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    Genealogia genética ajuda Nova York a identificar nova vítima do 11 de Setembro

    Instituto médico-legal chega à 1.654ª identificação desde 2001

    UOL
    28 de agosto de 2026 às 08:00
    Genealogia genética ajuda Nova York a identificar nova vítima do 11 de Setembro
    Flores coloridas e pequenas bandeiras dos Estados Unidos estão dispostas sobre um memorial de pedra escura. Pessoas observam e tocam as flores ao fundo, sob luz do sol e árvores. — Foto: UOL

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    Por quase 25 anos, cientistas forenses vêm analisando e reanalisando fragmentos ósseos e outros restos mortais encontrados no local do ataque terrorista de 11 de setembro ao World Trade Center . Nesse período, identificaram mais de 1.600 vítimas.

    Uma criança deposita uma flor no memorial do World Trade Center, no 24º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York - Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters · Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters
    Uma criança deposita uma flor no memorial do World Trade Center, no 24º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York - Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters · Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na segunda-feira (24), o prefeito Zohran Mamdani e o instituto médico-legal da cidade de Nova York anunciaram ter identificado mais uma vítima —a primeira identificação em quase um ano.

    Dessa vez, porém, recorreram a uma nova ferramenta, que combina análise de DNA com trabalho investigativo do Departamento de Polícia, cujos agentes pesquisaram a árvore genealógica da vítima.

    O instituto médico-legal contou com um grupo de investigadores conhecido como Esquadrão de Genealogia Genética Investigativa, que pesquisa bancos de dados genealógicos públicos em busca de pessoas cujos perfis possam vinculá-las geneticamente a evidências de DNA coletadas em cenas de crimes, às vezes em casos nos quais as investigações foram arquivadas por falta de pistas.

    Veja fotos do 11 de Setembro
    Veja fotos do 11 de Setembro — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Foi a primeira vez que esses métodos foram usados para identificar uma vítima do 11 de Setembro.

    "Conseguimos um avanço", disse o dr. Jason Graham, chefe do instituto médico-legal da cidade. Graham afirmou estar esperançoso de que essa nova ferramenta, conhecida como "genealogia genética forense", possa permitir que mais restos mortais sejam devolvidos às famílias das vítimas.

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    Flores são vistas sobre os nomes das vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro, na cidade de Nova York - Michael M. Santiago - 11.set.25/Getty Images via AFP · Michael M. Santiago - 11.set.25/Getty Images via AFP
    Flores são vistas sobre os nomes das vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro, na cidade de Nova York - Michael M. Santiago - 11.set.25/Getty Images via AFP · Michael M. Santiago - 11.set.25/Getty Images via AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A identificação mais recente foi a 1.654ª realizada pelo instituto médico-legal desde 2001. A vítima foi identificada apenas como uma mulher adulta porque sua família não queria que o nome fosse divulgado, informou um porta-voz do órgão.

    Mamdani afirmou que a identificação mais recente foi "um exemplo poderoso do que é possível quando aliamos tecnologia de ponta a um compromisso inabalável com aqueles que perdemos".

    A descoberta ainda deixa muitas pessoas —40% das 2.753 que morreram na data do atentado— cujos nomes não foram associados a restos mortais, disse Graham.

    Flores coloridas repousam sobre nomes gravados em superfície de memorial escuro, com fundo desfocado de árvores e luzes.
    Flores coloridas repousam sobre nomes gravados em superfície de memorial escuro, com fundo desfocado de árvores e luzes. — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Este foi o maior assassinato em massa da história dos Estados Unidos ", afirmou. "E deu origem aos esforços de identificação mais complexos de nossa história."

    Os restos mortais do local que ainda não foram identificados foram submetidos a diversas forças, incluindo pressão e calor extremos, o que dificultou a capacidade dos cientistas forenses de coletar amostras e estudar o DNA neles contido, explicou Graham.

    As três identificações anteriores de vítimas do 11 de Setembro em Nova York ocorreram em agosto de 2025. O instituto médico-legal identificou uma delas como Ryan Fitzgerald, de Floral Park, em Long Island, e outra como Barbara Keating, de Palm Springs, Califórnia . A terceira vítima era uma mulher adulta cujo nome não foi divulgado a pedido da família, informou o órgão.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os cientistas fizeram as identificações com base em análises avançadas do DNA dos restos mortais, além do contato com as famílias, informou o instituto médico-legal.

    Graham disse na segunda-feira que, embora o instituto médico-legal vá "sem dúvida" continuar usando essas análises tradicionais de DNA, o trabalho complementar do Esquadrão de Genealogia Genética Investigativa oferece outra linha de investigação em casos nos quais amostras de DNA foram "analisadas e reanalisadas ao longo do tempo", mas não produziram resultados.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/genealogia-genetica-ajuda-nova-york-a-identificar-nova-vitima-do-11-de-setembro.shtml.

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    Uma criança deposita uma flor no memorial do World Trade Center, no 24º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York - Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters · Christian Monterrosa - 11.set.25/Reuters — Foto: UOL

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