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    Funcionários da Aadesam foram procurados por supostos integrantes da campanha de Roberto Cidade, diz MPE

    Fachada da sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam). Rede Amazônica O Ministério Público Eleitoral (MPE) obteve indícios de que integrantes da campanha do governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), entraram em contato com funcionários recém-contratados da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental (Aadesam). A suspeita dos investigadores é de que os novos contratados iriam trabalhar na campanha do candidato à reeleição com salário pago pelo órgão público. As conversas foram registradas em um aplicativo de mensagem

    G1
    22 de setembro de 2026 às 22:12
    Funcionários da Aadesam foram procurados por supostos integrantes da campanha de Roberto Cidade, diz MPE
    Foto: G1

    Fachada da sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam). — Foto: Rede Amazônica

    O Ministério Público Eleitoral (MPE) obteve indícios de que integrantes da campanha do governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), entraram em contato com funcionários recém-contratados da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental (Aadesam). A suspeita dos investigadores é de que os novos contratados iriam trabalhar na campanha do candidato à reeleição com salário pago pelo órgão público . As conversas foram registradas em um aplicativo de mensagem.

    Em uma das trocas de mensagens, um homem identificado como Yano Neves entra em contato com uma funcionária recém-contratada. Ele afirma ser da equipe do governador Roberto Cidade, pede o PIX da funcionária e solicita o preenchimento de um formulário. Entre os dados pedidos estão o número do título de eleitor e a região de atuação. Na sequência, a pessoa responde.

    Em outra conversa, um homem identificado como Lucas Freire, que também afirma ser da equipe de Roberto Cidade, aborda outra funcionária da Aadesam. Ele também pede o PIX dela e o preenchimento do mesmo cadastro.

    Mensagens obtidas pelo Ministério Público Eleitoral revelam contato de supostos integrantes da campanha de Roberto Cidade com funcionários da Aadesam. — Foto: Rede Amazônica

    As contratações tiveram início em julho, após a demissão de um grupo de funcionários. A Justiça determinou a suspensão das contratações e dos pagamentos aos novos funcionários após suspeitas de irregularidades.

    Segundo as investigações, os pagamentos passaram a ser feitos pela empresa KCC, apontada como ligada a um funcionário da cúpula da Aadesam. O valor do salário é sempre o mesmo: R$ 2 mil .

    Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, a Polícia Federal realizou três operações sobre o caso Aadesam neste mês . Na última sexta-feira (18), a PF foi à empresa KCC e a uma agência de turismo suspeita de obrigar funcionários a trabalhar na campanha de Roberto Cidade. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos.

    No relatório sobre as buscas na Aadesam, divulgado com exclusividade pelo g1 na segunda-feira (21) , a PF afirmou que o computador usado no setor de RH havia sido encaminhado para manutenção no mesmo dia da operação.

    O equipamento foi encontrado na sala de rede da associação. O setor de tecnologia informou que o aparelho estava "corrompido" e o computador foi apreendido e passará por perícia.

    O MPE pediu o afastamento cautelar do presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu , por descumprir determinações da Justiça. Entre elas estão:

    Recontratação dos funcionários demitidos; suspensão das novas contratações; pagamentos e divulgação pública das determinações.

    O Tribunal Regional Eleitoral ainda não se manifestou sobre o pedido.

    O Governo do Amazonas informou que a Aadesam tem prestado todos os esclarecimentos e atendido às solicitações da Justiça relacionadas ao caso em questão. Também reforçou que seguirá à disposição das autoridades competentes, prestando as informações necessárias sempre que necessário e que não compactua com qualquer conduta irregular em nenhum setor da administração pública

    A Rede Amazônica pediu o posicionamento da assessoria do governador Roberto Cidade, da empresa KCC e da defesa de todos os citados, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta.

    Candidato ao governo do Amazonas, Roberto Cidade (União) realizou comício na Zona Oeste de Manaus. — Foto: Rede Amazônica

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/22/funcionarios-da-aadesam-foram-procurados-por-supostos-integrantes-da-campanha-a-reeleicao-de-roberto-cidade-diz-mpe.ghtml.

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