Flávio pede ao TSE cassação de Lula por rede de desinformação
Petição diz que 218 posts falsos ou sem contexto tiveram 11,6 mi de visualizações em 62h e beneficiaram a chapa do presidente

Petição diz que 218 posts falsos ou sem contexto tiveram 11,6 mi de visualizações em 62h e beneficiaram a chapa do presidente
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na 4ª feira (7.out.2026), a cassação do registro de candidatura ou do diploma eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição.
Em AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), Flávio afirma que a chapa se beneficiou de 218 publicações falsas ou descontextualizadas divulgadas por uma rede de perfis no Instagram nas 62 horas após o 1º turno. Leia a íntegra da ação (PDF – 7 MB).

O pedido tem como fundamento o uso indevido dos meios de comunicação social. Segundo a ação, os perfis usaram a ferramenta de coautoria ( collab ) do Instagram para ampliar a circulação das publicações.
A ação pede tutela de urgência, antes da manifestação dos investigados, para:
No julgamento do mérito, a ação pede a inelegibilidade por 8 anos dos candidatos e dos responsáveis pelos perfis. Também solicita o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possíveis crimes eleitorais.

O processo é identificado pelo número 0602742-32.2026.6.00.0000 e tramita na Corregedoria-Geral Eleitoral. A petição é assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro.
Segundo a petição, o levantamento abrange o período da meia-noite de 5 de outubro às 14h28 de 7 de outubro, cerca de 62 horas após o 1º turno. Os dados apresentados são:
A ação afirma que 74% das publicações da rede e 80% das publicações do núcleo de desinformação foram feitas em collab , com até 6 perfis assinando a mesma postagem.
A ação cita a AIJE 0601522-38, ajuizada em 2022 pela coligação de Lula contra o chamado “ecossistema de desinformação”. Os autores defendem que a Justiça Eleitoral aplique em 2026 os mesmos critérios adotados naquele caso.
A campanha de Flávio afirma ter ajuizado 244 ações individuais no TSE até 5 de outubro, das quais 47 tratavam de collabs . Segundo a petição, o procedimento de remoção de uma URL por vez não impede a replicação de conteúdos em rede.
A petição também cita a margem do 1º turno: 1,87 ponto percentual entre os 2 primeiros colocados, que receberam 47,03% e 45,16% dos votos válidos.
A defesa argumenta que, diante de uma diferença estreita, uma ação coordenada capaz de influenciar uma pequena parcela do eleitorado poderia alterar o resultado.
Segundo a petição, os conteúdos tinham como público-alvo aposentados, beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), trabalhadores submetidos à escala 6×1, mulheres e os 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no 1º turno.
A margem de votos também fundamenta o pedido de liminar. Como faltavam 18 dias para o 2º turno na data indicada no protocolo, os autores argumentam que os efeitos das 11,6 milhões de visualizações em 62 horas não poderiam ser revertidos depois da apuração.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/flavio-pede-ao-tse-cassacao-de-lula-por-rede-de-desinformacao/.

O pedido baseia-se no que se entende como uso indevido dos meios de comunicação social; na imagem, Flávio Bolsonaro — Foto: Poder360
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