Brasil

    Flávio pede prisão de funcionário do Planalto por repostagens sobre Nossa Senhora

    Notícia-crime acusa coordenador da Presidência de difundir desinformação

    UOL
    27 de setembro de 2026 às 01:00
    Flávio pede prisão de funcionário do Planalto por repostagens sobre Nossa Senhora
    Homem sorridente veste camisa amarela da seleção brasileira com emblemas e números de campanha política. Fundo desfocado com vegetação. — Foto: UOL

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    A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu a prisão preventiva de um funcionário do Palácio do Planalto, a quem acusa de difundir desinformação sobre o episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida . Também solicitou um mandado de busca e apreensão contra ele.

    Flávio Bolsonaro durante motociata com apoiadores em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro - Douglas Shineidr/AFP · Douglas Shineidr/AFP
    Flávio Bolsonaro durante motociata com apoiadores em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro - Douglas Shineidr/AFP · Douglas Shineidr/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Planalto afirmou, em nota, que o candidato distorce os fatos e que a manifestação do funcionário ocorreu em caráter estritamente pessoal.

    Os pedidos foram feitos em uma notícia-crime que a defesa de Flávio apresentou ao Ministério Público Eleitoral. O documento cita repostagens feitas no X pelo coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência, George Marques. "Repostar é divulgar", afirmam os advogados.

    Em uma delas, às 8h31 de sexta-feira (25), Marques republicou a mensagem de outro usuário da rede social. Segundo a campanha, o conteúdo dizia "Parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. [...] Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte".

    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026
    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    De acordo com o documento, Marques continuou a repostar mensagens com o mesmo teor, entre elas uma que dizia que a I greja Católica estava sendo perseguida no Brasil por Flávio.

    O tema da padroeira se espalhou pelas redes sociais ao longo de quinta-feira (24). Flávio foi às redes sociais para negar que apoiaria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

    Na notícia-crime, a defesa pede a abertura de procedimento investigatório ou de inquérito policial para apurar crimes previstos no Código Eleitoral e no Código Penal. No primeiro caso, a divulgação de fatos sabidamente inverídicos durante a propaganda ou a campanha eleitoral. No segundo, incitação ao crime e associação criminosa.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo o documento, o mandado de busca e apreensão tem o objetivo de apreender o computador e o celular de Marques, além de outros aparelhos eletrônicos que possam conter provas da materialidade do delito.

    A campanha pede, em caráter liminar, a prisão preventiva do coordenador. Como alternativa, requer que a Justiça Eleitoral imponha medidas cautelares, como a suspensão do exercício da função pública e a proibição de uso de redes sociais. Solicita ainda que Marques seja impedido de divulgar o assunto por qualquer meio.

    "Quando a mentira atinge o governo, a Secom desmente. Quando atinge o adversário, seu coordenador de estratégia não somente recomenda não propagar a retratação, mas incita os seus seguidores a compartilharem ainda mais a mentira", afirma a campanha.

    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília
    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em nota, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) afirmou que as alegações de Flávio não procedem. "Causa especial estranheza e indignação o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro", diz o texto.

    Segundo a secretaria, ao atribuir ao governo federal a responsabilidade por uma republicação feita por Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em perfil particular, fora do horário de expediente e com equipamento próprio.

    A Secom disse ainda que o governo tem compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros. Manifestou também "repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/flavio-pede-prisao-de-funcionario-do-planalto-por-repostagens-sobre-nossa-senhora.shtml.

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    Flávio Bolsonaro durante motociata com apoiadores em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro - Douglas Shineidr/AFP · Douglas Shineidr/AFP — Foto: UOL

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