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    Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação em Ribeirão Preto

    As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, morreram durante a quinta e última etapa de separação realizada pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), confirmou, em nota o centro médico. De acordo com o HC, o óbito foi confirmado após 15 horas de procedimento, iniciado na manhã do sábado (15). Os detalhes que levaram à morte das pacientes de São José dos Campos (SP) não tinham sido divulgados até a última atualização desta notícia. "A equipe médica do Hospital das Clínicas, responsável pela condução do processo de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, comunic

    G1
    16 de agosto de 2026 às 11:17
    Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação em Ribeirão Preto
    Foto: G1

    As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, morreram durante a quinta e última etapa de separação realizada pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), confirmou, em nota o centro médico.

    De acordo com o HC, o óbito foi confirmado após 15 horas de procedimento, iniciado na manhã do sábado (15).

    Os detalhes que levaram à morte das pacientes de São José dos Campos (SP) não tinham sido divulgados até a última atualização desta notícia.

    Gêmeas siamesas: médico explica etapas de separação no HC de Ribeirão Preto
    Gêmeas siamesas: médico explica etapas de separação no HC de Ribeirão Preto — Foto: G1 · Fonte: G1

    "A equipe médica do Hospital das Clínicas, responsável pela condução do processo de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, comunica que lamentavelmente as crianças não resistiram à etapa final e vieram a óbito na noite de sábado, após 15 horas de cirurgia", comunicou.

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    O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da saúde e de apoio. A separação era esperada desde 2024, quando começou o planejamento no hospital. Outras quatro etapas foram realizadas de maneira bem sucedida.

    Gêmeas unidas pela cabeça passam por última cirurgia em Ribeirão Preto, SP — Foto: Divulgação/ Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

    Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP), começaram a passar pelas cirurgias em agosto de 2025. Desde o início, a equipe médica optou por dividir o procedimento em etapas para reduzir os riscos e preparar as estruturas compartilhadas pelas crianças para a separação definitiva.

    Na primeira cirurgia, realizada em 23 de agosto de 2025 , cerca de 50 profissionais participaram do procedimento e conseguiram concluir aproximadamente 25% da separação planejada. A segunda etapa aconteceu em novembro e durou cerca de dez horas . As meninas receberam alta 19 dias depois.

    Em 28 de fevereiro deste ano, as gêmeas passaram pela terceira cirurgia, que durou aproximadamente sete horas. Na ocasião, médicos informaram que haviam alcançado cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados pelas irmãs.

    O neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon explicou, após aquela etapa, que a divisão das cirurgias fazia parte da estratégia adotada pela equipe.

    Heloísa e Helena, de 2 anos, são gêmeas que nasceram unidas pela cabeça em São José dos Campos (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

    Médicos concluem em 6h penúltima etapa de separação de gêmeas unidas pela cabeça no interior de SP Como é cirurgia que tornou Ribeirão referência em separação de siameses unidos pela cabeça Pai de gêmeas unidas pela cabeça diz que está ansioso por separação completa: 'Elas precisam poder ver uma a outra' Modelos 3D e planejamento: como é cirurgia que tornou Ribeirão Preto referência em separação de siameses unidos pela cabeç

    A quarta cirurgia foi realizada em 21 de março e durou aproximadamente seis horas. Diferentemente das etapas anteriores, o objetivo principal não foi avançar na separação do cérebro e dos vasos.

    Os médicos instalaram bolsas expansoras para aumentar a quantidade de pele disponível na cabeça das duas meninas. O procedimento era necessário porque, depois da separação definitiva, seria preciso ter pele suficiente para fechar os crânios.

    Na época, Jayme Farina explicou que os expansores funcionavam como bolsas de silicone colocadas vazias sob a pele e preenchidas gradualmente com soro fisiológico."

    A cirurgia definitiva acabou sendo realizada neste sábado, mas as pacientes não resistiram.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/08/16/gemeas-que-nasceram-unidas-pela-cabeca-morrem-em-cirurgia-final-de-separacao-em-ribeirao-preto.ghtml.

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    Gêmeas siamesas: médico explica etapas de separação no HC de Ribeirão Preto — Foto: G1

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