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    Google Maps ajuda homem a encontrar cratera de 390 milhões de anos

    Imagens do Google Maps ajudaram cientistas a confirmar uma rara cratera de impacto provocada por rocha espacial em Quebec O post Google Maps ajuda homem a encontrar cratera de 390 milhões de anos apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    7 de outubro de 2026 às 18:40
    Google Maps ajuda homem a encontrar cratera de 390 milhões de anos
    Foto: Olhar Digital

    O canadense Joël Lapointe vasculhava o Google Maps em busca de um lugar para acampar em Quebec quando se deparou com uma formação circular intrigante. O desenho, de cerca de 15 quilômetros, contornava o Lago Marsal e chamou sua atenção.

    A observação levou Lapointe a procurar cientistas para descobrir a origem da estrutura. A investigação encontrou evidências de que ela corresponde ao que restou de um impacto ocorrido há aproximadamente 390 milhões de anos.

    O geofísico Pierre Rochette, do Centro de Geociências, Pesquisa e Ensino (CEREGE), na França , decidiu investigar a formação. Ao analisar a topografia, considerou que ela poderia ter origem em um impacto.

    Os pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento, marcas associadas a ondas de choque de um impacto. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    Os pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento, marcas associadas a ondas de choque de um impacto. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “Observando a topografia, ela é muito sugestiva de um impacto”, afirmou Rochette à CBC em 2024.

    A região havia sido interpretada anteriormente como uma formação vulcanoclástica. Com novos estudos, porém, os pesquisadores consideraram que as rochas poderiam corresponder ao material derretido no fundo de uma antiga cratera.

    A hipótese ainda precisava de uma confirmação em campo. Por isso, Gordon Osinski, geólogo planetário da Western University e diretor do banco de dados Impact Earth, participou de uma expedição organizada pelo CEREGE.

    Segundo os pesquisadores, um impacto semelhante hoje poderia destruir grandes cidades e afetar o clima global. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    Segundo os pesquisadores, um impacto semelhante hoje poderia destruir grandes cidades e afetar o clima global. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A equipe chegou ao Lago Marsal em um hidroavião e encontrou os chamados cones de estilhaçamento. Essas estruturas cônicas aparecem nas rochas quando ondas de choque provocadas por um impacto atravessam o material.

    Para Osinski, esse é um sinal especialmente importante porque os cones de estilhaçamento são a única evidência inequívoca de um evento de impacto que pode ser identificada a olho nu no campo.

    A análise das amostras indicou que o impacto ocorreu há aproximadamente 390 milhões de anos. A dimensão do evento também ajuda a entender por que a descoberta chamou a atenção dos pesquisadores.

    Detalhe de uma amostra de rocha com estruturas de
    Detalhe de uma amostra de rocha com estruturas de — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Segundo Osinski, se um impacto semelhante acontecesse atualmente, as consequências seriam muito maiores do que as provocadas por um fenômeno localizado:

    Os pesquisadores deram à estrutura o nome de Uhackatik após conversarem com integrantes do povo Ekuanitshit Innu. A confirmação formal como estrutura de impacto ainda depende da avaliação do comitê da Meteoritical Society em sua próxima reunião.

    Lapointe também deixou uma mensagem sobre a própria descoberta. Ao Radio-Canada, afirmou: “Incentivo todos a não ignorarem a intuição ou uma observação, mesmo que não faça parte da sua área de especialização.”

    Ilustração realista mostrando a reconstituição do momento exato do impacto do asteroide na Terra há 390 milhões de anos, gerando uma imensa onda de choque e poeira.
    Ilustração realista mostrando a reconstituição do momento exato do impacto do asteroide na Terra há 390 milhões de anos, gerando uma imensa onda de choque e poeira. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O caso mostra como uma formação que parecia apenas uma característica curiosa no mapa pode levar a uma investigação científica. E a Terra ainda pode esconder outras estruturas de impacto à espera de serem reconhecidas.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Os pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento, marcas associadas a ondas de choque de um impacto. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    Os pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento, marcas associadas a ondas de choque de um impacto. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Segundo os pesquisadores, um impacto semelhante hoje poderia destruir grandes cidades e afetar o clima global. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    Segundo os pesquisadores, um impacto semelhante hoje poderia destruir grandes cidades e afetar o clima global. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/07/ciencia-e-espaco/google-maps-ajuda-homem-a-encontrar-cratera-de-390-milhoes-de-anos/.

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    Os pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento, marcas associadas a ondas de choque de um impacto. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital

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