Gasto público e juros sufocam a economia
Os juros altos que resultam da gestão perdulária do Orçamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) impactam a economia de forma cada vez mais crítica, intensificando o estresse financeiro sobre famílias e empresas. Leia mais (08/11/2026 - 22h00)

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Os juros altos que resultam da gestão perdulária do Orçamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) impactam a economia de forma cada vez mais crítica, intensificando o estresse financeiro sobre famílias e empresas.
O aumento persistente dos gastos públicos e a multiplicação de programas de crédito subsidiado, cujos volumes já se aproximam ou superam a marca de R$ 200 bilhões, geram desequilíbrios que forçam o Banco Central a manter a taxa básica excessivamente alta.
A Selic , em patamar restritivo de 14% , propagou seus efeitos com atraso, mas de maneira inevitável chegou ao mercado, comprimindo o consumo, os investimentos produtivos e a capacidade de rolagem de dívidas.

Os indicadores da atividade econômica confirmam a desaceleração em curso. O volume de vendas no varejo avançou apenas 0,1% em maio ante abril e acumula 1,7% no ano. No período, os serviços recuaram 0,4%.
Ainda que o mercado de trabalho mantenha o desemprego em 5,4% no trimestre até junho —um patamar historicamente baixo—, há sinais de diminuição na criação de vagas e de menor crescimento dos salários.
No crédito, a deterioração é clara . A inadimplência do sistema financeiro atingiu 4,7% em junho, próximo do pico histórico. O endividamento das famílias em relação à renda alcançou recordes próximos de 50%, enquanto pesquisas setoriais apontam 82% dos lares com algum tipo de débito.

O volume de recuperações judiciais entre micro e pequenas empresas mais que dobrou em relação a anos anteriores, segundo dados do Monitor RGF, citados pelo jornal Valor Econômico. Os principais bancos sinalizam um cenário adverso, com aperto nas concessões e aumento nas exigências de garantias.
As projeções do mercado, captadas pelo Boletim Focus, apontam na mesma direção: as estimativas para o PIB de 2027 vêm caindo de forma consistente e já se aproximam de 1,5%, com alguns cenários próximos de 1%.
O governo pratica, neste ano eleitoral, a mesma estratégia observada em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) buscava a reeleição: impulsionar a economia por meio de estímulos temporários de crédito e gastos, sem preocupação com desequilíbrios e a perspectiva de esgotamento.
Há, ao menos, um alívio parcial no front inflacionário. O IPCA de julho registrou alta de apenas 0,07%, acumulando 4,44% em doze meses —abaixo do teto da meta. Isso deve permitir que o Banco Central prossiga com cortes graduais da Selic. Mesmo assim, o nível projetado permanecerá bastante elevado.
A combinação de juros sufocantes, endividamento recorde e asfixia do setor privado aponta para um desfecho conhecido: o risco real de uma recessão no horizonte. O preço dos excessos do presente poderá ser pago com a paralisação da atividade econômica logo adiante.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/gasto-publico-e-juros-sufocam-a-economia.shtml.

Mutirão do Serasa para renegociação de dívidas, em São Paulo (SP) - Rafaela Araújo - 30.mar.26/Folhapress · Rafaela Araújo - 30.mar.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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