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    Flávio Bolsonaro diz que Lula aumenta Bolsa Família por desespero e quer comprar voto dos pobres

    O candidato à Presidência do PL , senador Flávio Bolsonaro , criticou nesta quinta-feira (17) o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo reajuste de 15,04% no Bolsa Família e disse que a medida foi anunciada em um "ato de desespero". Leia mais (09/17/2026 - 19h57)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 22:57
    Flávio Bolsonaro diz que Lula aumenta Bolsa Família por desespero e quer comprar voto dos pobres
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O candidato à Presidência do PL , senador Flávio Bolsonaro , criticou nesta quinta-feira (17) o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo reajuste de 15,04% no Bolsa Família e disse que a medida foi anunciada em um "ato de desespero".

    Flávio Bolsonaro e o candidato dele a vice, Alfredo Gaspar, durante comício em Vitória da Conquista (BA) nesta quinta (17) - Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro · Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro
    Flávio Bolsonaro e o candidato dele a vice, Alfredo Gaspar, durante comício em Vitória da Conquista (BA) nesta quinta (17) - Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro · Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições", disse Flávio durante comício em Vitória da Conquista (BA) .

    "Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo e, faltando 17 dias para eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero porque ele sabe que já perdeu, porque o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro."

    Flávio disse que vai manter o benefício, mas também "abraçar, vamos cuidar, mas vamos estender a mão para fazer muito melhor".

    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026
    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Adotada a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, a medida vai elevar o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família. O novo valor começará a ser pago aos beneficiários do programa em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.

    A medida terá custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo o governo.

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    Na noite desta quinta-feira, durante sua live semanal , Flávio acusou Lula de tentar comprar voto dos pobres com a medida e chamou o ajuste de "merreca". Ele também se comprometeu a manter o ajuste se for eleito.

    "Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara não, Lula? Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês para o pobre? [...] Está dando migalha, está dando miséria para quem tá passando necessidade", disse. "O Lula quer comprar o voto dos pobres com isso. É na cara dura."

    O senador também ironizou o adversário eleitoral, afirmando que a fama de "pai dos pobres acabou", e disse que o reajuste dado ao Bolsa Família no governo do seu pai , Jair Bolsonaro (PL), foi maior.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Apesar de ter prometido manter o Bolsa Família, Flávio afirmou que o objetivo de Lula é "manter o povo na miséria" e que ele quer "libertar as pessoas disso". "Você não merece ficar recebendo essa migalha que o Lula está te oferecendo, não. Você quer deixar de herança para o seu filho, para sua filha, um Bolsa Família? [...] Não, eu quero te oferecer muito mais", completou.

    O ministro André Mendonça , do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou um pedido do deputado bolsonarista Zé Trovão (PL-SC) para barrar o reajuste. O ministro ainda não analisou o mérito da questão na decisão.

    O coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), divulgou uma nota em que diz que o governo dá com uma mão e "tira com as duas". Marinho também afirmou que Lula estaria desesperado com a possibilidade de perder as eleições.

    Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação", disse Marinho. "É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Tira elevando imposto. Tira aumentando juros. Tira causando inflação. Tira forçando endividamento das famílias. Tira criando taxa das blusinhas e depois fingindo que não é o pai. Tira dando subsídios para diesel e fazendo você pagar a conta."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/flavio-bolsonaro-diz-que-governo-lula-aumenta-bolsa-familia-por-desespero.shtml.

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    Flávio Bolsonaro e o candidato dele a vice, Alfredo Gaspar, durante comício em Vitória da Conquista (BA) nesta quinta (17) - Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro · Charles Vieira /Divulgação campanha Flávio Bolsonaro — Foto: Folha de S.Paulo

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