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    Foo Fighters recupera vigor com novo baterista e raridades no Rock in Rio

    Banda foi a principal atração desta sexta-feira (4), o primeiro dos sete dias da edição deste ano do festival

    UOL
    5 de setembro de 2026 às 06:00
    Foo Fighters recupera vigor com novo baterista e raridades no Rock in Rio
    Foto: UOL

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    Quando terminou de cantar a terceira música do show do Foo Fighters no Rock in Rio , Dave Grohl estava totalmente encharcado de suor. O vocalista guiou a banda americana em um show dedicado, que privilegiou hits, para uma plateia a perder de vista no palco Mundo, o maior do festival.

    Show da banda Foo Fighters, no palco Mundo, durante o primeiro dia do primeiro final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpico, na zona sudoeste do Rio de Janeiro - Eduardo Anizelli/Folhapress · Eduardo Anizelli/Folhapress
    Show da banda Foo Fighters, no palco Mundo, durante o primeiro dia do primeiro final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpico, na zona sudoeste do Rio de Janeiro - Eduardo Anizelli/Folhapress · Eduardo Anizelli/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Foo Fighters foi a principal atração desta sexta-feira (4), o primeiro dos sete dias da edição deste ano do Rock in Rio. O festival acontece no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, até o dia 13.

    A banda não é nenhuma novidade no Brasil. Já foram mais de 15 shows no país, incluindo nas edições de 2001 e 2019 do Rock in Rio. E eles têm até data para voltar —no ano que vem, com shows em estádios de São Paulo e Belo Horizonte .

    Isso somado a uma carreira recheada de shows desta dimensão poderia apontar para uma apresentação burocrática, no modo automático. Mas o Foo Fighters de 2026 soou revigorado e mais interessante do que em sua última passagem pelo Brasil —com um show que beirou o tedioso, com jams alongadas, no The Town , três anos atrás.

    Rock in Rio 2026: veja os famosos no primeiro dia do festival
    Rock in Rio 2026: veja os famosos no primeiro dia do festival — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Parte disso tem a ver com o novo baterista. Na época, a banda tinha no posto o veterano Josh Freese , que havia substituído Taylor Hawkins , morto em 2022 e um dos símbolos do Foo Fighters. Agora, o dono das baquetas é Ilan Rubin, que já passou pelo Paramore e estava no Nine Inch Nails.

    Se Freese era apenas correto e preciso, Rubin soou dinâmico e vigoroso no palco, ainda que parecesse tímido com os novos parceiros de banda. Seu estilo tem mais a ver com o de Hawkins e ele inclusive assumiu parte dos backing vocals, que eram função do ex-baterista do grupo.

    As jams também ficaram mais curtas. Ainda que as performances tenham sido alongadas, o Foo Fighters gastou menos tempo inserindo sessões de improviso no meio das músicas —elas agora soaram como respiros, e não como se a banda estivesse mostrando virtuosismo, se divertindo mais que o público.

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    O repertório também foi mais bem selecionado. Apesar de ter um disco recém-lançado na bagagem, "Your Favourite Toy", o Foo Fighters dedicou sua atenção ao que tem de melhor —os discos dos anos 1990 e 2000, além do celebrado álbum "Wasting Light" , de 2011.

    Começou com uma sequência de petardos —"All My Life", "The Pretender" e Times Like These"—, e não para vir outra —"My Hero" e "Learn to Fly". É diminuta a lista de bandas de rock em atividade que têm um arsenal de hits como o do Foo Fighters.

    Isso ficou evidente quando as dezenas de milhares de vozes no Parque Olímpico cantaram juntas o refrão de "My Hero" —um coro monstruoso que só o Rock in Rio é capaz de produzir, especialmente raro nesta sexta. "Amo quando vocês cantam comigo. Se não souber a letra, olhe para o cara de 50 anos do seu lado e cante o que ele estiver cantando."

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Grohl fez o pedido antes de puxar três baladas —"These Days", "Walk" e "Wheels"—, que deram algum fôlego à turma que estava mantendo as rodas de bate-cabeça perto do palco. Emendou depois uma raridade, "Marigold", que ele disse ter composto antes da primeira vez que veio ao Brasil —em 1993, quando era baterista do Nirvana.

    O Foo Fighters tratou bem os fãs "old school", como Grohl os saldou repetidamente ao longo da apresentação. Além de "Marigold", a banda tocou "Stacked Actors", "Monkey Wrench", "Breakout" e "Aurora" —esta, uma homenagem a Taylor Hawkins, que segundo o vocalista, adorava tocá-la— e a mais rara de todas, "Exhausted", de 1995, nunca antes tocada no Brasil.

    Do novo álbum, o grupo só puxou "Window", que Grohl introduziu ensinando um coro timidamente repetido pela plateia. Foi, naturalmente, o momento mais caído do show, que teve também a insossa "The Sky is a Neighborhood", lançada em 2017.

    O encerramento incluiu os sucessos "Best of You" e "Everlong" no que foi de longe o melhor e mais animado show deste primeiro dia deste Rock in Rio. Não tão longo para os padrões do Foo Fighters, beirando as duas horas de duração.

    O público não arredou pé na madrugada de sábado (5) e ainda pulou e cantou nas performances finais —o que é bastante para os padrões de plateia do Rock in Rio, majoritariamente frequentado por gente que, entre um show e um brinde de marca, costuma preferir o segundo.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/foo-fighters-recupera-vigor-com-novo-baterista-e-raridades-no-rock-in-rio.shtml.

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    Show da banda Foo Fighters, no palco Mundo, durante o primeiro dia do primeiro final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpico, na zona sudoeste do Rio de Janeiro - Eduardo Anizelli/Folhapress · Eduardo Anizelli/Folhapress — Foto: UOL

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