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    Fumaça volta a encobrir Manaus neste sábado; concentração de partículas supera em 736% o limite considerado bom

    Manaus amanhece encoberta pela fumaça José Lima/Rede Amazônica A fumaça voltou a encobrir Manaus pelo terceiro dia consecutivo na manhã deste sábado (10), e a concentração de partículas chegou a 209,1 µg/m³ em um dos pontos monitorados na capital amazonense. O índice supera em 736,4% o limite de 25 µg/m³ usado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para classificar a qualidade do ar como boa. Por volta das 6h, o sensor instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul, registrava 209,1 µg/m³, nível class

    G1
    10 de outubro de 2026 às 13:04
    Fumaça volta a encobrir Manaus neste sábado; concentração de partículas supera em 736% o limite considerado bom
    Foto: G1

    Manaus amanhece encoberta pela fumaça — Foto: José Lima/Rede Amazônica

    A fumaça voltou a encobrir Manaus pelo terceiro dia consecutivo na manhã deste sábado (10), e a concentração de partículas chegou a 209,1 µg/m³ em um dos pontos monitorados na capital amazonense. O índice supera em 736,4% o limite de 25 µg/m³ usado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para classificar a qualidade do ar como boa.

    Por volta das 6h, o sensor instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul, registrava 209,1 µg/m³, nível classificado como péssimo. Na região central da cidade, a concentração chegou a 164,1 µg/m³, enquanto o sensor no Morro da Liberdade marcou 157,2 µg/m³. Os três pontos apresentavam qualidade do ar considerada péssima.

    Em apenas dois pontos da capital amazonense a qualidade do ar era considerada moderada.

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    Manaus permanece em estado de atenção neste sábado. Segundo a prefeitura, o status foi alterado desde 24 de setembro . A classificação é adotada quando uma ou mais ocorrências afetam a cidade e há previsão de um evento de alto impacto no curto prazo.

    Outros municípios também registram piora em qualidade do ar

    A piora também atingiu municípios da Região Metropolitana de Manaus. Em Itacoatiara, a concentração de partículas chegou a 2.016,1 µg/m³, por volta de 6h. Na cidade, a Defesa Civil disparou um alerta por volta de 8h20, recomendando o uso de máscaras ao sair de casa e pediu que a população evite exposição à fumaça.

    Em Careiro, o índice alcançou 121,4 µg/m³, nível classificado como muito ruim. Já em Careiro da Várzea, o índice da plataforma chegou a 144,1. também em nível considerado péssimo.

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    Imagens de satélite consultadas na plataforma Worldview também mostram a extensão da fumaça sobre a região. Na imagem, a camada de fumaça aparece em tons de cinza, enquanto as nuvens são vistas em branco.

    Os efeitos da fumaça também preocupam as autoridades de saúde. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), foram registrados 82 atendimentos de urgência relacionados a possíveis efeitos da fumaça de queimadas em Manaus entre 1º e 8 de outubro.

    Desde 1º de julho, o monitoramento da secretaria contabiliza 375 atendimentos relacionados aos efeitos da fumaça na capital. De acordo com a SES-AM, houve aumento expressivo nos registros na última semana.

    Os dados ainda passam por qualificação das informações clínicas para identificar os casos efetivamente compatíveis com a exposição à fumaça. A secretaria ressalta que os registros, isoladamente, não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre a exposição e os sintomas apresentados.

    Entre os sintomas relatados estão falta de ar, tosse, irritação na garganta, dor de cabeça, dor no peito, náuseas, vômitos, tontura e fadiga.

    Moradores relatam problemas para respirar

    Ao g1, moradores relataram problemas para respirar, irritação na garganta, noites mal dormidas e prejuízos ao trabalho . Pelo segundo dia consecutivo, a capital amazonense registrou a pior qualidade do ar do Brasil, segundo a plataforma internacional IQAir.

    A autônoma Márcia Mendes, que tem rinite e sinusite, relatou que a poluição tem agravado os problemas respiratórios. Segundo ela, a fumaça provoca irritação na garganta, congestão nasal e crises de espirros ao longo do dia. À noite, a dificuldade para respirar e as dores de cabeça prejudicam o sono.

    Como trabalha com vendas e precisa conversar com clientes durante boa parte do dia, Márcia afirma que a exposição à poluição aumenta o desconforto na garganta e dificulta a rotina profissional. Mesmo com os sintomas, ela precisa sair de casa para garantir a renda.

    "Manaus, no Amazonas, é conhecida como o pulmão do mundo, mas a gente está sufocando com toda essa fumaça. Está prejudicando todo mundo", afirmou.

    O autônomo Valdeci Moraes de Castro relatou que a poluição invade até as casas e dificulta o descanso. Ele criticou a falta de respostas do poder público e demonstrou preocupação com os efeitos da fumaça sobre a população, principalmente idosos e pessoas com problemas respiratórios.

    "Nem em casa pode dormir. A fumaça entra toda para dentro do quarto. O ar está horrível", afirmou Valdeci em entrevista ao g1.

    Ele disse que a situação também afeta quem precisa sair de casa para atividades básicas, como comprar alimentos, e defendeu o uso de máscaras para reduzir a exposição à fumaça.

    Fumaça piora qualidade do ar em Manaus — Foto: Reprodução/Selva

    Imagem da NASA revela extensão da fumaça sobre Manaus e o AM nesta sexta-feira em meio ao avanço de queimadas. — Foto: Reprodução/Nasa Worldwide View

    Imagens revelam área do distrito de Autaz Mirim, em Careiro da Várzea, completamente destruída pelo fogo — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/10/fumaca-volta-a-encobrir-manaus-neste-sabado-10.ghtml.

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