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    Fumaça de queimadas no Amazonas leva à suspensão de aulas em escolas e universidades

    As universidades e escolas fecharam as portas na cidade de Manaus , capital do Amazonas, na manhã desta sexta-feira (9). A fumaça gerada pelas queimadas no estado atingiu os piores níveis. A Defesa Civil emitiu um alerta de risco severo à saúde, recomendou uso de máscaras e pediu que a população evite sair de casa. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) decidiram suspender as atividades presenciais. "A medida considera a necessidade de preservar a saúde e o bem-estar da comunidade universitária diante das condições atuais", publicou, em nota, a U

    Folha de S.Paulo
    9 de outubro de 2026 às 14:41
    Fumaça de queimadas no Amazonas leva à suspensão de aulas em escolas e universidades
    Navio cargueiro grande navegando próximo à costa com prédios urbanos ao fundo sob céu cinzento e nebuloso. Dois pássaros voam sobre o mar calmo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    As universidades e escolas fecharam as portas na cidade de Manaus , capital do Amazonas, na manhã desta sexta-feira (9). A fumaça gerada pelas queimadas no estado atingiu os piores níveis. A Defesa Civil emitiu um alerta de risco severo à saúde, recomendou uso de máscaras e pediu que a população evite sair de casa. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) decidiram suspender as atividades presenciais. "A medida considera a necessidade de preservar a saúde e o bem-estar da comunidade universitária diante das condições atuais", publicou, em nota, a UEA.

    Embarcação navega pelo rio Negro em meio à fumaça de incêndios que provocaram uma deterioração significativa da qualidade do ar em Manaus, no estado do Amazonas, nesta quinta (8) - Michael Dantas/AFP · Michael Dantas/AFP
    Embarcação navega pelo rio Negro em meio à fumaça de incêndios que provocaram uma deterioração significativa da qualidade do ar em Manaus, no estado do Amazonas, nesta quinta (8) - Michael Dantas/AFP · Michael Dantas/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas das 242 mil crianças que frequentam as escolas municipais. É a primeira vez neste ano que a medida é tomada. Desde setembro, o amazonense vê as queimadas avançarem no estado. Com isso, a fumaça se espalha e chega à capital. Na noite desta quinta-feira (8), o ar atingiu picos de 337 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente no fumaceiro. O risco da inalação dessa substância é maior dependendo do tempo de exposição e da quantidade inalada. Apesar de causar mal principalmente a grupos vulneráveis, como crianças e idosos, todos são atingidos e podem ter comprometimento pulmonar e respiratório. Nos últimos dias, o risco da fumaça se agravou. Um lixão em área privada sofreu um incêndio que ainda não cessou. O caso ocorreu na zona leste de Manaus. A fumaça provocada pela queima de lixo carrega outros materiais tóxicos como microplásticos, que podem causar inflamação no sistema respiratório e entrar na corrente sanguínea. O epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), diz que as consequências podem não ser momentâneas. "Ações que visem a implementação de respostas e ações de recuperação ambiental precisam ser aperfeiçoadas, pois os efeitos residuais podem se estender por semanas ou anos." O pesquisador Filipe Arruda, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), afirma que a situação no Amazonas passa por constantes agravamentos. "A poluição de gases, quando queima lixo, é imensamente pior do que a de uma queima de uma área de vegetação. A gente tem de pensar na questão da exposição crônica e aguda. A exposição aguda é quando você fica exposto a uma grande quantidade de material particular a curto período de prazo. Manaus chegou a registrar 400 (µg/m³) de material particulado. Esses eventos não devem ser negligenciados."

    O Amazonas tem 62 cidades, com uma extensão territorial de 1.558.704,331 km², o maior estado do país. Para dar conta desse espaço, o governo conta com 1.600 militares no Corpo de Bombeiros com base em 25 municípios. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 4.370 focos de calor entre 1º de setembro e 6 de outubro. Nesse período, 95% dos municípios tiveram registros. O Governo Federal também dispõe da estrutura do PrevFogo, ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em abril, o órgão autorizou a contratação de brigadistas para seis municípios do estado. A reportagem questionou quantos foram contratados, mas não recebeu resposta.

    Um militar do Corpo de Bombeiros do Amazonas, que pediu para não ser identificado, diz que há uma sobrecarga de trabalho. Ainda segundo ele, faltam mais aeronaves para o combate ao fogo e que os agentes encontram dificuldade para apagar grandes incêndios. Entre as causas das queimadas, o militar diz que viu incêndios surgindo em grandes fazendas privadas, em campos pequenos de agricultores e também em áreas de lixões. O Governo do Amazonas afirmou, em nota, que tem feito reuniões sobre o tema e que o estado recebeu a aeronave Thrush S2R-510, capaz de transportar quase 2.000 litros de água e que possui cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF). Leia a nota completa aqui. Procurada, a Prefeitura de Manaus não respondeu aos questionamentos sobre a manutenção da rede de saúde, o planejamento em conjunto com o governo estadual e as próximas medidas.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/10/fumaca-de-queimadas-no-amazonas-leva-a-suspensao-de-aulas-em-escolas-e-universidades.shtml.

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    Embarcação navega pelo rio Negro em meio à fumaça de incêndios que provocaram uma deterioração significativa da qualidade do ar em Manaus, no estado do Amazonas, nesta quinta (8) - Michael Dantas/AFP · Michael Dantas/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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