Fusões e aquisições de empresas chegam a US$ 2,4 trilhões entre janeiro e maio
As fusões e aquisições (M&A) globais cresceram nos cinco primeiros meses deste ano. Foram US$ 2,4 trilhões (R$ 12,4 trilhões), alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025. No ritmo atual, no final de dezembro terão sido US$ 5,3 trilhões (R$ 27,5 trilhões), próximo do recorde de US$ 5,6 trilhões (R$ 29 trilhões pela cotação atual) registrado em 2020.

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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As fusões e aquisições (M&A) globais cresceram nos cinco primeiros meses deste ano. Foram US$ 2,4 trilhões (R$ 12,4 trilhões), alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025. No ritmo atual, no final de dezembro terão sido US$ 5,3 trilhões (R$ 27,5 trilhões), próximo do recorde de US$ 5,6 trilhões (R$ 29 trilhões pela cotação atual) registrado em 2020.
Os dados são da Bain & Company, consultoria de gestão estratégica que, ao lado da McKinsey e Boston Consulting, está entre as chamadas Big Three (três grandes) do mercado.

O levantamento mostra que os negócios de grande porte concentram os M&A. As transações acima de US$ 10 bilhões (R$ 51,9 bilhões) cresceram 52% em volume e 53% em valor.
O capital de risco teve salto de 206% em valor, impulsionado por captações como os US$ 122 bilhões (R$ 633,6 bilhões) da OpenAI. Negócios patrocinados por fundos de private equity caíram 9% em valor. É um movimento que pode ser associado à maior seletividade dos investidores.
O estudo mostra que as empresas à frente das fusões e aquisições são as mesmas pressionadas a investir em inteligência artificial , o que gera disputa interna por capital, atenção de executivos e capacidade de execução.
"Os dados mostram que o mercado voltou a conviver com operações de grande porte, mas agora em um contexto muito mais exigente do ponto de vista de execução", afirma Luis Frota, sócio da Bain & Company e líder de Banking e M&A na América do Sul. "Não se trata apenas de fazer o deal certo, mas de integrar rápido, capturar sinergias e preservar espaço para investir na transformação do negócio. A agenda de IA elevou a complexidade das aquisições e mudou o que separa vencedores de perdedores."
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/08/fusoes-e-aquisicoes-de-empresas-chegam-a-us-24-trilhoes-entre-janeiro-e-maio.shtml.

Logotipo da OpenAI em uma ilustração - Dado Ruvic-11.jun.26/Reuters · Dado Ruvic-11.jun.26/Reuters — Foto: UOL
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