Gonet irá a julgamento sobre Moraes e defenderá anular investigação
Mesmo sendo citado em investigação, a PGR defenderá no dia 15 de setembro que relatório da PF usado por Mendonça é irregular

Mesmo sendo citado em investigação, a PGR defenderá no dia 15 de setembro que relatório da PF usado por Mendonça é irregular
Com poucas definições sobre o rito do julgamento que vai analisar a possível abertura de investigação sobre a menção do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, participará da sessão marcada para 15 de setembro . P ara ele, a decisão do ministro André Mendonça para investigar conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro extrapolou competências e deve ser anulada.
Gonet é citado no mesmo relatório que levou Mendonça a pedir a análise do caso pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Contudo, o procurador-geral decidiu recorrer às vias internas do Conselho Superior do Ministério Público Federal para esclarecer a citação ao seu nome no relatório da Polícia Federal. O caso está em fase de procedimento preliminar, sob a relatoria do subprocurador-geral Francisco Sanseverino.

Na 6ª feira (11.set.2026), Gonet decidiu, em portaria interna, que, além do vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand, também levou mais 2 subprocuradores-gerais da República para “colaborar” nas investigações do Master. Foram escolhidos Antonio Edílson Teixeira Magalhães e André de Carvalho Ramos.
O procurador-geral tem atuado de forma crítica na condução de Mendonça do caso. No sábado (12.set.2026) chegou a defender que seja enviado aos demais ministros todos os dados do celular de Vorcaro . Mendonça rebateu neste domingo (13.set), alegando risco de tumultuar julgamento marcado para 15 de setembro.
Na sessão, Gonet sustentará que a investigação é nula por duas razões:

Ainda há muitas indefinições sobre o rito do julgamento do caso na próxima semana. Há pressão de uma ala de ministros próxima a Moraes para que a sessão seja secreta, embora Mendonça tenha pedido um julgamento público e transmitido pela TV Justiça.
O ministro Gilmar Mendes tem defendido um adiamento da sessão, alegando falta de “ maturidade ” para se julgar o processo. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, ainda não definiu como vai conduzir a sessão, mas assumiu a relatoria do caso Moraes-Vorcaro e suspendeu momentaneamente as investigações do Master e sobre as fraudes do INSS. A certeza é que o caso terá a participação do procurador-geral.
Até o momento, à imprensa só foi autorizada a se credenciar para assistir o julgamento nos setores externos do tribunal. Não foi confirmada a autorização para a entrada no plenário.
No sábado (12.set.2026), em comum acordo com Mendonça, Fachin assumiu a relatoria do caso Moraes-Vorcaro. Com isso, ele conduz 2 pedidos que podem ensejar em investigações contra ministros:
Na 4ª feira (9.set.2026), o presidente do STF, Edson Fachin, havia dado uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possíveis investigações de ministros do Supremo.
“Quando notícias e fatos aventados possam lançar dúvida sobre a higidez de seu funcionamento, é dever e de interesse de todos e de cada um dos membros deste Tribunal esclarecer o que se passou e, no limite, imputar responsabilidades” , declarou.
A crise começou em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre conversas envolvendo o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e citações ao ministro Alexandre de Moraes. A apuração também identificou contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e conversas relacionadas às apurações sobre o banco. Mendonça pediu que Fachin levasse o caso ao plenário.
Em 3 de setembro, Moraes contra-atacou ao apresentar um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade” . Usando o inquérito das fake news, Moraes cita um “relatório de inteligência” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “adversários” .
Na 6ª feira (4.set.2026), Fachin retirou o pedido contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que o caso tramitasse sob a condução da Presidência da Corte. Ele também deu prazo para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos.
Poucos dias depois, na 3ª feira (8.set.2026), Mendonça apontou ilegalidades na produção do relatório de inteligência elaborado pela PF e citado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função. No mesmo dia, a Advocacia Geral da União recorreu da decisão a Fachin.
Na manhã desta 4ª feira (9.set.2026), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme “Dark Horse”, contrariou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor-geral à corporação .
Diante das 3 decisões, Fachin revogou as 2 medidas envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues, mantendo o diretor-geral no cargo. Ele também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e decidiu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.
O Plenário está convocado para analisar o caso envolvendo Alexandre de Moraes em 15 de setembro. Fachin ainda não definiu todos os detalhes do rito da sessão.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/gonet-ira-a-julgamento-sobre-moraes-e-defendera-anular-investigacao/.

Na imagem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em relatório da PF sobre Daniel Vorcaro. — Foto: Poder360
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