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    Flávio Bolsonaro propõe quarentena para ministros indicados ao STF

    Plano de governo do candidato do PL define intervalo de um ano entre passagem por ministério e indicação ao Supremo, limita decisões individuais da Corte e defende mudanças no foro de parlamentares

    CNN Brasil
    13 de agosto de 2026 às 20:57
    Flávio Bolsonaro propõe quarentena para ministros indicados ao STF
    Foto: CNN Brasil

    No plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro , propõe instituir uma quarentena para indicados ao STF (Supremo Tribunal Federal) .

    Para ele, os ministros de Estado precisam deixar o cargo pelo menos um ano antes de poderem ser indicados para uma vaga na Corte.

    A medida integra um conjunto de propostas de reforma do Judiciário apresentado no programa “Para o Brasil vencer o atraso - Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030” .

    O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) • ESTADÃO CONTEÚDO · • ESTADÃO CONTEÚDO
    O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) • ESTADÃO CONTEÚDO · • ESTADÃO CONTEÚDO — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O documento dedica um capítulo ao que chama de “Brasil que cumpre a Constituição” e sustenta que mudanças são necessárias para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.

    A quarentena de um ano aparece entre as alterações sugeridas para o STF. O texto não detalha, no entanto, como a regra seria implementada nem se o impedimento alcançaria ex-ministros que tenham deixado o governo antes da eventual aprovação da mudança.

    O programa também defende a limitação das decisões monocráticas — tomadas individualmente pelos ministros — e afirma que devem ser privilegiadas as decisões colegiadas.

    Flávio ancora plano de governo em ações da gestão Bolsonaro
    Flávio ancora plano de governo em ações da gestão Bolsonaro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo a proposta, haveria ainda uma presunção de constitucionalidade do processo legislativo, sob o argumento de impedir que a decisão de um integrante do Supremo se sobreponha ao trabalho do Congresso.

    Outra mudança prevista é o fim das competências criminais originárias do STF. Pelo desenho apresentado pela candidatura, parlamentares passariam a ser julgados em instâncias inferiores, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou os TRFs (Tribunais Regionais Federais).

    O plano argumenta que a alteração permitiria aos congressistas exercer os mandatos “com mais altivez”, sem representar, segundo o documento, uma contrapartida de impunidade.

    Missão diz que foi "vítima de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro"
    Missão diz que foi "vítima de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro" — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O programa propõe ainda revisar o alcance das ADPFs (Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental) e quem pode apresentar ADPFs, ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) e ADCs (Ações Declaratórias de Constitucionalidade).

    As mudanças sugeridas alcançam também a atuação de familiares de integrantes do Judiciário. Flávio propõe impedir que parentes de magistrados até o terceiro grau, assim como os respectivos escritórios de advocacia, atuem no tribunal em que o juiz ou ministro exerce suas funções.

    O plano prevê ainda ampliar a participação da sociedade civil no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), além de redefinir as competências dos dois órgãos para limitar o que o documento classifica como atuação de “natureza legislativa”.

    TSE adia reunião que debateria limites para uso de IA nas eleições
    TSE adia reunião que debateria limites para uso de IA nas eleições — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na justificativa para a reforma, o programa afirma que o STF acumulou ao longo dos anos um conjunto de funções que, na avaliação da candidatura, não encontra paralelo em Cortes Constitucionais de outros países.

    O documento atribui a esse modelo insegurança jurídica, instabilidade democrática e desequilíbrio entre as decisões dos representantes eleitos e a revisão dessas decisões pelo Judiciário.

    A candidatura afirma que as propostas não teriam como objetivo enfraquecer o Poder Judiciário, mas, segundo o texto, devolver a instituição ao que considera seu “lugar constitucional”.

    Flávio ancora plano de governo em ações da gestão Bolsonaro
    Flávio ancora plano de governo em ações da gestão Bolsonaro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No mesmo capítulo, Flávio também inclui uma reforma política e defende o fim da reeleição para presidente da República. O programa classifica a mudança como prioridade e afirma que o atual sistema político precisa aumentar a proximidade entre eleitores e eleitos e reforçar a identidade programática dos partidos.

    O documento cita uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) já apresentada no Senado por Flávio Bolsonaro para acabar com a possibilidade de reeleição à Presidência.

    Missão diz que foi
    Missão diz que foi — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    TSE adia reunião que debateria limites para uso de IA nas eleições
    TSE adia reunião que debateria limites para uso de IA nas eleições — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-bolsonaro-propoe-quarentena-para-ministros-indicados-ao-stf/.

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