Brasil

    Fonoaudióloga com doença rara registra quais tratamentos se recusa a receber se ficar inconsciente; entenda o testamento vital, amparado por lei

    A fonoaudióloga Bruna Martinovic, 36 Arquivo Pessoal O documento, com pouco mais de uma página, começa pela declaração de que a fonoaudióloga Bruna Martinovic, 36 anos, está "em pleno gozo de minhas faculdades mentais". A ressalva não é formalidade: é ela que dá validade ao restante, ao registrar que as decisões dali em diante partem de uma pessoa lúcida. O que vem depois é uma lista do que Bruna não quer que façam com seu corpo caso um dia esteja com uma doença grave ou terminal, sem chance de reversão, e sem conseguir se manifestar. Ela recusa, nas palavras do documento, "qualquer intervençã

    G1
    20 de setembro de 2026 às 07:00
    Fonoaudióloga com doença rara registra quais tratamentos se recusa a receber se ficar inconsciente; entenda o testamento vital, amparado por lei
    Foto: G1

    A fonoaudióloga Bruna Martinovic, 36 — Foto: Arquivo Pessoal

    O documento, com pouco mais de uma página, começa pela declaração de que a fonoaudióloga Bruna Martinovic, 36 anos, está "em pleno gozo de minhas faculdades mentais" . A ressalva não é formalidade: é ela que dá validade ao restante, ao registrar que as decisões dali em diante partem de uma pessoa lúcida.

    O que vem depois é uma lista do que Bruna não quer que façam com seu corpo caso um dia esteja com uma doença grave ou terminal, sem chance de reversão, e sem conseguir se manifestar. Ela recusa, nas palavras do documento, "qualquer intervenção que resulte em ventilação invasiva, intubação ou traqueostomia".

    É possível viver em cuidados paliativos?
    É possível viver em cuidados paliativos? — Foto: G1 · Fonte: G1

    Recusa também as sondas que levam alimento direto ao estômago ou ao intestino de quem não consegue mais comer pela boca, a hemodiálise, que filtra o sangue quando os rins param de funcionar, e a ECMO, máquina que assume ao mesmo tempo as funções do coração e dos pulmões nos quadros mais críticos. E, se o coração parar, dispensa as manobras de ressuscitação —as compressões e os choques que tentam reverter uma parada.

    No mesmo papel, pede o contrário em outra direção: todo o cuidado disponível para aliviar a dor e a falta de ar. Aceita a visita da família próxima e dos amigos. E nomeia quem poderá decidir por ela quando ela não puder: o irmão, Lucas, e três amigas.

    Esse documento se chama testamento vital, ou diretivas antecipadas de vontade . Não trata de bens, como o testamento comum, nem passa a valer quando é assinado: só produz efeito se a pessoa perder a capacidade de se manifestar, e registra de antemão quais tratamentos ela aceita ou recusa nesse cenário.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/20/fonoaudiologa-com-doenca-rara-registra-quais-tratamentos-se-recusa-a-receber-se-ficar-inconsciente-entenda-o-testamento-vital-amparado-por-lei.ghtml.

    Imagem 1

    É possível viver em cuidados paliativos? — Foto: G1

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)