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    Golfinho é filmado carregando filhote morto no sul da Austrália

    O vídeo é comovente: um golfinho carrega o corpo sem vida de seu filhote de duas semanas em meio a um grupo no sul de Perth, na Austrália . Leia mais (08/13/2026 - 06h00)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 09:00
    Golfinho é filmado carregando filhote morto no sul da Austrália
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O vídeo é comovente: um golfinho carrega o corpo sem vida de seu filhote de duas semanas em meio a um grupo no sul de Perth, na Austrália .

    Golfinho carrega o filho morto na costa da Austrália - Reprodução/Geographe Marine Research no Instagram /Geographe Marine Research · Reprodução/Geographe Marine Research no Instagram /Geographe Marine Research
    Golfinho carrega o filho morto na costa da Austrália - Reprodução/Geographe Marine Research no Instagram /Geographe Marine Research · Reprodução/Geographe Marine Research no Instagram /Geographe Marine Research — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As imagens foram publicadas em 20 de julho deste ano pela Geographe Marine Research , uma organização dedicada à conservação de baleias. O grupo conhece bem essa mãe, a quem deu o nome de Fraggle, e as dificuldades que ela enfrenta. Ela já havia perdido outros três filhotes, e dar à luz um quarto durante o inverno no Hemisfério Sul representava um desafio à sobrevivência do recém-nascido.

    "Ainda tínhamos esperança de que ela tivesse a chance de ser mãe novamente", escreveu o grupo em uma publicação nas redes sociais.

    O grupo sugeriu que o filhote de Fraggle havia morrido de pneumonia.

    A orca Tahlequah carregando seu filhote morto na costa de Seattle, nos EUA, em janeiro de 2025 - Candice Emmons/NOAA Fisheries/AFP · Candice Emmons/NOAA Fisheries/AFP
    A orca Tahlequah carregando seu filhote morto na costa de Seattle, nos EUA, em janeiro de 2025 - Candice Emmons/NOAA Fisheries/AFP · Candice Emmons/NOAA Fisheries/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Sabe-se que diferentes espécies de golfinhos carregam seus filhotes mortos por dias, às vezes até semanas, afirmou a neurocientista Lori Marino, fundadora do Projeto Santuário das Baleias .

    "Está absolutamente claro que essa é uma mãe lamentando a morte de seu filhote", disse Marino.

    Ela observou que, embora outras imagens de golfinhos em luto já tenham sido registradas, o que chamava a atenção nesse vídeo era a disposição dos golfinhos ao redor.

    Golfinho nadando próximo à superfície da água verde escura, segurando um peixe prateado na boca, com bolhas ao redor.
    Golfinho nadando próximo à superfície da água verde escura, segurando um peixe prateado na boca, com bolhas ao redor. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Eles estão próximos dela", disse Marino em uma entrevista. "Não é apenas ela com seu filhote morto. Todo o grupo reconhece que algo está acontecendo."

    Os grupos de cetáceos —termo que designa mamíferos marinhos como golfinhos e baleias— são conhecidos pelos vínculos emocionais que mantêm entre si. Isso se manifesta tanto no nascimento quanto na morte. Por exemplo, cientistas já observaram grupos de cachalotes ajudando uma fêmea a dar à luz.

    Segundo os cientistas, as manifestações de luto são um comportamento comum entre os cetáceos.

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    Em 2018, uma orca chamada Tahlequah foi vista carregando seu filhote morto por mais de duas semanas perto da Colúmbia Britânica, ao longo de mais de 1.600 quilômetros —os cientistas consideraram incomum esse comportamento se prolongar por tantos dias. No ano passado, ela pareceu estar de luto novamente .

    Especialistas dizem que mães como Fraggle e Tahlequah parecem desejar manter contato próximo com o corpo.

    "O mais notável nesses casos é que as mães não têm mãos e vivem em um ambiente aquático, onde precisam subir regularmente à superfície para respirar, além de caçar", escreveu por e-mail Susana Monsó, filósofa e autora de "Playing Possum: How Animals Understand Death". "Isso torna muito difícil permanecer junto ao corpo e demonstra uma forte motivação por parte da mãe."

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    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)
    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/08/golfinho-e-filmado-carregando-filhote-morto-no-sul-da-australia.shtml.

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