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    Fornecedora da Casas Bahia, Positivo diz que exposição ao grupo é coberta por seguro e limitada

    A fabricante de computadores Positivo Tecnologia, fornecedora do grupo Casas Bahia, informou ao mercado na segunda-feira (17) que o pedido de recuperação judicial da varejista não tem impacto material no montante que ela deve à companhia. Leia mais (08/18/2026 - 08h52)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 11:52
    Fornecedora da Casas Bahia, Positivo diz que exposição ao grupo é coberta por seguro e limitada
    Fachada azul e vermelha da loja Casas Bahia com letras grandes brancas. Pessoa caminha na calçada em frente, carregando uma mala preta. Reflexos e sombras marcam a vitrine de vidro da loja. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A fabricante de computadores Positivo Tecnologia, fornecedora do grupo Casas Bahia, informou ao mercado na segunda-feira (17) que o pedido de recuperação judicial da varejista não tem impacto material no montante que ela deve à companhia.

    Casas Bahia fechou 298 lojas na semana passada após informar um prejuízo de R$ 10 bi no segundo trimestre deste ano - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress
    Casas Bahia fechou 298 lojas na semana passada após informar um prejuízo de R$ 10 bi no segundo trimestre deste ano - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (16) com uma dívida de R$ 17,3 bilhões. A medida engloba, além das lojas Casas Bahia, dez empresas da holding, incluindo a Ponto Frio e o e-commerce Extra.com. O anúncio veio após a empresa ter reportado prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segunto trimestre deste ano.

    De acordo com a Positivo, o saldo atual de contas a receber do Grupo Casas Bahia é de aproximadamente R$ 19 milhões, o que corresponde a 2,7% de todo o saldo líquido da varejista reportado em junho.

    A exposição, ou seja, os quase R$ 20 milhões, está coberta por seguro de crédito, contratado junto a duas seguradoras.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A companhia acompanha de perto a evolução da situação das Casas Bahia e adotou as medidas comerciais e administrativas cabíveis para mitigação de eventual impacto, incluindo a ativação dos mecanismos previstos na apólice de seguro de crédito vigente", diz a Positivo em comunicado ao mercado. "A administração não identifica, no momento, risco material para os resultados do exercício de 2026 decorrente dessa exposição."

    Como mostrou a Folha , instituições financeiras, grandes empresas de tecnologia e fabricantes de eletroeletrônicos estão entre os principais credores da Casas Bahia. A lista é encabeçada pelo banco Digio, que faz parte do Grupo Bradesco, com R$ 3,28 bilhões a receber. Depois aparecem Banco do Brasil (R$ 2,99 bilhões), a seguradora Zurich (R$ 1,98 bilhão) e o próprio Bradesco (R$ 1,5 bilhão).

    A indústria de eletroeletrônicos, também está exposta à dívida. A Samsung é a principal credora, com R$ 937,6 milhões em mercadorias fornecidas e que ainda não foram pagas.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em seguida estão a Electrolux (R$ 700,1 milhões), LG Electronics (R$ 623,7 milhões), Motorola Mobility (R$ 619,0 milhões), Britânia (R$ 354,8 milhões) e TCL/Semp (R$ 330,9 milhões) —todas listadas como credoras quirografárias (ou seja, sem garantia).

    Das dívidas da Casas Bahia, R$ 16,4 bilhões são com credores quirografários (ou seja, sem garantia), R$ 754 milhões de credores trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e companhias de pequeno porte.

    O CEO da Casas Bahia , Renato Franklin, afirmou em teleconferência nesta segunda-feira (17) que o pedido busca fortalecer a continuidade da operação da varejista, permitindo a captação de linhas de crédito de curto prazo e uma negociação organizada com os credores.

    "Precisamos reformular todos os passivos da companhia para preservar esses pilares da operação e ter, de fato, uma operação saudável. E, quando falamos dessa reformulação, entra a recuperação judicial como instrumento necessário para fazer isso", afirmou.

    A Casas Bahia fechou 298 lojas na semana passada e demitiu cerca de 1.900 funcionários.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/fornecedora-da-casas-bahia-positivo-diz-que-exposicao-ao-grupo-e-coberta-por-seguro-e-limitada.shtml.

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    Casas Bahia fechou 298 lojas na semana passada após informar um prejuízo de R$ 10 bi no segundo trimestre deste ano - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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