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    Google recorre de decisão da União Europeia sobre dados de busca e Android

    O Google informou nesta terça-feira (29) que recorreu de uma decisão da UE ( União Europeia ) que exige que a empresa compartilhe dados com outros mecanismos de busca e abra seu sistema Android para serviços de IA ( inteligência artificial ) concorrentes, alegando preocupações com a privacidade. Leia mais (09/29/2026 - 12h43)

    Folha de S.Paulo
    29 de setembro de 2026 às 15:43
    Google recorre de decisão da União Europeia sobre dados de busca e Android
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    Bruxelas (Bélgica) | AFP O Google informou nesta terça-feira (29) que recorreu de uma decisão da UE ( União Europeia ) que exige que a empresa compartilhe dados com outros mecanismos de busca e abra seu sistema Android para serviços de IA ( inteligência artificial ) concorrentes, alegando preocupações com a privacidade.

    Google afirma que compartilhamento de buscas sem proteção pode causar danos à privacidade - Adek Berry/AFP · Adek Berry/AFP
    Google afirma que compartilhamento de buscas sem proteção pode causar danos à privacidade - Adek Berry/AFP · Adek Berry/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Bruxelas havia emitido a ordem em julho, com base na principal legislação da União Europeia para regular as grandes empresas de tecnologia , a DMA (Lei de Mercados Digitais), que obriga as maiores companhias de tecnologia do mundo a abrir espaço para a concorrência, em uma tentativa de ampliar as opções dos usuários.

    "Estamos recorrendo de decisões que nos obrigariam a compartilhar o histórico privado de buscas das pessoas sem anonimização suficiente e enfraqueceriam proteções de segurança importantes do Android", disse Oliver Bethell, diretor sênior de concorrência do Google.

    Em julho, a Comissão Europeia afirmou que o Google deveria começar a compartilhar dados de buscas a partir de janeiro de 2027, com o objetivo de "reequilibrar as condições de concorrência".

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    As mudanças no Android devem entrar em vigor em julho do próximo ano, e Bruxelas afirmou esperar que elas levem ao surgimento de alternativas aos serviços de IA do Google, como o Gemini.

    O Google, porém, contestou a decisão e afirmou que o Android já é aberto e interoperável. Segundo a empresa, a determinação da UE a obrigaria a entregar dados privados de buscas a outras companhias sem anonimização adequada, conhecimento dos usuários ou consentimento.

    "As pessoas usam a busca para fazer suas perguntas mais pessoais —desde preocupações médicas até relacionamentos próximos— e exigir que compartilhemos essas consultas pessoais sem proteções adequadas causaria danos irreversíveis à privacidade dos usuários", disse Bethell.

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    O recurso foi apresentado à Corte de Justiça da União Europeia, com sede em Luxemburgo.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/ia/2026/09/google-recorre-de-decisao-da-uniao-europeia-sobre-dados-de-busca-e-android.shtml.

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