Governo apresenta ao mercado mais 7 projetos de ferrovias e inclui transporte de passageiros
O Ministério dos Transportes apresentou nesta terça-feira (15) a empresas e bancos, em evento em São Paulo, uma carteira de sete trechos ferroviários "shortline" (de curta extensão) com potencial para transporte de cargas e passageiros. A pasta prevê levar a leilão, até o fim do ano, pelo menos dois deles, no modelo de autorização. Leia mais (09/16/2026 - 12h00)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
São Paulo O Ministério dos Transportes apresentou nesta terça-feira (15) a empresas e bancos, em evento em São Paulo, uma carteira de sete trechos ferroviários "shortline" (de curta extensão) com potencial para transporte de cargas e passageiros. A pasta prevê levar a leilão, até o fim do ano, pelo menos dois deles, no modelo de autorização.

Anteriormente, o ministério já havia anunciado o leilão do corredor Minas-Rio, também no modelo de autorização, para 17 de dezembro.
A autorização ferroviária foi instituída por meio do Marco Legal das Ferrovias, de 2021, e funciona de forma mais simples do que uma concessão. A modelagem permite que empresas privadas construam e explorem ferrovias por conta própria, seguindo as condições previstas na legislação.
Os sete trechos oferecidos pelo ministério atravessam estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O governo ainda não definiu quais dos sete trechos devem ir a leilão neste ano. Os ganhadores terão prazo de até dois anos para apresentar os projetos de ferrovias.
"São dois anos que ele [o proponente vencedor] vai me dar um projeto que pode ser viável ou não viável. Se ele precisar de dinheiro público, eu reabro, como na otimização, e levo a mercado", explica o ministro dos Transportes, George Santoro.
O leilão do corredor Minas-Rio será o primeiro certame do setor em cinco anos. O trecho tem 733 quilômetros de extensão e hoje é operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

O trecho será dividido em dois lotes: o primeiro entre Iguatema (MG) e Barra Mansa (RJ), com ramal entre Varginha (MG) e Lavras (MG), e o segundo entre Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).
A nova concessionária assumirá a manutenção, recuperação e modernização de toda a infraestrutura, com prazo de até dois anos para apresentar um plano de recapacitação da ferrovia.
Santoro afirma que a CSN e a MRS estão estudando o projeto Minas-Rio, em conjunto.

O governo federal encontrou dificuldades neste ano para realizar os certames de ferrovias. Dos oito projetos previstos para 2026, só o Corredor Minas-Rio tem leilão marcado. Os sete chamamentos públicos não estavam previstos inicialmente na carteira divulgada pelo Ministério dos Transportes.
Segundo Santoro, o governo deve publicar ainda neste ano os editais do Anel Ferroviário Sudeste (EF-118) e da Malha Oeste.
"A gente, acredito, vai publicar os editais neste ano, mas o leilão será no ano que vem. Acho que, dado o prazo, não dá mais tempo para a concessão", disse.
"O próximo governo vai ter um monte de leilões já [com editais] publicados ou em fase final de marcação. Demoraram muito essas discussões no tribunal [TCU], muito mais do que a gente achava que ia demorar. Demoraram mais de oito meses as discussões. Eu acho que agora está muito maduro", completou Santoro.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/infraestrutura/2026/09/governo-apresenta-ao-mercado-mais-7-projetos-de-ferrovias-e-inclui-transporte-de-passageiros.shtml.

Locomotiva da VLI trafega em trecho urbano em Betim (MG) - Marcelo Toledo - 20.set.25/Folhapress · Marcelo Toledo - 20.set.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

