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    Furto de vírus na Unicamp: empresa de casal investigado apostava em vacinas orais para o agronegócio

    Furto de vírus: imagens mostram retirada de amostras de laboratório da Unicamp Alvo de apuração por possível favorecimento por uso indevido de estrutura pública, a AgroTRIX, empresa dos pesquisadores Soledad Palameta Miller e Michael Edward Miller, investigados pela Polícia Federal (PF) por furto de vírus da Unicamp, foi criada com a proposta de desenvolver vacinas orais para o setor agropecuário. Na ficha de projeto submetida à Inova, agência de inovação da Unicamp, e que integra o processo relativo ao caso, a AgroTRIX aposta no desenvolvimento de tecnologias de imunização que possam reduzir

    G1
    25 de agosto de 2026 às 07:01
    Furto de vírus na Unicamp: empresa de casal investigado apostava em vacinas orais para o agronegócio
    Foto: G1

    Local do crime: as amostras biológicas foram retiradas sem autorização do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia (IB), uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto patamar de contenção laboratorial no Brasil para agentes infecciosos . Principais suspeitos: a investigação aponta a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) , e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, como os suspeitos pelo furto do material biológico. Vírus furtados: segundo apuração do Fantástico, foram levadas pelo menos 24 cepas diferentes, como dengue, zika, chikungunya, herpes, coronavírus humano e 13 tipos de vírus animais. Além disso, o g1 apurou que entre as amostras estavam os vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A . Cronologia dos fatos: o desaparecimento das amostras foi notado inicialmente por uma pesquisadora em 13 de fevereiro de 2026; a Unicamp notificou a Polícia Federal em 16 de março e o inquérito foi instaurado oficialmente em 20 de março. Evidências por câmeras: registros de câmeras de segurança mostraram Michael Miller saindo do laboratório NB-3 com caixas em horários incomuns no final de fevereiro, o que levou a universidade a apontá-lo como suspeito do furto. Fraude processual e descarte: após a PF realizar buscas em sua residência no dia 21 de março, Soledad Miller retornou à Unicamp e descartou parte do material biológico dentro de um dos laboratórios para tentar destruir evidências. Localização do material: as amostras foram recuperadas pela perícia em três locais distintos: na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e no Instituto de Biologia. Motivação e risco: a PF descartou a hipótese de terrorismo biológico, indicando que a motivação seria relacionada a pesquisas internas do casal; as autoridades garantem que todas as amostras foram recuperadas e que não houve contaminação externa. Tipificação penal: a pesquisadora é investigada por crimes como furto qualificado, fraude processual, perigo para a vida ou saúde de outrem e manutenção ou transporte irregular de organismos geneticamente modificados. Andamento do processo: Soledad Miller responde ao processo em liberdade provisória , sob condições como proibição de acessar os laboratórios envolvidos; paralelamente, a Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. O marido da professora ainda é investigado pelo furto do material.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/08/25/furto-de-virus-na-unicamp-empresa-de-casal-investigado-apostava-em-vacinas-orais-para-o-agronegocio.ghtml.

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