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    Flávio Bolsonaro procura União-PP, que avalia apoio no 2º turno com garantia para Alcolumbre no Senado

    Candidato do PL voltou a ser visto como favorito por ala do centrão diante da crise do STF

    UOL
    24 de setembro de 2026 às 08:00
    Flávio Bolsonaro procura União-PP, que avalia apoio no 2º turno com garantia para Alcolumbre no Senado
    Dois homens de terno conversam frente a frente em ambiente interno com paredes de vidro ao fundo. Um deles gesticula com a mão direita apontando para o outro, que usa óculos e gravata azul. — Foto: UOL

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    O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) procurou nesta semana os presidentes do PP , o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e do União Brasil , Antônio Rueda, para pedir o apoio dos partidos em um eventual segundo turno.

    Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado - Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado · Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado
    Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado - Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado · Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os partidos, que juntos formam uma federação, avaliam a aliança, mas querem atrelar um apoio a um espaço num eventual governo bolsonarista e à permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado.

    Flávio Bolsonaro chegou perto de fechar uma aliança com o PP e União Brasil no primeiro turno, mas não conseguiu por falhas na sua articulação, pela explosão do caso "Dark Horse" e por uma pressão do governo Lula pela neutralidade das legendas. Como estão federados, os partidos funcionam como um só e precisam tomar uma decisão conjunta sobre um apoio formal.

    Desta vez, ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, Ciro Nogueira está propenso a apoiar Flávio numa segunda fase da disputa. De acordo com aliados, o senador se irritou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , que foi ao Piauí e o chamou indiretamente de "vira-lata", apoiando adversários do PP na corrida pelo Senado.

    Reunião de instalação da Federação União Brasil/Progressistas, comandada pelos presidentes das duas siglas, Antônio Rueda (D), do União Brasil, e Ciro Nogueira (E), do Progressistas, em Brasília - Pedro Ladeira - 19.ago.25/Folhapress · Pedr
    Reunião de instalação da Federação União Brasil/Progressistas, comandada pelos presidentes das duas siglas, Antônio Rueda (D), do União Brasil, e Ciro Nogueira (E), do Progressistas, em Brasília - Pedro Ladeira - 19.ago.25/Folhapress · Pedr — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Como mostrou a Folha , Nogueira tinha uma espécie de pacto de não agressão com Lula . Mesmo aliado ao bolsonarismo, após ser ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o presidente do PP precisa angariar votos lulistas para se reeleger senador pelo Piauí, que na última eleição deu 74,25% ao petista no primeiro turno.

    O pacto de não agressão previa que Lula não atacasse Ciro Nogueira diretamente e concentrasse apoio apenas em Marcelo Castro (MDB), deixando de lado Júlio César (PSD) na eleição ao Senado. O presidente do PP, então, deixaria o partido neutro na eleição presidencial.

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    Dois homens estão se cumprimentando com um aperto de mão, sorrindo um para o outro. Eles estão vestidos formalmente, um em um terno escuro e o outro em um terno claro. O fundo é azul com texto visível que diz 'Programa'.
    Dois homens estão se cumprimentando com um aperto de mão, sorrindo um para o outro. Eles estão vestidos formalmente, um em um terno escuro e o outro em um terno claro. O fundo é azul com texto visível que diz 'Programa'. — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Agora, diante da postura de Lula a favor de Júlio César e contra Ciro, o PP não teria mais compromisso com a neutralidade. Enquanto isso, segundo aliados, Flávio Bolsonaro cortejou Nogueira garantindo que não iria ao Piauí antes do primeiro turno para não expor ao eleitorado do estado, majoritariamente lulista, a relação entre os dois.

    Além da sobrevivência eleitoral de Nogueira, pesa para a reaproximação a perspectiva de vitória bolsonarista em dois Poderes. Na corrida pela Presidência, lideranças do centrão voltaram a apontar favoritismo de Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula.

    A ala majoritária do centrão avalia que o escândalo do Banco Master prejudica pouco Flávio Bolsonaro diante da crise envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes . A campanha bolsonarista tem colado a imagem do magistrado no presidente Lula, que passou a enfrentar dificuldades nas últimas pesquisas de intenção de voto.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A federação também é cética quanto ao impacto eleitoral do pacote de bondades preparado por Lula, por acreditar que ele foi lançado muito próximo do primeiro turno. O presidente anunciou no dia 17 de setembro um reajuste do Bolsa Família , e antes assinou medidas para conter o preço dos combustíveis .

    Apesar do interesse inicial da federação União Progressista em apoiar Flávio, dirigentes do grupo pregam cautela. Primeiro, querem ter em mãos o resultado do primeiro turno para comprovar ou não o favoritismo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo, União e PP também querem ter em mãos o número da bancada eleita no Congresso. O principal interesse do União Brasil é preservar Davi Alcolumbre no comando do Senado, a despeito do plano bolsonarista de assumir o controle da Casa.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O PL acredita que conseguirá uma maioria capaz de eleger um presidente do Senado alinhado à pauta do impeachment de ministros do STF. Já Alcolumbre deve contar com o apoio do governo Lula (PT) e do centrão para continuar no cargo a partir do ano que vem. Ele é contra dar sequência ao afastamento dos magistrados.

    Dessa forma, a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, pode ser um dos entraves para um apoio a Flávio Bolsonaro. Uma reunião entre os presidentes da federação União-PP está marcada para o dia 6 de outubro, em Brasília, com a bancada eleita pela federação. Uma decisão sobre o posicionamento nacional da legenda deve sair desse encontro.

    Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio Bolsonaro, os demais partidos do centrão jogam parados. No Republicanos, lideranças avaliam a eleição como aberta e trabalham para manter sua distância da disputa presidencial.

    Já no PSD a situação é imprevisível. Como mostrou a Folha , aliados do presidente Lula querem garantir a neutralidade do partido. Mas a tendência do candidato da legenda à Presidência, Ronaldo Caiado, é apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno.

    Já o presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa presidencial, Gilberto Kassab , tende à neutralidade e deve, no mínimo, encarecer qualquer apoio. Lideranças do Nordeste, com tendência lulista, comandam uma ala importante do PSD.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/flavio-bolsonaro-procura-uniao-pp-que-avalia-apoio-no-2o-turno-com-garantia-para-alcolumbre-no-senado.shtml.

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    Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado - Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado · Andressa Anholete - 10.dez.24/Agência Senado — Foto: UOL

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