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    Fóssil revela dinossauro gigante inédito na Europa

    Pesquisadores que publicaram um estudo nesta semana no Journal of Vertebrate Paleontology afirmaram ter encontrado a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte. Eles descobriram diversas vértebras e ossos chevron datados de cerca de 150 milhões de anos em um local no leste da Espanha. Leia mais (09/19/2026 - 11h00)

    Folha de S.Paulo
    19 de setembro de 2026 às 14:00
    Fóssil revela dinossauro gigante inédito na Europa
    Esqueleto montado de dinossauro com pescoço longo e crânio alongado, exibido em ambiente externo com árvores ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Pesquisadores que publicaram um estudo nesta semana no Journal of Vertebrate Paleontology afirmaram ter encontrado a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte. Eles descobriram diversas vértebras e ossos chevron datados de cerca de 150 milhões de anos em um local no leste da Espanha.

    Réplica de um Diplodocus no Museu de História Natural de Londres - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters
    Réplica de um Diplodocus no Museu de História Natural de Londres - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A equipe da Fundação Dinópolis, em Teruel, que estuda o rico sítio fossilífero de La Tejería, no município de El Castellar, informou que o dinossauro passa assim a integrar uma lista crescente de saurópodes gigantes encontrados na região.

    Embora o herbívoro de pescoço longo e cauda grande seja um dos dinossauros mais reconhecidos do mundo, restos fossilizados do animal haviam sido encontrados até agora apenas na América do Norte.

    O artigo publicado na segunda-feira (14) concluiu que a descoberta representa "um dos esqueletos de diplodocídeos mais completos da Europa".

    Leilão de T. rex reacende debate ético e científico sobre comércio de fósseis
    Leilão de T. rex reacende debate ético e científico sobre comércio de fósseis — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo o estudo, a análise sistemática de 14 vértebras caudais e diversos ossos chevron (tecnicamente conhecidos como arcos hemais) "revela que o material pode ser atribuído com confiança ao gênero Diplodocus", um dos vários gêneros pertencentes à família dos diplodocídeos, dentro do grupo dos dinossauros saurópodes.

    "Esta descoberta constitui a primeira evidência de Diplodocus fora da América do Norte (Formação Morrison) e é uma das provas mais fortes que sustentam o intercâmbio de faunas continentais entre a América do Norte e a Europa durante o Jurássico Superior", escreveram os autores.

    Embora o Diplodocus seja conhecido em todo o mundo, em parte graças à famosa réplica do esqueleto apelidado de "Dippy", que durante anos recepcionou visitantes na entrada do Museu de História Natural em Londres, os pesquisadores ressaltaram que "o registro fóssil europeu de diplodocídeos é escasso e fragmentário".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na época dos dinossauros, os continentes estavam recém-começando a se separar. Nas últimas décadas, cientistas passaram a teorizar que o proto-Oceano Atlântico ainda possuía pontes terrestres temporárias, recuos episódicos do nível do mar ou outros meios transitórios de travessia, que ocasionalmente permitiam aos dinossauros terrestres percorrer grandes distâncias entre continentes em processo de separação.

    Descobertas fósseis recentes, especialmente na Espanha e em Portugal, próximas à costa atlântica, têm reforçado essa hipótese. Essa região fazia parte de uma ponte terrestre que se acredita ter conectado a Península Ibérica ao que hoje é o Canadá.

    Os autores afirmam que a descoberta "constitui uma das evidências mais fortes de eventos episódicos de dispersão e intercâmbio faunístico através do proto-Atlântico Norte durante o intervalo do Kimmeridgiano tardio ao Titoniano inicial", período datado de aproximadamente 150 milhões de anos atrás.

    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)
    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Outra rota ligava a América do Norte à Escandinávia, enquanto uma conexão muito mais ao sul unia o que hoje corresponde ao Brasil e aos Camarões.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/09/fossil-revela-dinossauro-gigante-inedito-na-europa.shtml.

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    Réplica de um Diplodocus no Museu de História Natural de Londres - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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