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    Flávia, Janaína e Hildene: femicídios crescem no DF e alertam autoridades

    Dezesseis mulheres foram mortas no DF em 2026 pela condição de gênero. Casos já somam 57,1% dos crimes de 2025

    Metrópoles
    11 de setembro de 2026 às 06:30
    Flávia, Janaína e Hildene: femicídios crescem no DF e alertam autoridades
    Foto: Metrópoles

    Em oito meses, 16 mulheres tiveram as vidas interrompidas no Distrito Federal em casos classificados como feminicídio . No mesmo período, outras 68 foram vítimas de tentativas do crime. O número de casos consumados já representa 57,1% dos 28 feminicídios registrados em todo o ano passado. Nos três anos anteriores, o DF contabilizou 31 casos em 2023, 23 em 2024 e 28 em 2025.

    O dado que mais chama atenção está nas tentativas de feminicídio. Foram 68 casos de janeiro a agosto deste ano, 15 a menos que os 83 registrados no mesmo período de 2025. Apesar da queda, o número ainda supera os 54 casos contabilizados nos oito primeiros meses de 2023 e 2024. Entre os feminicídios consumados, foram 16 casos neste ano, um a mais que em 2024 e três a menos que em 2025. Dois feminicídios ocorreram na mesma semana.

    Diante dos números, o secretário de Segurança Pública do DF , Alexandre Rabelo Patury, afirma que o objetivo das forças de segurança não deve ser apenas prender os autores depois que o crime acontece, mas impedir que a violência chegue ao feminicídio. “A gente quer que o crime não aconteça”, afirmou.

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    Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo Patury, os protocolos utilizados pelas forças de segurança adotam critérios de proteção à vítima. “Na prática, quando uma mulher sofre uma agressão grave e existe dúvida se o agressor tinha a intenção de matá-la, o caso pode ser registrado inicialmente como tentativa de feminicídio. Posteriormente, essa classificação pode ser revista ao longo da investigação e do processo”, explica.

    Por isso, o secretário afirma que parte do aumento nas tentativas registradas pode estar relacionada ao próprio critério adotado para classificar as ocorrências, e não necessariamente a um crescimento proporcional da violência.

    “Então o cálculo da tentativa de feminicídio não necessariamente mostra um aumento excessivo em relação aos anos. Às vezes você modula o critério para que busque a máxima proteção da mulher, principalmente quando há uma lesão que pode causar uma morte”, disse.

    Flávia, Janaína e Hildene: femicídios crescem no DF e alertam autoridades
    Flávia, Janaína e Hildene: femicídios crescem no DF e alertam autoridades — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Independentemente da classificação da ocorrência, Patury defende que a atenção esteja voltada para o que acontece antes do desfecho fatal. “ O feminicídio é o ato final . A violência costuma dar sinais antes de chegar ao assassinato, como o controle do celular, das roupas e do dinheiro da mulher, seguido por violência psicológica e física. Esses sinais precisam ser identificados e enfrentados antes que a agressão evolua”, acrescenta.

    É nesse ponto que entra a importância da denúncia. Patury afirma que a vítima nem sempre consegue procurar ajuda por medo, mas ressalta que familiares, amigos e vizinhos também podem acionar a polícia diante de uma situação de violência. “A gente tem que buscar evitar o que vem antes”, diz.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/flavia-janaina-e-hildene-femicidios-crescem-no-df-e-alertam-autoridades.

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