Furacão Simon ameaça costa do México e leva autoridades a suspender voos
Tempestade chegou à categoria 3, com ventos de até 193 km/h; aeroportos de Puerto Vallarta e Manzanillo suspenderam operações, e autoridades alertam para chuvas intensas, ondas altas e inundações

O furacão Simon ameaçava comunidades costeiras e destinos turísticos populares no litoral do Pacífico mexicano neste domingo (11). As autoridades pediram que moradores e visitantes procurem abrigo diante dos riscos provocados pela tempestade.
O aeroporto internacional de Puerto Vallarta, cidade turística localizada às margens da baía de Banderas, suspendeu as operações enquanto o furacão avançava lentamente para noroeste, próximo à costa mexicana.
As primeiras projeções indicavam que Simon atingiria o continente como um furacão de categoria 4 no domingo. A trajetória, porém, mudou e se tornou mais difícil de prever. A tempestade perdeu força e caiu para a categoria 3 na noite de domingo. A previsão mais recente indicava que o sistema permaneceria no mar até segunda-feira (12), embora os modelos meteorológicos ainda divergissem sobre a possibilidade de avanço sobre o continente.

Segundo o boletim divulgado às 23h de domingo, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos), Simon se deslocava a cerca de 8 km/h, com ventos máximos sustentados de aproximadamente 193 km/h.
“Simon se desloca lentamente logo ao largo da costa centro-oeste do México. A ameaça de ventos destrutivos e chuvas capazes de provocar inundações continua ao longo do litoral”, afirmou o boletim.
A coordenadora nacional da Proteção Civil do México, Laura Velázquez Alzúa, disse a jornalistas que, embora o furacão ainda não tivesse atingido o continente, permanecia “muito próximo da costa mexicana”.

As autoridades pediram que a população continue em alerta, já que a trajetória da tempestade ainda é incerta.
“Pedimos que permaneçam vigilantes”, afirmou Velázquez.
Segundo a coordenadora, os efeitos de Simon, incluindo ventos fortes, ondas altas e elevação do nível do mar, devem continuar até segunda-feira, especialmente no litoral norte do estado de Jalisco.

O cientista climático Jorge Zavala, da Universidade Nacional Autônoma do México, afirmou à CNN que a trajetória projetada prevê possíveis impactos em diferentes estados mexicanos. Por isso, segundo ele, o furacão é motivo de grande preocupação.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu aos moradores de Jalisco, Colima, Michoacán e Nayarit que permaneçam abrigados até que as autoridades anunciem oficialmente que o perigo passou.
O alerta foi divulgado depois que a Proteção Civil advertiu para chuvas excepcionais e ventos intensos nessas regiões.

“Os ventos e a chuva podem diminuir de repente, de forma enganosa, criando uma aparente calmaria que não significa que o perigo tenha passado”, alertou a agência em comunicado.
Sheinbaum informou que atividades não essenciais foram suspensas e que as evacuações preventivas continuavam neste domingo.
No calçadão de Puerto Vallarta, policiais orientaram turistas a deixar a área, que foi fechada, e procurar abrigo diante da aproximação da tempestade, segundo a agência Associated Press (AP).

“Ainda não sabemos a dimensão do perigo. Estamos apenas começando a ver o que está acontecendo”, afirmou a visitante Brenda Villareal à AP.
A Marinha do México mobilizou mais de 4.600 militares para atuar na resposta à tempestade. O contingente foi acompanhado por equipamentos de escavação, máquinas pesadas e outros recursos de emergência.
Mesmo antes de uma possível chegada ao continente, as chuvas intensas de Simon já provocavam estragos em diferentes regiões.

Autoridades federais trabalhavam para restabelecer o fornecimento de energia em algumas áreas, incluindo Acapulco, cidade costeira do estado de Guerrero que foi devastada pelo furacão Otis há três anos.
Em Manzanillo, a Marinha ajudou a retirar a água de casas inundadas .
A moradora Cecilia Palomar contou à Reuters que a água começou a subir dentro de sua casa ao amanhecer.

“Já tinha subido antes, mas nunca assim”, afirmou. “Camas, geladeiras, aquecedores, todos os móveis ficaram molhados. A casa inteira está inundada.”
O GAP (Grupo Aeroportuário do Pacífico) informou que o aeroporto de Puerto Vallarta permaneceria fechado até as 10h de segunda-feira, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos. As operações no aeroporto de Manzanillo também foram suspensas durante todo o domingo.
Entenda como mudanças climáticas deixam furacões e tufões mais fortes
Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/furacao-simon-ameaca-costa-do-mexico-e-leva-autoridades-a-suspender-voos/.

Um membro da Guarda Nacional do México permanece no calçadão de Puerto Vallarta enquanto as ondas quebram contra a costa, antecipando o possível impacto do furacão Simon em Puerto Vallarta, estado de Jalisco, México, em 11 de outubro de 202 — Foto: CNN Brasil
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