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    Garibaldi projeta faturamento de R$ 350 milhões com aposta em uvas exóticas

    Com projeção de faturar 15% a mais em 2026, chegando a R$ 350 milhões, a Cooperativa Vinícola Garibaldi , do Rio Grande do Sul, tem investido na pesquisa e no lançamento de vinhos com uvas consideradas exóticas. Segundo a empresa, o movimento faz sentido porque, após a pandemia da Covid-19 , o consumidor tem se interessado por produtos diferentes do habitual. Leia mais (10/09/2026 - 16h14)

    Folha de S.Paulo
    9 de outubro de 2026 às 19:14
    Garibaldi projeta faturamento de R$ 350 milhões com aposta em uvas exóticas
    Pessoa com relógio de pulso colhe um cacho de uvas verdes em meio a folhas verdes de videira sob luz solar. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Colheita de uva das cooperativas que integram a Garibaldi, no Rio Grande do Sul: vinícola busca diversificação em sabores e tipos de uva - Divulgação · Divulgação
    Colheita de uva das cooperativas que integram a Garibaldi, no Rio Grande do Sul: vinícola busca diversificação em sabores e tipos de uva - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Com projeção de faturar 15% a mais em 2026, chegando a R$ 350 milhões, a Cooperativa Vinícola Garibaldi , do Rio Grande do Sul, tem investido na pesquisa e no lançamento de vinhos com uvas consideradas exóticas. Segundo a empresa, o movimento faz sentido porque, após a pandemia da Covid-19 , o consumidor tem se interessado por produtos diferentes do habitual.

    A busca pela diversificação acontece por causa da concorrência local que há anos mantém a mesma base de consumidores e da possibilidade de invasão de produtos da Europa , especialmente de Portugal .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O mercado brasileiro, pelos números da cooperativa, está estável em cerca de 250 milhões de garrafas de vinho de mesa, 160 milhões de vinho fino importado, 22 milhões do fino nacional e 32 milhões de espumantes. Como a base se mantém a mesma, as marcas buscam mercados umas das outras. Marcas portuguesas encontram campo aberto, segundo a Garibaldi, para avançar no Brasil porque os produtores europeus contam com créditos agrários, baixos impostos e têm maior produtividade a custo menor.

    Mas também o mercado precisa encontrar alternativas para as mudanças climáticas, que podem afetar a plantação e a colheita no país.

    A linha In Veritas tem bebidas com uvas da Chéquia e da Hungria. Em 2027, deverá ser lançada outra com mudas da Romênia. Também há pesquisa com uvas alemãs chamadas de Piwi, mais resistentes ao clima.

    A pesquisa é fundamental porque o ciclo da produção do vinho é longo. A videira leva quatro anos até a primeira safra, e o tempo até a comercialização de um novo produto pode chegar a cinco anos. As mudas são importadas, um cooperado faz a produção experimental e a vinícola depois começa a preparar os lotes.

    Do faturamento de R$ 350 milhões, a Garibaldi avalia que terá receita de R$ 170 milhões com espumantes. Parte do resultado é atribuído à linha Vero, chamada "de entrada" e mais barata (R$ 28,90 a garrafa) e aos espumantes sem álcool. O resultado deste último produto surpreendeu a cooperativa, que havia fabricado 5.000 caixas e teve de dobrar a produção para atender a demanda.

    A Garibaldi reúne 470 associados e pequenos produtores da agricultura familiar em 18 municípios gaúchos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/garibaldi-projeta-faturamento-de-r-350-milhoes-com-aposta-em-uvas-exoticas.shtml.

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    Colheita de uva das cooperativas que integram a Garibaldi, no Rio Grande do Sul: vinícola busca diversificação em sabores e tipos de uva - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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