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    Flávio Bolsonaro sugere que Brasil sob seu governo fará parte do Escudo das Américas

    O senador Flávio Bolsonaro ( PL ) afirmou em conversa com o presidente da Colômbia , Abelardo de la Espriella , que vai incluir o Brasil no Escudo das Américas , iniciativa de cooperação de segurança liderada por Donald Trump com aliados na América Latina. Leia mais (10/07/2026 - 16h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 19:00
    Flávio Bolsonaro sugere que Brasil sob seu governo fará parte do Escudo das Américas
    Nove homens em trajes formais posam em fila diante de um painel com o texto 'Shield of the Americas Doral 2026'. Bandeiras nacionais estão alinhadas ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O senador Flávio Bolsonaro ( PL ) afirmou em conversa com o presidente da Colômbia , Abelardo de la Espriella , que vai incluir o Brasil no Escudo das Américas , iniciativa de cooperação de segurança liderada por Donald Trump com aliados na América Latina.

    O presidente Donald Trump (centro) e aliados da América Latina em cúpula do Escudo das Américas em Miami, em março - Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters · Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters
    O presidente Donald Trump (centro) e aliados da América Latina em cúpula do Escudo das Américas em Miami, em março - Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters · Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O perfil do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou o material nesta quarta-feira (7), três dias após Flávio ir ao segundo turno à frente de Lula ( PT ). O senador diz "se Deus quiser, teremos maioria no Congresso brasileiro", o que sugere que a reunião foi realizada antes do pleito.

    "Eu vou com muita vontade e muita honra querer fazer parte também do Escudo das Américas, para fazer uma cooperação com a Colômbia e com os demais países que queiram se unir para combater essas facções narcoterroristas", afirmou Flávio.

    "[Traficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor [Espriella] para termos esse intercâmbio de informações: quando um criminoso da Colômbia estiver no Brasil será um grande prazer para mim como Presidente da República prendê-lo e entregá-lo ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros", disse ao colombiano.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Aliados próximos de Flávio, como seu irmão Eduardo, próximo do governo Trump, já tratam a proposta como certa. O comentarista político e aliado bolsonarista Paulo Figueiredo afirma que, em uma eventual vitória de Flávio, o país passaria a integrar o grupo e que a adesão já estaria "encaminhada".

    Demais participantes também já teriam expressado desejo de ter o Brasil no grupo. "Tudo deve acontecer bem depressa, com os detalhes ajustados durante a transição", diz Figueiredo.

    Procurado para comentar o possível ingresso do Brasil na iniciativa, o Departamento de Estado americano não respondeu.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A campanha de Flávio também confirma a intenção de integrar a iniciativa, lançada pela gestão Trump e da qual o Brasil ficou de fora durante o governo Lula. A avaliação entre aliados do candidato é que a participação no grupo seria importante para sua estratégia de enfrentamento ao crime organizado.

    Flávio pretende declarar guerra ao Comando Vermelho (CV) e ao PCC caso chegue à Presidência e avalia que, para isso, o Brasil precisaria ampliar a cooperação com países da região, sobretudo em ações coordenadas nas fronteiras. O Escudo das Américas serviria, então, como uma plataforma de colaboração entre governos no combate às facções criminosas.

    A segurança pública se tornou um dos principais temas da corrida eleitoral, com diferenças entre os candidatos sobre a estratégia para enfrentar o crime organizado.

    Em maio, Flávio esteve em Washington, onde se reuniu com Trump e integrantes de sua administração e defendeu que os EUA classificassem PCC e CV como organizações terroristas. Na capital americana, o senador teve acesso à cúpula do governo ao lado de Eduardo e Figueiredo, que nos últimos anos atuaram junto a autoridades americanas em defesa da aplicação de sanções contra integrantes do governo Lula e do Judiciário brasileiro.

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    Poucos dias depois da passagem de Flávio pelos EUA, o governo americano anunciou a designação das duas facções como terroristas.

    Às margens da Assembleia Geral da ONU, em setembro, o grupo de países do continente que fazem parte do Escudo das Américas se reuniu com Trump em Nova York e assinou uma nota conjunta em que se compromete a declarar grupos criminosos, incluindo os brasileiros PCC e CV, como terroristas.

    Os países que assinam a declaração são Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O Brasil foi pego de surpresa pelo comunicado.

    Em seu discurso durante a reunião em Nova York, o republicano fez clara menção ao fato de que os participantes do Escudo das Américas são seus aliados e se beneficiaram eleitoralmente de seu apoio.

    "Apoiei alguns de vocês, e conquistamos grandes vitórias eleitorais" disse ele. "Acho que meu placar é de nove vitórias em nove disputas: todos que apoiei venceram. Estamos vencendo muito. Estou com vocês até o fim e farei tudo o que estiver ao meu alcance."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/flavio-bolsonaro-sugere-que-brasil-sob-seu-governo-fara-parte-do-escudo-das-americas.shtml.

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    O presidente Donald Trump (centro) e aliados da América Latina em cúpula do Escudo das Américas em Miami, em março - Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters · Kevin Lamarque - 7.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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