Fux dá 15 dias para governo Lula, Banco Central e FGC se manifestarem sobre socorro ao BRB
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux deu um prazo de 15 dias para manifestação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Banco Central e do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) sobre o pedido feito pelo Governo do Distrito Federal para que a União seja fiadora de um empréstimo para socorrer o BRB (Banco de Brasília ). Leia mais (09/10/2026 - 11h24)

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux deu um prazo de 15 dias para manifestação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Banco Central e do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) sobre o pedido feito pelo Governo do Distrito Federal para que a União seja fiadora de um empréstimo para socorrer o BRB (Banco de Brasília ).

A instituição está em dificuldades financeiras após o rombo deixado pelas operações com o Banco Master , de Daniel Vorcaro , e a gestão de Celina Leão (PP) busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC para capitalizar o BRB.
No despacho, publicado na quarta-feira (9), Fux cita "a complexidade e as peculiaridades envolvidas na demanda". A ação foi apresentada pelo governo do Distrito Federal na semana passada em uma nova tentativa de pressionar a União para viabilizar a operação de captação com o FGC, que segue travada.
O ministro do STF também argumenta que depois dessa etapa, que considera prazo sucessivo de 15 dias, o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá ser emitido.

Em maio, foi firmado um acordo no Supremo definindo que as principais instituições financeiras do país seriam fiadoras da operação, e as contragarantias (para ressarcir os bancos em caso de inadimplência) viriam dos recursos provenientes do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Esse desenho, porém, não avançou. Um dos argumentos apresentados pelo FGC é que o BRB ainda não apresentou nenhum relatório operacional , como as demonstrações dos resultados de 2025 e do primeiro semestre deste ano, sobre a situação da instituição financeira desde que veio à tona o escândalo do Master.
O Ministério da Fazenda já declarou reiteradas vezes que não pretende dar garantia soberana ao empréstimo para socorrer o BRB. O Distrito Federal não faz jus a essa concessão pelos critérios do Tesouro Nacional. A Capag (capacidade de pagamento) serve como um termômetro da saúde das finanças de estados e municípios. A escala vai de A (melhor) a D (pior). Hoje, a nota do Distrito Federal é C.

No acordo preliminar firmado no STF, a União concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal para viabilizar o plano. Até aquele momento, a gestão distrital esbarrava no teto de cerca de R$ 900 milhões do PAF (Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal).
Estados que têm dívidas da União precisam seguir as regras do PAF, que indica, entre outros pontos, o espaço que o ente tem para contratar novas operações de crédito (com ou sem garantia da União) de acordo com sua situação financeira.
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No fim de agosto, Fux prorrogou por 90 dias um contrato do BRB com o TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia), que garante R$ 394 milhões mensais no caixa da instituição financeira, que passa por uma crise de liquidez e patrimonial.
Além do TJ-BA, o BRB tem hoje sob a sua gestão cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais dos tribunais de Justiça do DF, da Paraíba, de Alagoas e do Maranhão.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/fux-da-15-dias-para-governo-lula-banco-central-e-fgc-se-manifestarem-sobre-socorro-ao-brb.shtml.

Fachada da sede do BRB (Banco de Brasília) - Gabriela Biló - 4.abr.25/Folhapress · Gabriela Biló - 4.abr.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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