Fumo passivo provocou quase 1,7 milhão de mortes, aponta estudo
Mais de 2,7 bilhões de pessoas, incluindo crianças, foram expostas ao tabagismo passivo em todo o mundo, o que contribuiu para quase 1,7 milhão de mortes em 2023, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista científica The Lancet. Leia mais (09/08/2026 - 08h56)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Mais de 2,7 bilhões de pessoas, incluindo crianças, foram expostas ao tabagismo passivo em todo o mundo, o que contribuiu para quase 1,7 milhão de mortes em 2023, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista científica The Lancet.

O tabaco continua sendo uma das principais causas de doença no planeta, apontou a pesquisa, que destacou que muitos "não fumantes expostos à fumaça de segunda mão" estavam entre o total estimado de 8 milhões de pessoas que morreram em 2023 por doenças relacionadas.
"A exposição ao fumo passivo é um risco à saúde reconhecido em todo o mundo, sem que exista um nível seguro de inalação", afirma o estudo.
Ao analisar artigos científicos publicados no PubMed, o repositório dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos , em conjunto com pesquisas populacionais, o relatório calcula a prevalência da exposição à fumaça do tabaco e quantifica a carga de morbidade em 204 países e territórios entre 1990 e 2023.

Entre as quase 2,7 bilhões de pessoas expostas indiretamente em 2023, estavam 767 milhões de crianças de 0 a 14 anos, segundo o estudo.
Os cientistas calculam que o contato provocou 1,66 milhão de mortes prematuras e causou incapacidade e doenças precoces, lideradas pela cardiopatia isquêmica, uma condição cardíaca causada pelo fornecimento insuficiente de oxigênio ao músculo cardíaco.
Entre as crianças, calcula-se que a exposição à fumaça de segunda mão causou 5,2 milhões de infecções das vias respiratórias em 2023, segundo a pesquisa.

As pessoas que estão próximas de alguém que fuma estão expostas tanto à "fumaça lateral" do produto de tabaco aceso quanto à fumaça exalada pelo fumante ativo, explica o documento.
"O componente da fumaça lateral, que predomina no ar respirado pelos não fumantes, não é filtrado (...) e contém concentrações por unidade mais elevadas de compostos tóxicos e carcinogênicos do que a fumaça inalada pelo fumante ativo", ressalta o estudo.
Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar
Apesar das reduções significativas na prevalência do tabagismo em nível mundial desde 1990, o número absoluto de pessoas expostas permanece estável devido ao crescimento demográfico e ao aumento do consumo na África e no Oriente Médio.
O estudo pede aos governos que implementem controles mais rígidos contra o tabaco em locais públicos e nas residências, para proteger de modo mais eficiente as mulheres e as crianças.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/fumo-passivo-provocou-quase-17-milhao-de-mortes-aponta-estudo.shtml.

Como parar de fumar - Catarina Pignato - 10.abr.26 · Catarina Pignato - 10.abr.26 — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

