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    Ganhando tempo com os 'podres de todos' no STF

    É a balbúrdia total. A tentativa de um freio de arrumação na crise do STF não durou muito após os primeiros movimentos do presidente Edson Fachin para conter o tsunami institucional que, com ele, arrasta a campanha eleitoral deste ano. Leia mais (09/11/2026 - 21h10)

    Folha de S.Paulo
    12 de setembro de 2026 às 00:10
    Ganhando tempo com os 'podres de todos' no STF
    Estátua da Justiça em pedra branca sentada com olhos vendados e segurando uma espada, em frente ao edifício moderno do Supremo Tribunal Federal, sob céu azul com poucas nuvens. — Foto: Folha de S.Paulo

    Jornalista em Brasília, onde acompanha os principais acontecimentos econômicos e políticos há mais de 25 anos

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    A crise do STF (Supremo Tribunal Federal) - Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters · Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters
    A crise do STF (Supremo Tribunal Federal) - Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters · Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    É a balbúrdia total. A tentativa de um freio de arrumação na crise do STF não durou muito após os primeiros movimentos do presidente Edson Fachin para conter o tsunami institucional que, com ele, arrasta a campanha eleitoral deste ano.

    O embate escalou a tal ponto que tem ministro ameaçando discutir os "podres de todos" se o julgamento previsto para a próxima terça-feira (15) —da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro — ocorrer sem que o mesmo aconteça com André Medonça, como relatou Mônica Bergamo.

    No chumbo trocado, há as denúncias de envolvimento financeiro de Dias Toffoli com Vorcaro, e as revelações de que Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques , recebeu dinheiro de uma consultoria tributária abastecida pelo Master.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    É Kassio quem vai comandar as eleições deste ano como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O vice-presidente é justamente André Mendonça , acusado pelo campo adversário de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro ( PL ) no caso Dark Horse e entregar a conta-gotas a retirada do sigilo. Tudo junto e misturado.

    Há uma pressão em curso para que o julgamento na próxima terça seja cancelado. A situação é tensa, delicada, e movimentos estão acontecendo. A ala pró-Moraes encabeça esse movimento.

    A aposta é que o plenário vai tentar ganhar um tempo para discutir o caso pós-eleição e costurar um acordo. De preferência, preservando os principais personagens. E depois se pensar, eventualmente, numa reforma do próprio STF.

    As propostas já estão na mesa. Tanto a direita quanto a esquerda estão discutindo o tema para dar conta da situação que vem pela frente. Tudo isso, é claro, depende da terça-feira. Um problema para Fachin resolver.

    Enquanto Flávio Bolsonaro pode perder votos nas eleições com o tema da corrupção e a ligação com Vorcaro, o presidente Lula também pode continuar a perder eleitores se não conseguir se afastar de Moraes.

    Com Xandão fora de cena, caem o discurso contra o STF e o combate ao impeachment de ministros da corte. No meio disso tudo, Donald Trump pode sancionar de novo Moraes, botando mais lenha na fogueira.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/adriana-fernandes/2026/09/ganhando-tempo-com-os-podres-de-todos-no-stf.shtml.

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    A crise do STF (Supremo Tribunal Federal) - Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters · Adriano Machado - 13.FEV.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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