Política

    Governistas veem ministro da Justiça “apagado” em crise do STF

    Há críticas ao desempenho de Wellington César Lima e Silva no caso que levou ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

    Poder360
    10 de setembro de 2026 às 09:00
    Governistas veem ministro da Justiça “apagado” em crise do STF
    Foto: Poder360

    Há críticas ao desempenho de Wellington César Lima e Silva no caso que levou ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

    Governistas criticam o desempenho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, no caso envolvendo o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Há uma avaliação de que o titular do órgão não blindou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na crise, o que levou o petista a tratar do tema publicamente.

    Esperava-se que Wellington fosse o interlocutor com a Corte, mas a percepção é de que há omissão do ministro em situações que lhe dizem respeito. Palavras como “apagado” e “nulo” foram usadas para se referir à sua atuação.

    Na imagem, Wellington César aparece sentado enquanto o presidente Lula discursa em evento no Planalto
    Na imagem, Wellington César aparece sentado enquanto o presidente Lula discursa em evento no Planalto — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    A Polícia Federal está subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e o entendimento é de que ele deveria instituir um diálogo com o Judiciário nesse momento de tensão. Caberia, portanto, a Wellington César fazer o papel institucional e evitar desgaste de Lula nesse caso.

    A situação ampliou a insatisfação no Planalto com o desempenho do ministro de Estado. Já o ministério publicou nesta 4ª feira (9.set.2026), nas redes sociais, um vídeo com um posicionamento de Wellington em defesa da Polícia Federal.

    A mensagem veio dias depois da crise eclodir. O Poder360 procurou a assessoria do Ministério da Justiça para saber se havia interesse em se manifestar sobre o assunto.

    Em nota, o ministério defendeu a “autonomia investigativa” da PF.

    “O Ministério da Justiça e Segurança Pública renova a mais absoluta confiança nas instituições republicanas que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país.

    “A Polícia Federal continuará contando com o elevado prestígio e a credibilidade conquistados perante a sociedade brasileira, bem como cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso, por meio do trabalho de todos os seus integrantes, da direção superior aos servidores mais recentemente incorporados aos seus quadros.

    “Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções.

    “A preservação da autonomia investigativa da Polícia Federal constitui garantia indispensável ao Estado Democrático de Direito, e nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso. Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas.”

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/governistas-veem-ministro-da-justica-apagado-em-crise-do-stf/.

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    Na imagem, Wellington César aparece sentado enquanto o presidente Lula discursa em evento no Planalto — Foto: Poder360

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