Golpistas trocam roubo de senha por clonagem de identidade, indica pesquisa
Com uso de IA, golpistas simulam credenciais reais e aumentam a vulnerabilidade dos consumidores em golpes como os de Pix

Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com a Certta mostra que organizações criminosas estão trocando o roubo de senhas pela chamada “clonagem de identidades”. Com voz, fotos e vídeos capturados na internet, os golpistas utilizam ferramentas de IA (Inteligência Artificial) generativa para simular credenciais hiper-realistas, criar uma falsa autoridade e se passar por pessoas reais.
Segundo a pesquisa Mapa de Confiança Digital, que analisou conteúdos publicados entre janeiro e julho deste ano, o debate sobre manipulação de dados acumulou 2,8 mil menções nas redes sociais no período.
O número representa 7,3% das conversas sobre os desafios diários de segurança enfrentados pelos consumidores, que somaram 39,7 mil menções no total da coleta.

A análise mostra que a manipulação de identidades pode provocar, principalmente, danos financeiros, inclusive por meio de golpes com Pix e outras transações. O tema acumulou 9,1 mil menções, o equivalente a 23% desse recorte.
Os dados mostram como os avanços tecnológicos transformam a percepção de risco dos consumidores. Entre as principais preocupações está a possibilidade de alguém fabricar uma identidade convincente a partir de informações disponíveis na internet.
“Para quem atua na prevenção de fraudes, esse cenário já faz parte de uma realidade que acompanhamos. Mas, para a sociedade, a possibilidade de alguém usar sua imagem, sua voz ou seus dados para se passar por você pode ser assustadora e aumenta a sensação de vulnerabilidade”, afirma Rodrigo Lattaro, CMO da Certta.

Em relação aos dados pessoais e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) , o levantamento da Nexus e da Certta registrou 3,3 mil menções, o equivalente a 8,3% das conversas sobre segurança no cotidiano.
Dentro desse recorte, o SIM Swap , conhecido como sequestro de linha telefônica, aparece entre as vulnerabilidades associadas à exposição e à manipulação de dados pessoais.
A pesquisa da Nexus extraiu e analisou menções e buscas relacionadas à segurança digital entre 1º de janeiro e 22 de julho de 2026.

A coleta em redes sociais como Facebook, Instagram e X reuniu mais de 60 mil menções e 44 milhões de interações por meio de Social Listening. O estudo também analisou intenções de busca no Google e no Bing, por meio da ferramenta Answer The Public, além de realizar uma análise qualitativa de narrativas publicadas no fórum Reddit.




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/inteligencia-artificial/criminosos-trocam-roubo-de-senhas-por-clonagem-mostra-pesquisa/.

Ataque hacker • Reprodução/Freepik · • Reprodução/Freepik — Foto: CNN Brasil
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