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    Gestão Nunes decide pela concessão da praça Roosevelt e deve publicar edital em breve

    A Prefeitura de São Paulo aprovou o modelo final do edital de concessão da praça Franklin Roosevelt, popular ponto de encontro da região central. A licitação será publicada em breve, com prazo e data a serem definidos pela Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias e pela Secretaria de Governo. Leia mais (08/28/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    29 de agosto de 2026 às 02:00
    Gestão Nunes decide pela concessão da praça Roosevelt e deve publicar edital em breve
    Praça em São Paulo com pessoas caminhando e andando de bicicleta. Árvores verdes e uma com flores roxas destacam-se no centro. Ao fundo, prédios altos, incluindo um com um grande painel azul escrito 'VOCÊ ME DEIXOU'. Torre de igreja visível — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Prefeitura de São Paulo aprovou o modelo final do edital de concessão da praça Franklin Roosevelt, popular ponto de encontro da região central. A licitação será publicada em breve, com prazo e data a serem definidos pela Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias e pela Secretaria de Governo.

    Movimento de ciclistas e pedestres na praça Franklin Roosevelt, uma das mais conhecidas e frequentadas de São Paulo - Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress · Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress
    Movimento de ciclistas e pedestres na praça Franklin Roosevelt, uma das mais conhecidas e frequentadas de São Paulo - Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress · Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A modelagem foi aprovada em reunião fechada do Conselho Municipal de Desestatização e Parcerias, realizada em 12 de agosto. Na ocasião, o diretor de projetos da São Paulo Parcerias, Kim Ferreira de Souza, afirmou que a prefeitura resolveu incorporar cláusula no contrato para garantir a continuidade das atividades culturais realizadas por grupos diversos há anos na praça.

    A continuidade das atividades consolidadas, como teatro e slam (batalha de poesia), é um dos principais pontos de preocupação de parte dos frequentadores, moradores, comerciantes e artistas do entorno. Esses grupos também reclamaram de ter descoberto o projeto por meio da imprensa .

    O coletivo Ocupa Roosevelt tem se mobilizado contra a concessão. Em nota oficial recente, manifestou preocupação com os possíveis 20 anos de contrato e de que se repita "desvios de finalidade" como os da concessão do novo vale do Anhangabaú (como eventos privados de grande porte).

    Edifício Copan, no coração de São Paulo, chega aos 60 anos
    Edifício Copan, no coração de São Paulo, chega aos 60 anos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A praça é um dos espaços mais frequentados do centro paulistano, inclusive à noite, pela proximidade de bares, teatros e da rua Augusta. Moradores e visitantes têm reclamado, porém, das condições de manutenção, assim como há preocupação de que a concessão possa aumentar a emissão de ruído.

    O projeto envolve o chamado Complexo Roosevelt, o qual também inclui a manutenção de belvedere (mirante) na rua Augusta, intervenções na rua Gravataí —que liga a praça ao Parque Augusta—, e ampliação da iluminação e do monitoramento por câmeras abaixo do viaduto Julio de Mesquita Filho.

    A proposta para a rua Gravataí deve incorporar ao menos parte do projeto de boulevard recentemente elaborado pela São Paulo Urbanismo para o espaço. Isso inclui intervenções para "acalmar o trânsito" (como travessia de pedestres elevada), implantação de jardins e piso drenantes, enterramento de fios e instalação de bancos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O vencedor da concessão será responsável pela operação, manutenção e gestão sociocultural da praça. De acordo com a gestão Ricardo Nunes , o objetivo é qualificar estruturas existentes, ampliar a oferta de serviços e incentivar atividades culturais.

    O edital ainda não foi publicado. As principais informações são da minuta, veiculada em junho.

    A minuta apontava que seria proibido o fechamento com grades ou outras barreiras para a realização de eventos. O valor estimado do contrato era de R$ 55,8 milhões, o que inclui investimentos, despesas e custos obrigatórios ao longo dos 20 anos.

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    A concessão não incluiria os postos da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana e a área da Paróquia Nossa Senhora da Consolação. Um dos pontos mais polêmicos foi a possibilidade de permissão de venda de "naming rights", em que o nome da marca poderia ser acrescido ao atual da praça, com o repasse de 20% da receita ao município.

    Além disso, a minuta trazia a previsão de pagamento inicial mínimo de R$ 2,9 milhões, além da cobrança de "aluguel" mensal de R$ 1.234 e do compartilhamento a partir de 10% da receita bruta semestral.

    A concessão englobaria a reforma e reabertura dos quiosques, a exploração econômica do estacionamento subterrâneo e a realização de ao menos 36 atividades culturais, educativas, recreativas e esportivas por mês, entre outras obrigações.

    A minuta apontava a permissão de evento quinzenal, por até 12 horas consecutivas, com exigência de aval da prefeitura para público a partir de 250 pessoas. Também autorizava novas intervenções e construções desde que previamente avaliadas pela prefeitura.

    Em nota de junho, a Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias havia respondido à reportagem que o projeto integra pacote de "ações de requalificação" para a região central. "As etapas de publicidade deste projeto seguem rigorosamente o rito institucional padrão dos demais projetos de concessão do município", completou.

    A prefeitura estima que a concessionária obtenha receita anual de R$ 4,5 milhões, dos quais cerca de R$ 3,5 milhões por meio da cobrança de estacionamento. Publicidade, locação ou exploração dos quiosques estão entre as demais fontes possíveis.

    A proposta lista uma série de exigências. Na praça em si, inclui ampliação do cachorródromo, recuperação do pergolado e intervenções de drenagem para redução de alagamentos, entre outras.

    No caso do viaduto, as obrigatórias envolvem as calçadas, com a instalação de cinco câmeras e sete pontos de iluminação. Já o belvedere deverá ser mantido, enquanto se exige melhoria na iluminação e instalação de câmeras abaixo do viaduto.

    A praça foi inaugurada em 1970, no aniversário da cidade, como parte das obras de implantação da ligação Leste-Oeste. Recentemente, outra proposta da prefeitura envolvendo a iniciativa privada gerou repercussão no entorno: a inclusão do Parque Augusta nos novos "polos gastronômicos" de parques municipais. A previsão é de instalação de um ponto de alimentação no local.

    A SPObras recentemente adiou o edital para a recuperação estrutural do túnel da ligação Leste-Oeste, localizado abaixo da praça. A licitação foi adiada em 30 de junho, oito dias após sua publicação.

    A previsão era de doze meses de obra, com custo de R$ 36,3 milhões. As intervenções envolviam reparos de fissuras, remoção de vegetação e recuperação do concreto, entre outras.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/gestao-nunes-decide-pela-concessao-da-praca-roosevelt-e-deve-publicar-edital-em-breve.shtml.

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    Movimento de ciclistas e pedestres na praça Franklin Roosevelt, uma das mais conhecidas e frequentadas de São Paulo - Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress · Eduardo Knapp - 6.out.2021/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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