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    Fleury (FLRY3): ação dispara quase 10% após resultados do 2T; o que animou tanto?

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    7 de agosto de 2026 às 20:45
    Fleury (FLRY3): ação dispara quase 10% após resultados do 2T; o que animou tanto?
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    Unidade Fleury em Alphaville. (Foto: Reprodução/Fleury)

    O Fleury ( FLRY3 ) apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, superando as expectativas do mercado em receita, Ebitda e lucro líquido, impulsionado pelo forte desempenho da marca Fleury, crescimento disseminado entre as demais operações e uma robusta geração de caixa. Com isso, os papéis registraram a maior alta do Ibovespa, com ganhos de 9,73%, a R$ 18,95.

    A companhia registrou receita líquida de R$ 2,32 bilhões entre abril e junho, alta de 14,4% na comparação anual, enquanto o Ebitda alcançou R$ 613 milhões, avanço de 15,2%. O lucro líquido somou R$ 222 milhões, crescimento de 45,7% em relação ao mesmo período de 2025.

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    Os números vieram acima das projeções de diversos bancos. O Morgan Stanley destacou que o Ebitda ficou 4% acima de suas estimativas e 6% acima do consenso de mercado, enquanto o lucro líquido superou em 14% sua projeção e ficou 26% acima do consenso.

    Na avaliação do Itaú BBA, o grupo entregou mais um trimestre “muito forte”, com destaque para o crescimento de receita acima do esperado e manutenção da disciplina operacional. O banco considera que o ritmo atual de crescimento pode levar a revisões positivas de estimativas pelo mercado. Já a XP afirmou que os resultados reforçam a qualidade da execução operacional da companhia e devem sustentar uma reação favorável das ações.

    Marca Fleury segue liderando crescimento

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    O principal destaque do trimestre foi novamente a marca Fleury, voltada ao segmento premium.

    Segundo a companhia, a receita da marca avançou cerca de 12% na comparação anual, mantendo o forte ritmo observado ao longo dos últimos trimestres. Para o Goldman Sachs, o desempenho sugere ganhos contínuos de participação de mercado mesmo em um segmento que já possui elevada penetração.

    O crescimento foi disseminado em praticamente todas as operações. As marcas de São Paulo, excluindo Fleury, cresceram 27,7%, ou 12,9% em termos orgânicos, enquanto Minas Gerais avançou 19,2%, equivalente a 14,3% organicamente. As marcas regionais registraram expansão de 10,2%.

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    Outro destaque veio da New Links, braço de oncologia e especialidades. A unidade cresceu cerca de 16%, impulsionada principalmente por infusões de medicamentos não oncológicos. A XP destacou que o negócio começa a mostrar sinais de aceleração mais sustentável após um período marcado por forte volatilidade.

    No segmento B2B, a receita avançou 12,2%, beneficiada por ganhos de participação junto a laboratórios parceiros e pelo aumento da demanda hospitalar durante o surto de influenza registrado no trimestre.

    Apesar do forte crescimento da receita, o Fleury conseguiu preservar sua rentabilidade.

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    A margem Ebitda ficou em 26,5%, expansão de cerca de 20 pontos-base na comparação anual. Segundo os relatórios, a melhora foi sustentada principalmente pela diluição de custos fixos, ganhos de escala e redução da participação das despesas com pessoal e serviços médicos na receita.

    O Morgan Stanley observou que a expansão da margem foi relativamente modesta, mas relevante diante do forte crescimento operacional. Já o Goldman Sachs ressaltou que o indicador continuou pressionado pelo processo de integração das aquisições recentes e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

    A XP também destacou uma redução de aproximadamente 110 pontos-base das despesas com pessoal e serviços médicos, evidenciando a captura de ganhos operacionais.

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    Se o desempenho operacional já foi considerado forte, os resultados abaixo da linha do Ebitda ampliaram a surpresa positiva.

    A XP destacou que a depreciação e amortização ficaram abaixo das expectativas, enquanto a alíquota efetiva de imposto atingiu 22%, beneficiada por créditos tributários reconhecidos ao longo do trimestre. Esses fatores contribuíram para que o lucro líquido ficasse 15% acima de suas projeções.

    O JPMorgan também ressaltou que menores despesas financeiras e despesas de depreciação inferiores ao esperado ampliaram o ganho observado no lucro por ação.

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    A geração de caixa chamou atenção dos analistas. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 696 milhões, alta de 42,9% na comparação anual, enquanto o fluxo de caixa livre chegou a R$ 771 milhões, beneficiado por menores investimentos em tecnologia e digital. A alavancagem encerrou o trimestre em confortáveis 1,1 vez dívida líquida/Ebitda.

    Segundo a XP, a companhia gerou R$ 430 milhões em caixa no trimestre, equivalente a um yield de fluxo de caixa livre de aproximadamente 4,5%.

    Além dos resultados, o Fleury anunciou a distribuição de R$ 217,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a cerca de R$ 0,40 por ação.

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    O Morgan Stanley calcula que o pagamento corresponde a um rendimento bruto de aproximadamente 2,33%, reforçando o retorno aos acionistas em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas. O banco interpreta a distribuição como um sinal de confiança da administração na capacidade de geração de caixa da companhia.

    Analistas seguem divididos sobre potencial das ações

    Embora haja consenso sobre a força do trimestre, as avaliações sobre o potencial das ações divergem.

    O Itaú BBA mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 19 para o fim de 2026, argumentando que o forte momento operacional ainda pode levar a revisões positivas das estimativas do mercado.

    Já a XP segue neutra. A corretora avalia que boa parte da melhora operacional já está refletida nas ações, que acumulam valorização de cerca de 15% no ano. Além disso, vê comparações mais difíceis para o segundo semestre, especialmente após a forte base de crescimento registrada em 2025 e a consolidação da aquisição da Femme.

    Morgan Stanley e JPMorgan compartilham visão mais cautelosa sobre valuation. Apesar de classificarem o balanço como excelente, ambos destacam que os papéis já negociam próximos de 12 vezes o lucro projetado, limitando o espaço para uma reprecificação significativa das ações, mesmo diante da execução operacional considerada de primeira linha.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/fleury-flry3-acao-dispara-mais-de-10-apos-resultados-do-2t-o-que-animou-tanto/.

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