Flávio pede ao TSE remoção de 221 posts de perfis pró-Lula por fake news
Candidato também pede suspensão de 32 perfis pró-Lula e a cassação do registro ou do diploma da chapa Lula-Alckmin, com inelegibilidade por oito anos

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a remoção de 221 publicações de blogueiros e perfis políticos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram . O pedido alega que os perfis integram uma rede de disseminação de desinformação eleitoral .
A equipe de Flávio solicita ainda a suspensão temporária de 32 contas pró-Lula, também sob a alegação de fake news . A suspensão se estenderia até 26 de outubro, um dia após o segundo turno.
A ação também pede a cassação do registro ou do diploma da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), além da declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos.

Protocolado em 8 de outubro, o documento acusa a chapa Lula-Alckmin de se beneficiar do uso indevido dos meios de comunicação por meio da divulgação coordenada de conteúdos falsos ou descontextualizados .
Segundo o levantamento, foram coletadas 2.856 publicações de 146 perfis entre 5 e 7 de outubro. Desse total, 74% teriam sido feitas em coautoria (collabs).
A partir da análise de todos os posts feitos entre 5 e 7 de outubro, a petição aponta um núcleo de 218 publicações: 24 classificadas como falsas e 194 como descontextualizadas sem confirmação .

Outras três publicações, datadas de 2 de outubro, também são incluídas no pedido de remoção: uma classificada como falsa e duas como descontextualizadas sem confirmação. Somadas, as publicações mencionadas chegam a 221 , todas com pedido de remoção.
Um dos principais argumentos da petição envolve justamente as chamadas collabs , ferramenta do Instagram que permite publicar um conteúdo em coautoria com outros perfis. Nesse formato, a publicação aparece nos perfis de todos os participantes, alcança os seguidores de cada um e reúne as interações em um mesmo conteúdo.
Segundo a petição, um exemplo de post de desinformação se dá logo após o comício de Flávio Bolsonaro em Goiânia, na noite de 6 de outubro. Ele disse que pretende usar a maioria no Congresso para alterar a Constituição. Às 19h24, um perfil recortou o vídeo e escreveu que ele estava “dizendo que vai dar um golpe no país”.

A publicação saiu assinada por seis perfis e alcançou 1,8 milhão de visualizações. Nove minutos depois, outro perfil publicou legenda quase idêntica, com outras cinco coautorias. Até a manhã seguinte, diz o documento, 39 publicações assinadas por 94 perfis haviam transformado a fala em “golpe” e “ditadura”. Em uma das versões, o texto dizia que “vai ser a última vez que você aperta qualquer outro número”.
A reportagem enviou um pedido de posicionamento à campanha de Lula sobre o pedido realizado por Flávio Bolsonaro. Até a publicação deste texto, não houve retorno. O espaço segue aberto.
A ação está sob relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva . Caso conceda a liminar, o ministro poderá determinar as medidas que considerar cabíveis, nos limites da legislação e do que estiver demonstrado no processo.

Na sequência, os investigados deverão ter oportunidade de apresentar defesa. A ação poderá avançar com a produção de provas e a manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral). O julgamento do mérito cabe ao plenário do TSE.
A eventual suspensão de perfis ou remoção de publicações não significa, por si só, que as acusações contra Lula e Alckmin tenham sido reconhecidas como verdadeiras. Da mesma forma, o pedido de cassação e de inelegibilidade só poderá resultar nessas sanções se houver decisão judicial favorável à ação, após a análise dos fatos e das responsabilidades atribuídas aos envolvidos.
Kassio reúne campanhas de Flávio e Lula após decisões conflitantes no TSE | CNN NOVO DIA




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-pede-ao-tse-remocao-de-221-posts-de-perfis-pro-lula-por-fake-news/.

Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) • Reprodução/YouTube · • Reprodução/YouTube — Foto: CNN Brasil
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