Google fecha maior acordo de remoção de carbono da sua história em projeto no Brasil
Logo do Google 24 de março de 2026 REUTERS/Danielle Villasana " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-08T141931Z_1_LYNXMPEM871DE_RTROPTP_4_CERAWEEK-ENERGY.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />A iniciativa, que o Google espera que sirva de modelo para futuros projetos, é a primeira nessa escala a combinar abatimento de metano e remoção de carbono The post Google fecha maior acordo de remoção de carbono da sua história em projeto no Brasil appeared first on InfoMoney .

LONDRES, 16 Set (Reuters) – O Google ( GOGL34 ) fechou seu maior acordo de remoção de carbono até hoje, apoiando um projeto da Terradot no Brasil que busca reduzir as emissões de metano do cultivo de arroz e capturar dióxido de carbono da atmosfera, disseram executivos à Reuters.
Abrangendo mais de 200 mil hectares no Rio Grande do Sul, o projeto é o maior de intemperismo acelerado de rochas já realizado e tem como objetivo acelerar um processo natural pelo qual determinadas rochas absorvem CO₂ da atmosfera.
A iniciativa, que o Google espera que sirva de modelo para futuros projetos, é a primeira nessa escala a combinar abatimento de metano e remoção de carbono, afirmou Randy Spock, diretor de remoção de carbono da empresa de tecnologia norte-americana.

Combater as emissões de metano, um gás de efeito estufa considerado um ‘superpoluente’ por aquecer a atmosfera mais rapidamente que o dióxido de carbono, ajuda a desacelerar o aquecimento global. Ainda assim, a remoção de CO₂ segue necessária para lidar com séculos de emissões acumuladas.
“Precisamos fazer as duas coisas. Não temos o luxo de concentrar todos os nossos recursos apenas no combate aos superpoluentes de curta duração, nem de dedicar todos os nossos recursos exclusivamente à expansão da remoção de carbono de longo prazo”, disse Spock.
A OpenAI já havia divulgado um aspecto da atividade, o roubo das credenciais digitais de um usuário do Hugging Face para acessar um arquivo relacionado à biologia, em seu relatório público de incidentes no mês passado

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O projeto deverá gerar 1 milhão de toneladas métricas de créditos de abatimento de metano até 2030 e 1 milhão de toneladas de créditos de remoção de carbono até 2040, produzidos e verificados separadamente. A parte de remoção de carbono do acordo é dez vezes maior do que projetos anteriores de intemperismo acelerado de rochas.
Os arrozais irrigados respondem por 10% a 12% das emissões globais de metano, segundo uma avaliação de 2021 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

A aceleração das medidas para reduzir o metano deve ser um dos temas centrais da COP31, que será realizada na Turquia ainda este ano.
As grandes empresas de tecnologia enfrentam pressão para ampliar investimentos em energia limpa e remoção de carbono, a fim de compensar as emissões dos centros de dados impulsionados pela inteligência artificial. O Google é investidor da Terradot desde 2024, quando adquiriu participação na empresa.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou que a remoção de carbono será necessária para atingir as metas climáticas globais, embora críticos argumentem que essa estratégia pode permitir que empresas continuem poluindo no presente.

As empresas disseram que o modelo poderá ser expandido futuramente para os 1,5 milhão de hectares de arrozais do Brasil e replicado em outras regiões produtoras de arroz, como Índia e Vietnã.
A Terradot planeja lançar projetos-piloto em vários países em 2026, com expansão comercial prevista para 2028.
Google e Terradot não divulgaram o preço dos créditos. Um acordo divulgado em 2024 para a compra de 90 mil toneladas de remoção de carbono da Terradot indicava um preço de cerca de US$300 por tonelada, bem acima do patamar de US$100 por tonelada que muitos desenvolvedores consideram necessário para estimular uma demanda mais ampla.

O CEO da Terradot, James Kanoff, afirmou que o novo projeto será mais barato do que os acordos anteriores e, embora ainda não tenha atingido US$100 por tonelada, representa “um grande passo nessa direção”.
A Terradot afirmou que, como a verificação pode adicionar mais de US$100 por tonelada aos custos do intemperismo acelerado de rochas, permitir que a remoção de carbono se acumule por mais tempo antes da verificação por terceiros ajudará a reduzir esses custos no novo projeto.

Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/google-fecha-maior-acordo-de-remocao-de-carbono-da-sua-historia-em-projeto-no-brasil/.

Foto: InfoMoney
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