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    Flávio silencia sobre R$ 61 milhões e desvia foco para Lulinha

    Senador ignora cobrança por promessa de esclarecer doação milionária de Daniel Vorcaro, enquanto inquérito contra filho de Lula permanecerá

    Metrópoles
    21 de agosto de 2026 às 07:30
    Flávio silencia sobre R$ 61 milhões e desvia foco para Lulinha
    Foto: Metrópoles

    Não perguntem a Flávio Bolsonaro sobre quando ele dará as explicações prometidas sobre onde foram parar os 61 milhões de reais doados, a seu pedido, por Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, para o financiamento do filme de exaltação ao seu pai. Também não perguntem sobre a data de estreia do filme, a princípio marcada para o próximo dia 11 de setembro. A data foi adiada. Coincidiria com a passagem de mais um aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, mas não foi por isso.

    Está prestes a completar 100 dias a promessa feita por Flávio de explicar, num prazo de 30 dias, o destino dado ao dinheiro. Ontem, em São Paulo, perguntado a respeito, ele respondeu que o assunto “é página virada” e sugeriu aos jornalistas que fossem indagar a Lula sobre a ligação do seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger, suspeita de tentar fazer negócios espúrios com o governo.

    Curioso é que até aqui não se comprovou o fechamento de qualquer negócio investigado pela Polícia Federal (PF). Por sinal, a Procuradoria-Geral da República, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a atuação da lobista Roberta e de Lulinha para favorecer os interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, não resultou em fechamento de negócios com o poder público.

    “Embora tenham sido identificados pagamentos feitos por Camilo Antunes a Roberta Luchsinger, a representação [da PF] não menciona a conclusão de nenhum negócio entre o empresário e o Poder Público, que pudesse sugerir o efetivo atendimento às pretensões que o grupo se propôs a agenciar”, afirma o texto da PGR.

    Se dependesse da Procuradoria, a quem cabe oferecer denúncia, o inquérito aberto pela PF deveria ser enviado à primeira instância da Justiça, uma vez que não há ninguém com foro privilegiado envolvido no caso. Isso não justifica sua permanência no STF sob a relatoria do ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça, nomeado para o tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Mas imagine só se Mendonça concordará com isso. Nem morto. Nas mãos dele está o inquérito e ali ficará até quando o ministro quiser. As eleições ocorrerão à sombra de um inquérito que corre sob segredo de Justiça. Nem os advogados dos suspeitos podem acessá-lo.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat/flavio-silencia-sobre-r-61-milhoes-e-desvia-foco-para-lulinha.

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