Futuros de ações dos EUA sobem com reunião entre o país e a China no radar
Uma tela mostra a negociação do índice S&P 500 após o toque do sino de fechamento no pregão da NYSE em Nova York -26/06/2025 (Foto: REUTERS/Jeenah Moon) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/08/2025-08-11T142641Z_1651287049_RC2KAFA8ZIRO_RTRMADP_3_STOCKS-USA-CITIGROUP.jpg?fit=1280%2C854&quality=70&strip=all" />Os futuros do S&P 500 subiram 0,2% no início das negociações, depois de o índice à vista ter avançado levemente na sexta-feira The post Futuros de ações dos EUA sobem com reunião entre o país e a China no radar appeared first on InfoMoney .

Uma tela mostra a negociação do índice S&P 500 após o toque do sino de fechamento no pregão da NYSE em Nova York -26/06/2025 (Foto: REUTERS/Jeenah Moon)
(Bloomberg) — Os futuros dos índices acionários dos EUA avançaram levemente, enquanto o dólar permaneceu em uma faixa estreita, com os investidores aguardando as negociações entre EUA e China antes de uma reunião de líderes prevista para o fim desta semana.
Os futuros do S&P 500 subiram 0,2% no início das negociações, depois de o índice à vista ter avançado levemente na sexta-feira. O dólar ficou praticamente estável em relação ao iene e ao yuan, com os movimentos potencialmente amplificados pela baixa liquidez, já que o Japão está em feriado.

Autoridades dos EUA e da China estão se reunindo em Nova York, em negociações lideradas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e pelo vice-premiê chinês He Lifeng. As discussões devem abranger comércio e investimentos, inteligência artificial e a guerra no Irã. A agenda também inclui a trégua comercial que levou os dois lados a reduzir tarifas e flexibilizar restrições às exportações e que está prevista para expirar em novembro.
As negociações acrescentam outra fonte de volatilidade aos mercados, que já enfrentam os efeitos da guerra no Irã, das novas preocupações com a inflação, dos gastos com inteligência artificial e da alta dos rendimentos dos títulos globais. O Fundo Monetário Internacional afirmou que os governos precisam agir com urgência para reduzir os déficits orçamentários, alertando que juros mais altos tornarão mais difícil o serviço da dívida recorde.
A reunião de cúpula entre Trump e Xi “provavelmente não fará mais do que manter estável a relação frágil entre os dois países”, escreveram estrategistas do Commonwealth Bank of Australia, liderados por Joseph Capurso, em uma nota aos clientes. “Esperamos que o Banco Popular da China continue conduzindo o CNY [yuan] para uma valorização antes da reunião de cúpula.”

Os títulos australianos podem apresentar leve queda no início das negociações, acompanhando os futuros que indicam recuo dos Treasuries. As expectativas de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve levaram investidores a apostar em rendimentos mais altos nos títulos de vencimento mais curto. O rendimento do Treasury de 10 anos fechou pouco abaixo de 5% na sexta-feira, com as negociações sendo retomadas em Londres na segunda-feira, devido ao feriado no Japão.
O iene se consolidou próximo de 157 por dólar no início das negociações asiáticas, depois de cair mais de 2% na semana passada. Os traders estão atentos a movimentos bruscos enquanto o Japão inicia um feriado de três dias, o que reduz a liquidez. Relatos de sexta-feira de que autoridades do Banco do Japão haviam contatado participantes do mercado para uma verificação das taxas também alimentaram especulações de que o governo estaria se preparando para uma intervenção para sustentar a moeda.
Enquanto isso, a Administração Estatal de Regulação do Mercado da China também prometeu, no domingo, intensificar a fiscalização da chamada concorrência predatória de preços, inclusive por meio de investigações de custos e inspeções de preços de empresas envolvidas nessas práticas. As autoridades afirmaram que o objetivo é deslocar a competição dos cortes de preços para a melhoria da qualidade dos produtos.
No mercado de commodities, o petróleo Brent subiu 0,4% depois de a Arábia Saudita afirmar que interceptou um míssil balístico com destino à capital e impediu ataques separados dos houthis contra locais civis, incluindo Yanbu, um importante porto de petróleo no Mar Vermelho.
O primeiro-ministro do Catar afirmou que mensagens estão sendo trocadas entre os EUA e o Irã, enquanto os países do Golfo buscam restaurar a estabilidade regional.
Os traders também acompanharão, na próxima semana, uma reunião dos países do Golfo Pérsico à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em busca de sinais sobre os rumos da guerra dos EUA com o Irã.
Os embarques de petróleo e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz atingiram o maior nível em seis meses nas duas últimas semanas, segundo um comandante militar americano da região. De acordo com ele, isso indica que a proteção naval dos EUA e os esforços para remover minas estão “dando resultado”.
“Claramente, o ritmo está ganhando força”, afirmou no sábado o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA. As principais rotas de trânsito do estreito estão livres de minas, enquanto os aliados dos EUA no Golfo Pérsico transportaram mais de 1 bilhão de barris de petróleo pela passagem “nos últimos dois meses”, segundo ele.
Veja os principais movimentos dos mercados :
A reportagem foi produzida com o auxílio da ferramenta de automação da Bloomberg.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/futuros-de-acoes-dos-eua-sobem-com-reuniao-entre-o-pais-e-a-china-no-radar/.

Foto: InfoMoney
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