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    Focamos no futuro financeiro do Instituto Inhotim, diz diretora-presidente

    Paula Azevedo chegou ao Instituto Inhotim em 2022 para garantir a saúde financeira da entidade. O plano está no projeto Inhotim 2030, voltado a organizar a governança, sustentabilidade e preservação do maior museu ao ar livre do mundo. Leia mais (09/05/2026 - 14h00)

    Folha de S.Paulo
    5 de setembro de 2026 às 17:00
    Focamos no futuro financeiro do Instituto Inhotim, diz diretora-presidente
    Mulher de cabelos longos e escuros, vestindo vestido preto com estampa floral, sorri enquanto está em pé diante de uma parede com pinturas abstratas coloridas, incluindo círculos e listras vibrantes. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Paula Azevedo, diretora-presidente do Instituto Inhotim, na abertura de exposição no Museu de Arte da Bahia - Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação · Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação
    Paula Azevedo, diretora-presidente do Instituto Inhotim, na abertura de exposição no Museu de Arte da Bahia - Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação · Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Paula Azevedo chegou ao Instituto Inhotim em 2022 para garantir a saúde financeira da entidade. O plano está no projeto Inhotim 2030, voltado a organizar a governança, sustentabilidade e preservação do maior museu ao ar livre do mundo.

    Durante 16 anos, o local dependeu apenas dos aportes do seu criador: o empresário do setor de mineração Bernardo Paz .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ela assumiu o cargo de diretora-presidente também para diversificar a receita, mas sem deixar de oferecer gratuidades às quartas e no último domingo de cada mês. Ao defender a medida, ela cita frase de Ricardo Ohtake, presidente do conselho do Instituto Tomie Ohtake : "a cobrança de ingresso muda a cor da fila."

    Como surgiu o projeto Inhotim 2030? Começou em 2022, a partir de um chamado do Bernardo Paz para pensarmos na perenidade financeira do instituto, independentemente dos aportes pessoais dele, que eram muito expressivos e atrelados à sua coleção privada. Chegamos em 2026 com a comemoração dos 20 anos do Instituto Inhotim fortemente focados na nossa visão de futuro.

    Como está estruturado o orçamento e qual é o modelo ideal de sustentabilidade financeira? Nosso orçamento global é de R$ 90 milhões. Atualmente, 50% vêm de aportes via Lei Rouanet , que segue sendo uma ferramenta fundamental. Mas buscamos a diversificação. O modelo ideal que almejamos para o equilíbrio financeiro é a divisão em três partes iguais: 1/3 de receita própria, 1/3 de doações e 1/3 de sustentação financeira própria. Hoje, nossa receita própria está em 18% e nosso plano é elevá-la para próximo de 30%, mantendo entre 35% e 38% via Lei Rouanet e o restante pulverizado em outras fontes. Estamos construindo reserva de caixa de emergência equivalente a um ano de operação para nos proteger contra crises econômicas, aliada a um contínuo exercício de controle de custos.

    Quais são as principais frentes de geração de receita própria do instituto? Focamos na maximização da receita própria por meio de bilheteria, eventos, alimentação e produtos licenciados. Reabrimos todos os pontos de alimentação do parque, incluindo uma parceria relevante com o Grupo Capim Santo , que opera dois espaços-chave. Identificamos uma enorme demanda para ampliar o número de eventos corporativos e sociais. Essa vertente ganha tração com a reabertura e expansão de pousadas e hotéis na região. Nossa loja institucional tornou-se uma referência no setor museológico: em 2022, faturava R$ 3 milhões ao ano; hoje, está próxima de R$ 8 milhões.

    Como funciona a relação com patrocinadores? Propomos aos parceiros um modelo focado em "features" [recompensas] de contrapartida flexíveis, alinhadas aos pilares de arte, educação ou natureza. Mantemos contratos de longo prazo que garantem estabilidade e planejamento financeiro: a Vale atua como nossa mantenedora em um contrato de dez anos, vigente até 2032, enquanto parceiros como Grupo Ultra, Cemig e Nubank possuem contratos de quatro anos. Esse modelo de captação de longo prazo nos dá a segurança necessária para executar o plano Inhotim 2030 sem depender das oscilações do mercado corporativo.

    Como o Inhotim se posiciona em relação a outras grandes instituições culturais? Nós nos diferenciamos de outras grandes instituições culturais por sermos museu de destino e não de passagem. O visitante se programa especificamente para ir ao Inhotim.

    Qual é o impacto econômico e social do Inhotim para Brumadinho e região? Inhotim consolidou-se como um motor do turismo regional. Cada R$ 1 investido no Inhotim gera um retorno de R$ 1,60 para a economia local.

    Quais são os desafios de manutenção do acervo e as obras de expansão em andamento? A conservação exige investimentos constantes e preventivos elevados devido ao desgaste do acervo e das estruturas a céu aberto, sujeitos ao clima e a resíduos de minério da região. Cuidamos de 19 galerias e 53 obras dispostas nos jardins.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/09/focamos-no-futuro-financeiro-do-instituto-inhotim-diz-diretora-presidente.shtml.

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    Paula Azevedo, diretora-presidente do Instituto Inhotim, na abertura de exposição no Museu de Arte da Bahia - Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação · Lucas Assis-3.fev.26/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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