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    Fuzilamento ao vivo, Christa Pike: entenda como é pena de morte nos EUA

    Veja um panorama sobre a aplicação da pena capital nos Estados Unidos, com dados sobre execuções, condenados e exonerações

    CNN Brasil
    9 de outubro de 2026 às 14:10
    Fuzilamento ao vivo, Christa Pike: entenda como é pena de morte nos EUA
    Foto: CNN Brasil

    Depois que o secretário de Defesa americano anunciou os planos de transmitir um pelotão de fuzilamento ao vivo , voltaram ao debate as regras sobre perna de morte nos Estados Unidos.

    Pete Hegseth prometeu em uma entrevista nesta semana que seria pública a execução de Nidal Hasan, que matou 13 pessoas em um ataque a tiros no Texas em 2009.

    “Vamos garantir que as pessoas possam assistir, porque as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”, disse Hegseth ao podcaster Jack Posobiec em uma entrevista a bordo do USS Abraham Lincoln.

    Uma câmara de injeção letal na Penitenciária Estadual de Washington em Walla Walla • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight · • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight
    Uma câmara de injeção letal na Penitenciária Estadual de Washington em Walla Walla • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight · • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Um funcionário do Pentágono disse nesta quinta-feira (8) que a execução “ será transmitida ao vivo “, mas não forneceu mais detalhes. Mais cedo, na quinta-feira, o Pentágono havia encaminhado as perguntas sobre como a execução seria divulgada ao Exército, que não respondeu aos questionamentos da CNN .

    O Pentágono anunciou que Nidal Hasan seria executado no início de dezembro — medida recomendada por Hegseth e aprovada pelo presidente Donald Trump.

    Hegseth disse que a execução ocorreria em “uma quinta-feira; vamos realizá-la à uma hora da tarde, que foi quando ele cometeu o crime, e serão soldados com fuzis compondo o pelotão de fuzilamento”.

    Secretário dos EUA promete transmitir execução por pelotão de fuzilamento
    Secretário dos EUA promete transmitir execução por pelotão de fuzilamento — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Outro método utilizado pela Justiça americana para a pena capital recebeu destaque nos EUA após a condenada Christa Pike sobreviver a duas injeções letais no estado do Tennessee.

    Ela cumpriria a pena pelo assassinato da jovem Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.

    O governador do Tennessee decidiu suspender todas as execuções marcadas até o fim do ano, enquanto o caso de Pike está em investigação.

    Christa Pike vai à Justiça para preservar provas de execução fracassada
    Christa Pike vai à Justiça para preservar provas de execução fracassada — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Poucos dias depois da execução fracassada , o Texas cumpriu a pena capital de um homem.

    Veja um panorama sobre a aplicação da pena capital nos Estados Unidos, com dados atualizados até 2026 e principais marcos históricos.

    A pena capital é legal em 27 estados dos EUA . Quatro desses estados possuem moratórias impostas pelo governador.

    Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque em base nos EUA
    Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque em base nos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De acordo com o Death Penalty Information Center, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos em 2025. A Flórida foi responsável por 19 dessas execuções. O número de sentenças de morte impostas foi de 23.

    Há 1.973 pessoas no corredor da morte nos Estados Unidos em 1º de julho de 2026.

    Desde 1976, quando a pena de morte foi restabelecida pela Suprema Corte dos EUA, os estados executaram 1.677 pessoas (até agosto de 2026).

    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 • Reuters
    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 • Reuters — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Desde 1973, houve 202 exonerações de condenados no corredor da morte. Trinta delas são do estado da Flórida.

    Entre prisioneiros federais, o governo dos EUA executou 16 pessoas desde 1988, quando o estatuto federal da pena de morte foi restabelecido. A primeira execução federal desde 2003 ocorreu em julho de 2020.

    A última execução pública legalmente autorizada nos Estados Unidos ocorreu em 1936, segundo especialistas em pena de morte.

    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos • REUTERS
    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos • REUTERS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A organização Death Penalty Action, contrária à pena capital, afirmou que a execução de Hasan seria a primeira execução militar desde 1961. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC, na sigla em inglês), a execução daquele ano foi realizada por enforcamento.

    As últimas execuções conhecidas por pelotão de fuzilamento nas Forças Armadas dos Estados Unidos ocorreram em 1945, segundo o DPIC.

    Pelo menos cinco estados americanos ainda preveem o pelotão de fuzilamento na legislação, de acordo com o DPIC. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução por esse método nos Estados Unidos em 15 anos.

    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 • Reuters
    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 • Reuters — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De acordo com o Criminal Justice Project da NAACP, havia 45 mulheres no corredor da morte nos Estados Unidos em 1º de julho de 2026, uma delas sendo Christa Pike.

    Ela seria a primeira executada em 200 anos no Tennessee, mas foi fracassada.

    Até 3 de janeiro de 2023, 18 mulheres foram executadas desde o restabelecimento da pena de morte.

    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos • REUTERS
    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos • REUTERS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Vinte e dois indivíduos foram executados entre 1976 e 2005 por crimes cometidos quando eram menores de idade.

    1º de março de 2005 – Roper v. Simmons. A Suprema Corte decide que a execução de infratores juvenis é inconstitucional.

    Desde 1976, 369 indivíduos tiveram clemência concedida.

    Secretário dos EUA promete transmitir execução por pelotão de fuzilamento
    Secretário dos EUA promete transmitir execução por pelotão de fuzilamento — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Para os detentos federais no corredor da morte, somente o presidente tem o poder de conceder um indulto.

    Mulher sobrevive a duas injeções letais nos EUA: entenda o caso de Christa Pike | CNN BRASIL

    Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque em base nos EUA
    Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque em base nos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Christa Pike vai à Justiça para preservar provas de execução fracassada
    Christa Pike vai à Justiça para preservar provas de execução fracassada — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012
    Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos
    Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Mulher sobrevive a duas injeções letais nos EUA: entenda o caso de Christa Pike | CNN BRASIL
    Mulher sobrevive a duas injeções letais nos EUA: entenda o caso de Christa Pike | CNN BRASIL — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/fuzilamento-ao-vivo-christa-pike-entenda-como-e-pena-de-morte-nos-eua/.

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    Uma câmara de injeção letal na Penitenciária Estadual de Washington em Walla Walla • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight · • 6 de setembro de 2024REUTERS/Matt Mills McKnight — Foto: CNN Brasil

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