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    Fux fechou cerco a atos de Moraes na trama golpista após se irritar com reunião entre ministro e chefe da PF

    Ministro pediu acesso integral a inquéritos de Moraes para analisar possíveis ilegalidades na condução dos processos

    UOL
    9 de outubro de 2026 às 02:00
    Fux fechou cerco a atos de Moraes na trama golpista após se irritar com reunião entre ministro e chefe da PF
    Foto: UOL

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    O ministro Luiz Fux , do STF (Supremo Tribunal Federal), fechou o cerco aos atos do ministro Alexandre de Moraes no caso da trama golpista após se irritar com uma reunião secreta realizada entre o colega o diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues .

    Ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes em sessão no STF - Pedro Ladeira - 3.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 3.set.26/Folhapress
    Ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes em sessão no STF - Pedro Ladeira - 3.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 3.set.26/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A interlocutores Fux sinalizou que o encontro foi inadequado, já que ainda pairam no ar suspeitas sobre uma atuação enviesada por parte de Andrei na crise do Banco Master , no sentido de blindar Moraes de investigações.

    Já aliados de Moraes entendem que a decisão foi um aceno a Flávio Bolsonaro ( PL ). Segundo reportagem do ICL Notícias , a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro do STF, é uma das cotadas para uma vaga na corte caso o senador vença a eleição contra Lula ( PT ).

    A assessoria de Fux negou a correlação e afirmou que se trata de intriga para minimizar a seriedade da decisão. Já Andrei afirmou que a atuação da PF tem ocorrido "em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais".

    Veja ensaio com os bastidores do julgamento da trama golpista
    Veja ensaio com os bastidores do julgamento da trama golpista — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nesta quinta-feira (8), Fux pediu acesso integral a processos relatados por Moraes, como os inquéritos das fake news, das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado, para analisar possíveis irregularidades na condução desses casos.

    A ordem foi proferida mais de dois anos depois do pedido do PP , ajuizado em abril de 2024, e vem em meio à divisão interna do STF , em que Fux e Moraes estão em alas opostas. O avanço também coincide com a proximidade do julgamento da revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro , como revelou a Folha .

    A reunião entre Andrei e Moraes ocorreu na terça (6) no gabinete do ministro, sem divulgação nas agendas oficiais do Supremo ou da PF. Além do diretor-geral, estavam presentes o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, e o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali.

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    O incômodo de Fux é com o fato de ainda estar em aberto o debate sobre a validade do relatório da PF que embasou as alegações de abuso de autoridade que Moraes fez contra o ministro André Mendonça, relator do caso Master.

    Em conversas com auxiliares, Fux lembrou que foi esse relatório que levou a Segunda Turma a formar maioria para afastar o diretor-geral das funções (com votos dele, de Mendonça e de Kassio Nunes Marques).

    Na ocasião, houve um pedido de vista de Gilmar Mendes . Posteriormente, veio uma decisão do ministro Flávio Dino determinando que Andrei fosse reintegrado ao cargo . Fux entende que ainda não houve uma decisão colegiada definitiva sobre o chefe da PF, e que por isso a reunião com Moraes foi indevida.

    mapa da apuração 2024 - brasil - normal
    mapa da apuração 2024 - brasil - normal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Embora tenha pedido informações para poder analisar possíveis ilegalidades de Moraes nos inquéritos, Fux tem afirmado a pessoas de sua equipe que só vai tomar decisões após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.

    O PP, autor do pedido, é representado pelo advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno. Ele solicita a Fux que declare a nulidade de todos os atos e provas do inquérito sobre a trama golpista. De acordo com o partido, Moraes não teria agido de forma imparcial, pois em tese seria uma vítima dos fatos em apuração.

    A sigla também alega que a investigação foi indevidamente derivada dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, para que Moraes concentrasse poder. Outro questionamento é quanto à falta de investigados com foro por prerrogativa de função.

    Fux afirmou que não tem elementos suficientes para analisar o pedido de liminar do PP e que não pode tomar uma decisão com base em inferências ou levando em conta apenas o que o partido argumenta. Por isso, considera fundamental o acesso integral aos autos dos processos.

    Um dos pontos que o ministro vai analisar é se o processo em que foi autorizada a Operação Tempus Veritatis foi "uma investigação autônoma travestida de petição" ou se houve ampliação indevida das diligências requeridas pela PF.

    Na ação penal sobre a trama golpista, Fux foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro, vencido pelos ministros Moraes, Cristiano Zanin , Flávio Dino e Cármen Lúcia , que votaram por condenar o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Depois do isolamento, ele pediu transferência para a Segunda Turma.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/fux-fechou-cerco-a-atos-de-moraes-na-trama-golpista-apos-se-irritar-com-reuniao-entre-ministro-e-chefe-da-pf.shtml.

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