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    Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, concede entrevista à Globo

    Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República Globo/ Manoella Mello O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, concede nesta sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduzem o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. ASSISTA AO VIVO A ENTREVISTA Veja os principais destaques da entrevista com Flávio Bolsonaro: Caso Master Flávio Bolsonaro afirmou que não tem "absolutamente nada de errado" ao ter buscado Daniel Vorcaro, do Banco Master, para patrocinar o filme do pai dele, Jair Bolsonaro, quando questionado sobre valores recebidos d

    G1
    29 de agosto de 2026 às 00:27
    Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, concede entrevista à Globo
    Foto: G1

    Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República — Foto: Globo/ Manoella Mello

    O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro , concede nesta sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduzem o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

    Veja os principais destaques da entrevista com Flávio Bolsonaro:

    Flávio Bolsonaro afirmou que não tem "absolutamente nada de errado" em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para patrocinar o filme do pai dele, Jair Bolsonaro .

    Em maio, foram revelados áudios de Flávio pedindo R$ 61 milhões ao banqueiro para a produção do filme Dark Horse.

    "Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", afirmou o senador.

    O senador afirmou que não buscou recursos públicos para a produção do filme. Questionado sobre a natureza da relação dele com Daniel Vorcaro, a quem enviou uma mensagem dizendo "estarei sempre contigo", Flávio respondeu:

    "A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada", disse Flávio.

    "Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida, né? Era um sonho que tava se realizando ali. Foi uma forma de garantir que esse filme acontecesse."

    Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a falta de detalhes a respeito da origem e do destino dos recursos e do contrato com Daniel Vorcaro para o patrocínio do filme 'Dark Horse. Ele afirmou que o dinheiro foi integralmente usado na produção e que a produtora apresentou uma prestação de contas antes do prazo de 30 dias estabelecido por ele.

    “Eu falei: ‘Quero, em 30 dias, que a produtora apresente uma prestação de contas’. E, antes desse prazo, a prestação de contas foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo”, disse.

    Segundo reportagem do g1 , no entanto, o perito contratado pela produtora afirmou que não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferências, nomes de financiadores nem o caminho percorrido por R$ 75 milhões.

    Questionado sobre a ausência dessas informações, Flávio afirmou que o filme “não tem um centavo de dinheiro público” e que a produção custou mais do que o valor obtido por meio do patrocínio.

    O candidato não tornou públicas as planilhas de custos nem o contrato do filme, apesar de ter sido questionado diversas vezes sobre esses documentos.

    Questionado se considerava adequado ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já havia sido preso e estava de tornozeleira eletrônica, Flávio não respondeu diretamente.

    O candidato afirmou que sua relação com Vorcaro era privada, negou ter oferecido qualquer favorecimento e direcionou as críticas ao presidente Lula .

    “O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Então fica a pergunta aqui: quem deve explicações é o Lula”, afirmou.

    Flávio disse ainda que a relação com Vorcaro “não teve absolutamente nenhuma contrapartida” de sua parte para favorecê-lo.

    Questionado sobre quais as garantias pode apresentar ao eleitor de que seu grupo político não tentará um golpe de estado, como no 8/1 de 2023, Flávio Bolsonaro afirmou que "uma grande farsa foi armada" para "tirar Bolsonaro da vida pública".

    Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir 27 anos e 3 meses de prisão por cometer sete crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de golpe de estado e tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito.

    "Ele foi julgado pelos seus inimigos", atacou o senador, dizendo que o resultado final já era sabido durante o processo. Flávio atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes em sua resposta.

    "A gente está falando de um relator de um processo que foi ofendido em um aeroporto na Itália e o que ele faz? Abre um processo contra as pessoas que supostamente constrangeram ele como sendo um crime, um atentado contra a democracia", disse.

    Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo

    A entrevista com Flávio Bolsonaro é a quinta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema (Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado (PSD); na quarta (26), Renan Santos (Missão); e na quinta (27), o presidente Lula, que busca a reeleição.

    Reveja como foram as entrevistas de Zema , Caiado , Renan e Lula .

    A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto . A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

    29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)

    Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.

    O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.

    Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação

    Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, empresário e senador pelo Rio de Janeiro. Filho mais velho de Jair Bolsonaro, o “01” entrou na política aos 21 anos , em 2002, quando foi eleito deputado estadual no Rio. Exerceu quatro mandatos na Alerj e, em 2018, chegou ao Senado com mais de 4,3 milhões de votos, tornando-se uma das principais vozes de defesa do governo do pai e da direita. Em 2026, disputa pela primeira vez a Presidência da República pelo PL.

    Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli. — Foto: Globo/ Manoella Mello

    A candidatura foi anunciada em dezembro de 2025, após uma articulação com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e Flávio foi apresentado como o herdeiro político do pai. A escolha, porém, enfrentou resistência entre setores da direita que consideravam Tarcísio de Freitas uma alternativa mais competitiva.

    Inicialmente, apresentou-se como uma versão “mais moderada” do pai, mas endureceu o discurso contra o STF e voltou a repetir informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

    Na trajetória política, Flávio construiu a atuação principalmente em torno da segurança pública e de pautas conservadoras. Em 2014, propôs o programa Escola Sem Partido na Alerj e, em 2016, disputou a Prefeitura do Rio, terminando em quarto lugar.

    Em 2007, fez declarações favoráveis à atuação de policiais que integravam milícias, mas posteriormente afirmou que não defende esses grupos. No Senado, propôs diferenciar o uso dos termos “milícia” e “esquadrão” em um projeto sobre crime organizado.

    A carreira de Flávio também foi marcada pelo caso das “rachadinhas”. Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 2020 sob acusação de comandar um esquema de desvio de salários de funcionários quando era deputado, com suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de imóveis e de uma franquia de chocolates.

    As provas foram posteriormente anuladas por decisões judiciais relacionadas ao foro privilegiado. Durante as investigações, Flávio comprou uma mansão de cerca de R$ 6 milhões em Brasília e afirmou que a aquisição foi legal.

    Em 2026, a campanha ainda enfrentou turbulências relacionadas ao caso “Dark Horse” e a disputas familiares, incluindo um racha com Michelle Bolsonaro, posteriormente seguido por uma trégua.

    Veja as principais propostas de Flávio, registradas no plano de governo entregue ao TSE:

    Classificar facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas e ampliar o rigor no combate ao crime. Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Em crimes como estupro, tráfico, tortura e assassinato, a maioridade passaria para 14 anos. Criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, castração química para estupradores, fim da progressão de regime em casos de feminicídio e aumento da pena para furto de celulares. Criar um sistema voluntário de pontuação para recompensar comportamentos como fazer cursos, manter contas em dia, poupar, conseguir emprego ou formalizar um negócio. Os pontos poderiam ser trocados por juros menores, cashback , crédito facilitado e descontos em serviços. Criação da Central da Mulher e de um aplicativo para atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Transformar o Supremo Tribunal Federal em uma “Corte Constitucional”, limitando decisões monocráticas, restringindo quem pode propor determinadas ações constitucionais e ampliando a presunção de constitucionalidade de atos do Legislativo. Acabar com o foro privilegiado de deputados e senadores, estabelecer quarentena de um ano para ministros do governo indicados ao STF, combater nepotismo e conflito de interesses e redefinir competências do CNJ e do CNMP. "Tesouraço” nos gastos públicos prevê a redução de pelo menos dez ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além do combate a penduricalhos e supersalários no setor público. Estímulo ao empreendedorismo por meio do programa Minha Primeira Empresa, com capacitação pelo Sistema S e crédito da Caixa. Revisão da reforma tributária. Contratos de trabalho de menor custo para jovens de 18 a 24 anos e para trabalhadores com mais de 50 anos.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/28/flavio-bolsonaro-entrevista-globo.ghtml.

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