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    Flávio sai na frente no Datafolha e nas alianças

    Talvez com a exceção de um ou outro petista mais iludido, a ninguém surpreendeu a primeira pesquisa do instituto Datafolha divulgada após a definição do segundo turno da eleição presidencial no Brasil. Leia mais (10/09/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    10 de outubro de 2026 às 01:00
    Flávio sai na frente no Datafolha e nas alianças
    À esquerda, homem de cabelo curto e escuro, vestindo camisa branca, fala ao microfone contra fundo azul. À direita, homem de barba branca, usando chapéu bege e camisa vermelha, fala ao microfone com fundo verde. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à Presidência - Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República · Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República
    Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à Presidência - Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República · Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Talvez com a exceção de um ou outro petista mais iludido, a ninguém surpreendeu a primeira pesquisa do instituto Datafolha divulgada após a definição do segundo turno da eleição presidencial no Brasil.

    De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro ( PL ) mantém a vantagem conquistada nas urnas no dia 4 e acumula 52% das intenções de votos válidos , contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).

    Quando se computam as preferências totais, Flávio tem 49%, e Lula, 45%, com 1% de eleitores indecisos e outros 5% que declaram voto em branco ou nulo. Do ponto de vista do petista, que está atrás na disputa, há pouco espaço para crescer sem converter apoiadores de seu adversário.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A possível vitória de Flávio, assim, já vem sendo precificada em diversos setores, para usar um jargão do mercado. Desde segunda-feira (5), a Bolsa sobe e o dólar cai, na medida em que investidores se animam com a hipótese de o senador conduzir um governo mais preocupado com o controle da dívida pública brasileira.

    Na arena política, a perspectiva de poder exerce sua natural força de atração. Menos de 24 horas depois de confirmado o segundo turno, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, anunciou uma nada surpreendente adesão ao candidato do PL.

    Com mero 0,27% dos votos, Zema tem pouco capital eleitoral para emprestar, mas ele puxou uma fila na qual entraram outros presidenciáveis frustrados, como Ronaldo Caiado ( PSD ), ex-governador de Goiás que registrou 2,18% dos votos, e o escritor Augusto Cury ( Avante ), com 2,89%.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As alianças de Flávio não pararam por aí. Entre outras movimentações em torno da órbita bolsonarista, o Republicanos oficializou um apoio escorado nas vitórias para o governo dos dois maiores colégios eleitorais do país: Tarcísio de Freitas ( São Paulo ) e Cleitinho (Minas Gerais).

    Lula, agora sem o apelo gravitacional, fez pouco mais do que reclamar de uma campanha que, na sua visão, ficou aquém de suas possibilidades e se revelou a mais desorganizada desde 1989.

    Ainda que ele possa estar certo nesse ponto, teria mais razão se reclamasse do próprio governo, considerado ruim ou péssimo por 40% dos eleitores e avaliado como ótimo ou bom por 35%.

    Diante desse quadro, não surpreende que sua rejeição seja numericamente maior que a de Flávio (46% a 43%), nem que 1 a cada 4 eleitores do senador diga que escolhe o bolsonarista apenas para derrotar Lula . A campanha petista ainda torce por uma virada como a que se deu em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) saiu atrás de Aécio Neves ( PSDB ) no primeiro Datafolha do segundo turno e venceu.

    Pode-se imaginar que o PT tentará variadas estratégias para reverter a situação desfavorável, mas, do ponto de vista do eleitor, o que importa é aproveitar o segundo turno para finalmente ver um confronto franco entre as propostas de Flávio e Lula.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/flavio-sai-na-frente-no-datafolha-e-nas-aliancas.shtml.

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    Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à Presidência - Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República · Tita Barros e Ricardo Stuckert/Reuters e Presidência da República — Foto: Folha de S.Paulo

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