Fóssil de ‘quimera’ de 165 milhões de anos revela pistas sobre a origem da amamentação
Reconstrução artística do Megacauda, animal semiaquático do Jurássico que tinha cauda larga para nadar e dentes adaptados à captura de peixes. April I. Neander Um fóssil de cerca de 165 milhões de anos encontrado na China está ajudando cientistas a entender quando surgiram estruturas usadas por mamíferos para mamar, beber e engolir alimentos. Batizado de Megacauda sungei, o animal viveu no período Jurássico e fazia parte de um grupo de parentes antigos dos mamíferos. O exemplar preservou de forma rara pequenas estruturas ósseas da garganta, normalmente difíceis de encontrar em fósseis tão anti
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Reconstrução artística do Megacauda, animal semiaquático do Jurássico que tinha cauda larga para nadar e dentes adaptados à captura de peixes. — Foto: April I. Neander
Um fóssil de cerca de 165 milhões de anos encontrado na China está ajudando cientistas a entender quando surgiram estruturas usadas por mamíferos para mamar , beber e engolir alimentos .
Batizado de Megacauda sungei , o animal viveu no período Jurássico e fazia parte de um grupo de parentes antigos dos mamíferos.

O exemplar preservou de forma rara pequenas estruturas ósseas da garganta , normalmente difíceis de encontrar em fósseis tão antigos.
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“O Megacauda é uma quimera moldada por duas linhas de evolução convergente. Sua pelve, patas traseiras e pés são muito parecidos com os do ornitorrinco. Mas seus dentes e mandíbulas lembram os de um predador aquático”, explicou ao g1 Zhe-Xi Luo, professor de Biologia Organísmica e Anatomia da Universidade de Chicago e um dos autores do trabalho.
➡️ A análise indica que mecanismos ligados à sucção de leite e à deglutição já estavam presentes entre esses parentes dos mamíferos muito antes do surgimento das espécies modernas.
O estudo foi publicado na revista científica "Nature" nesta quarta-feira (07). O fóssil foi encontrado na região da Mongólia Interior, região autônoma no norte da China, em rochas datadas entre 163 milhões e 168 milhões de anos .
Por mais que aparente, o Megacauda não era um ornitorrinco nem um ancestral direto do animal atual. Ele pertencia aos chamados docodontes , grupo extinto próximo da linhagem que deu origem aos mamíferos modernos.
Dessa forma, segundo Luo, o fóssil ajuda a entender tanto a locomoção desses animais quanto a evolução das estruturas usadas na alimentação.
“As novas informações anatômicas do Megacauda lançam luz sobre dois aspectos da vida dos primeiros mamíferos: como moviam as patas traseiras e a cauda e quão bem conseguiam engolir líquidos e alimentos mastigados quando adultos e mamar quando filhotes”.
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Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/10/07/fossil-165-milhoes-origem-da-amamentacao.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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