicos e cirurgiões-dentistas ocuparam o plenário da CAE para acompanhar a votação.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O novo piso vale para médicos e cirurgiões-dentistas do setor público e privado. O piso atual é de três salários mínimos de 2022. O texto aprovado também eleva para 50% o adicional noturno e as horas extras da categoria.

    Segundo a Fenam (Federação Nacional dos Médicos), o piso da categoria é regido por uma lei de 1961, que vinculava o valor ao salário mínimo. Na Constituição de 1988, essa vinculação acabou e, desde então, os médicos ficaram sem um piso de referência e isso, diz a entidade, resultou em distorções.

    O governo calculava um impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões já no primeiro ano, com despesas no Fundo Nacional de Saúde. Não foi divulgado como o escalonamento do reajuste mexe nessa conta.

    Depois de passar pela CAE, o projeto de lei ainda tramitará na Câmara dos Deputados, onde o governo espera contar com o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa, para segurar a tramitação.

    Se o projeto virar lei, o Planalto teme que ele abra margem para que outras categorias forcem discussões sobre reajuste e piso nacional.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-consegue-atrasar-pauta-bomba-que-eleva-piso-de-medicos-a-r-136-mil.shtml.

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    Comissão de Assuntos Econômicos durante votação do piso nacional para médicos e dentistas - Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado · Saulo Cruz-14.abr.26/Agência Senado — Foto: UOL

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