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    Funcionários da Volkswagen, BMW e Bosch protestam contra demissões na Alemanha

    Trabalhadores do setor automotivo alemão realizaram protestos em todo o país nesta segunda-feira (21), menos de três dias depois de um surpreendente alerta sobre os lucros da Volkswagen , maior montadora da Europa, evidenciar os desafios sem precedentes enfrentados pelo setor diante dos custos elevados e da forte concorrência asiática . Leia mais (09/21/2026 - 07h21)

    Folha de S.Paulo
    21 de setembro de 2026 às 10:21
    Funcionários da Volkswagen, BMW e Bosch protestam contra demissões na Alemanha
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Trabalhadores do setor automotivo alemão realizaram protestos em todo o país nesta segunda-feira (21), menos de três dias depois de um surpreendente alerta sobre os lucros da Volkswagen , maior montadora da Europa, evidenciar os desafios sem precedentes enfrentados pelo setor diante dos custos elevados e da forte concorrência asiática .

    Fábrica da Volkswagen em Osnabrueck, na Alemanha - Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters · Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters
    Fábrica da Volkswagen em Osnabrueck, na Alemanha - Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters · Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os protestos na Volkswagen, na BMW e na fornecedora de autopeças Bosch ocorrem em um momento em que a indústria mais importante da Alemanha enfrenta dolorosos cortes de empregos, possíveis transferências da produção e até fechamentos de fábricas —uma crise que também se refletiu no resultado de duas eleições estaduais realizadas nesse domingo (20).

    Somente a Volkswagen planeja eliminar 100 mil postos de trabalho como parte de seu maior plano de reestruturação já realizado, acertado com as partes interessadas no início deste mês. O acordo evitou um conflito em grande escala com os poderosos sindicatos, que, ainda assim, reiteraram os apelos para que a direção resolva os problemas.

    Daniela Cavallo, presidente do conselho de trabalhadores da Volkswagen, e Christiane Benner, presidente do sindicato IG Metall, pediram maior proteção contra a concorrência desleal da China, uma política de subsídios mais eficaz por parte da União Europeia e a continuidade de um programa de aposentadoria gradual.

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    "Esperamos que os líderes empresariais e as equipes de gestão assumam a responsabilidade pela Alemanha como nação automobilística, pelos trabalhadores e pelos empregos", afirmou Benner aos funcionários na sede da Volkswagen, em Wolfsburg.

    As montadoras europeias enfrentam uma concorrência cada vez maior de rivais asiáticas tanto no exterior quanto em seus mercados domésticos, criando um grande problema para a Volkswagen, que já lida com excesso de capacidade no continente, tarifas de exportação para os EUA e lucros em queda acentuada na China.

    Na sexta-feira (18), a Volkswagen reduziu sua previsão de margem de lucro para 2026 para, no máximo, 1%, atribuindo a decisão à fraqueza do mercado chinês e ao aumento das provisões para aposentadorias, além das expectativas desanimadoras para sua marca de carros esportivos Porsche.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Parte do problema foi a aceleração da demanda por veículos elétricos menos rentáveis, ressaltando a contínua dependência do setor em relação aos motores a combustão, que há décadas impulsionam a maior economia da Alemanha.

    "Devido à letargia e a erros desastrosos de avaliação, a maioria dos gestores não conseguiu acompanhar os avanços da mobilidade elétrica, da digitalização e da tecnologia de baterias, fazendo com que as indústrias automotiva e de fornecedores da Alemanha ficassem para trás", declarou Horst Ott, do sindicato IG Metall.

    A Volkswagen foi excluída do mais importante índice de ações de primeira linha da zona do euro, a Euro STOXX 50, pela primeira vez em 15 anos, em uma mudança que, segundo operadores, provavelmente aumentará ainda mais a pressão de baixa sobre a já castigada cotação da montadora alemã.

    As ações da montadora caíram mais de 75% em relação aos níveis alcançados durante a alta do mercado acionário em 2021, chegando perto da mínima em 16 anos, e deixou o índice após uma revisão feita pela provedora dela, que afirma acompanhar as "líderes dos superssetores" da região.

    "Todo o setor está deprimido diante dos riscos aparentemente existenciais que enfrenta", afirmou Michael Tyndall, analista sênior global do setor automotivo do HSBC, acrescentando que a atual avaliação reduzida da VW também refletia as preocupações do mercado com os custos da reestruturação.

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    Segundo a STOXX, 30 fundos negociados em Bolsa, com valor de mercado combinado de 59 bilhões de euros (R$ 348,63 bilhões), replicam o Euro STOXX 50, enquanto mais de 110 mil produtos estruturados ativos também estão vinculados a ele, com volume de vendas superior a 68 bilhões de euros (R$ 401,81 bilhões).

    Também deixará o índice o grupo holandês de serviços de informação Wolters Kluwer. As duas ações serão substituídas pela Nokia, gigante finlandesa de telefonia celular que se reinventou como fornecedora de redes para data centers com o apoio da Nvidia, e pela empresa francesa de energia Engie.

    "Essa avaliação de mercado dá um sinal muito claro do tamanho do ceticismo dos investidores em relação à Volkswagen", comentou Simon Jäger, gestor de portfólio da administradora de ativos alemã Flossbach von Storch.

    Ferrari, BMW e Mercedes-Benz são as ações de montadoras que permanecem no Euro STOXX 50.

    Com informações da Reuters e do Financial Times

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/funcionarios-da-volkswagen-bmw-e-bosch-protestam-contra-demissoes-na-alemanha.shtml.

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    Fábrica da Volkswagen em Osnabrueck, na Alemanha - Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters · Teresa Kroeger - 28.out.24/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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